Capítulo 5

1011 Words
— Nossa, querido, parece que vi Laura! — Imaginação e loucura, até porque ela não ia vir aqui, jurou que ia me odiar pelo resto da vida. — Era ela, estava chorando, mas o carro foi embora a mil por hora. Aquele homem não deixa ela nos ver, sou e verei ela, sim, filha. — Mulher, deixa ela em paz, já temos problemas demais. — Está com medo de sua filha saber que continua bebendo, não é? — Mas saiba que se ela não está aqui, foi porque ela te ama e resolveu te salvar, mas você parece que não enxerga isso além do copo. — Laura, precisamos nos arrumar. Daqui a pouco, Delmom chega e, senão estiver pronto, ficará furioso. — Eu quero que ele vá se ferrar! Fechei a porta e não queria assunto para mim, meu dia havia acabado e noite pouco me importa, se ele quiser ir nesse jantar, que vá sozinho. Fiquei trancada esperando o outro aparecer porque isso ia acontecer de alguma forma. — Laura, abre, minha querida, por favor, o senhor Delmom já perguntou se está pronta. Com a minha rebeldia, eu não abri e, decorrer de alguns segundos, vi o carro dele chegando e quieta eu fiquei, pois não queria ouvir a voz desse ser completamente grosseiro. — Nana, minha roupa está pronta? — Sim, senhor! — E a Laura, cadê? Avise-a para descer! — Senhor, ela disse que não vai de forma alguma nem arrastada. — Essa menina acha que é quem? Já foi ao meu escritório sem a minha ordem e agora decidi ser rebelde? Vamos ver se ela não vai! — Meu Deus, isso vai dar confusão e eu avisei que menina teimosa! — Laura, abra essa porta ou vai querer que eu mesmo abra? Mandei estar pronta às 19h, isso é uma ordem e não um pedido. — Não vou abrir, pode arrombar, mas daqui eu não saio seu… — Estou a avisar! — Meu Deus, você é louco, quebrou a porta, seu ignorante, acha que só porque tem dinheiro e fama de marginal pode agir assim com as pessoas, só que comigo não entendeu? — Olha, aqui, menina, vou te dizer uma coisa: se arrume e desça, não tem escolha e outra coisa nunca, mas me chame de marginal, está ouvindo? — Não tenho medo de você! — Mas deveria porque eu posso ser ótimo, porém sei ser mau e assine logo esse papel porque o seu pai me roubou e isso ele não deveria ter feito. O dinheiro é meu e jamais precisei pegar nada de ninguém, então, se vocês não têm como pagar, assine essa p***a de contrato e se arrume agora. — Você é um mostro, sabia? Quando aceitei esse acordo, pensei que talvez pudesse ser diferente, mas não me enganei, afinal nem te conheço, não é mesmo? Você foi o chefe do meu pai que te roubou e esse dinheiro possa não fazer tanta falta para você. Só que meu pai é um doente e, pelo desespero, fez isso, mas o Delmom não se importa com nada, talvez nem consigo mesmo. Assinei o bendito contrato e tinha que aceitar ser a submissa dele. Com raiva, fui me arrumar com as lágrimas nos olhos. Quando ele entrou no quarto, estava pronta e parado, ele ficou a me observar. — O que foi? Estou tão feia assim que ficou assustado! — Esta linda para essa noite e, por favor, se alguém perguntar, nos casamos fora, pais e não fale nada a não ser se pergunte. — Está bem, chefe! Só me diga uma coisa? — Fala? — Me deixe ver meus pais e minha amiga, por favor. Se você não teve pais, eu tenho me deixe vê-los. — Vou pensar, se comportar essa noite e fizer tudo que eu quero, eu deixo! — E só para ficar sabendo, eu tive pais sim! Por alguns segundos, percebi algo diferente em Delmom. Suas mãos estavam suando quando ele pegou na minha e talvez isso não fosse coisa que acontecesse frequentemente com ele. Era o tempo todo sozinho resolvendo negócios, acredito que nem tempo para ele tinha. Pelo caminho do jantar, ele se mostrou outra pessoa e não aquele ogro e sim um cavaleiro. Rimos e conversamos um pouco e, quase chegando no bendito jantar, ele me segurou firme e trocamos olhares. Meu coração batia forte, que pensei que ia morrer. Ele segurou em minha mão e perguntou se eu estava pronta. — Delmom, acredito que talvez não seja tão r**m assim! Por que Laura? — Sinto isso em você! — Não se esqueça de que o demônio enganou Deus! — Mas você não é ele! Passamos a noite juntos e eu não abri minha boca para nada. Apenas observei olhares estranhos de mulheres invejosas e claro que algumas delas ele já havia pegado. Pela primeira vez, alguém me chamou para dançar e eu fui. Só que quando ele viu eu nos braços de outro sorrindo, me tirou numa grosseria que todos ficaram olhando e fomos embora rapidamente. — Delmom, está me machucando? — E para machucar mesmo sua oferecida! — Eu como assim? — Você acha que eu não vi? Estava rindo para aquele i****a e, sem saber quem era, já foi logo aceitando o convite para dançar com ele. — Que loucura, eu apenas fui educada! Por que então não foi dançar comigo já que sou sua? — Laura, não gosto de dançar! — Mas eu gosto! Delmom estava com tanta raiva que eu não conseguia entender tudo, só porque dancei com um rapaz. Ele corria em alta velocidade e eu pedia para ele parar, pois estava ficando com medo. Porém, ele não me escutava e quase batemos com o carro e eu gelei, entrei em desespero.  — Delmom, seu louco, estava com a cabeça onde? Poderíamos estar mortos agora, tudo porque você não tem limites das coisas. — Não quero, mas isso entendeu? Devido hoje, não vai ver o seu pai e nem a sua amiga! — Eu não fiz nada, por favor, não faça isso.
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