Luna/Maya narrando Eu ainda não conseguia acreditar que eu tinha dormido do lado dele. Dormido mesmo. Não foi só cair no sono — foi apagar, foi entregar o corpo inteiro, foi deixar que a cabeça finalmente silenciasse depois de tanto tempo gritando. Foi me render a um descanso que eu nem lembrava mais como era. Foi deixar que o cheiro dele, o calor dele, a respiração dele se tornassem a única coisa me mantendo ali, respirando, viva. E foi tão fácil, tão natural, tão dolorosamente bom… que eu me odiei por isso. Durante a madrugada, acordei algumas vezes. Não de insônia ou pesadelos — mas por causa dele. Porque toda vez que o Cobra despertava, meio zonzo, meio inconsciente, ele me apertava. Me puxava mais, me abraçava como se quisesse garantir que eu tava ali, que eu não tinha desapareci

