Matheus narrando O beijo começou urgente, desesperado, quase dolorido. Não era só saudade, era raiva misturada com alívio, mágoa grudada no céu da boca. Eu sentia o gosto do choro, o gosto amargo do medo que ela me fez passar, mas também o gosto dela, do amor fodido que a gente tem, da falta que eu sentia de sentir ela de verdade, sem mentira, sem máscara, só ela ali, inteira, minha. Minha mão subiu pela cintura dela, apertando forte, como se eu quisesse ter certeza de que ela não ia sumir de novo. Os dedos dela estavam no meu rosto, passando com carinho, pedindo desculpa em silêncio, tentando consertar a merda com cada toque leve. E eu deixava. Porque p***a… eu precisava disso tanto quanto ela. — Cê me destruiu, Rayane — eu murmurei entre um beijo e outro, com a testa colada na dela,

