Capítulo 116

1228 Words

Cobra narrando A rua da boca tava fervendo. Avião indo e vindo, mochila passando de mão em mão, rádio chiando no bolso do colete, e eu ali — encostado na grade do beco da central, com o telefone no ouvido e o baseado queimando entre os dedos. Mas minha cabeça não tava em cima do movimento. Tava em cima de um nome: Henrique. — Já levantaram tudo que eu pedi? — perguntei baixo, firme, olhando pro alto como quem tentava manter a calma. — Já, chefe. O CPF dele tá vinculado a duas empresas laranjas, nome da mulher dele no meio. Eles fizeram vários contratos com prefeituras do interior. Tudo lavagem. Soltei a fumaça devagar, os olhos semi-cerrados. — Alvará de fachada, nota fria, né? — murmurei, já sabendo a resposta. — Exatamente. A gente achou até um contrato de merenda escolar superfa

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