Cobra narrando Virado, com o celular numa mão, o notebook no colo e a cabeça borbulhando, feito um criminoso que arma o golpe perfeito porque é exatamente isso que eu sou. Pesquisei tudo, tudo o que dava pra puxar sobre aquele p*u no cu. Cada foto, cada movimentação, cada transação que pudesse cair no meu radar. Fui atrás de processos antigos, de documentos pendurados em cartório, de certidões obscuras que ninguém tem paciência de fuçar. E pra quem vive nesse submundo, encontrar sujeira não é questão de sorte, é só questão de tempo. Todo mundo tem r**o preso. Todo mundo. Ninguém é tão limpo quanto tenta parecer. Quando a Maya, ou Luna, ainda me perco em como me referir a ela. Apareceu na sala, eu não precisei virar pra trás pra saber que era ela. O cheiro dela entregou antes. O passo l

