Capítulo 95

1491 Words

Maya/Luna narrando A porta bateu atrás de mim com um estrondo seco que ecoou na minha alma. E naquele instante, parecia que a casa inteira tremeu com a mesma dor que estava rasgando o meu peito. Eu entrei cambaleando, como se tivesse voltado da guerra, como se cada passo fosse um soco novo, uma lembrança a mais, uma ferida que abria de novo, sangrando por dentro. Fechei a tranca com a mão trêmula e fiquei ali parada, encarando o vazio da sala. O silêncio me engoliu. Não tinha mais ninguém comigo. Nem a Ray, nem ninguém. Só eu. Eu e a culpa. Eu e a dor. Eu e o gosto amargo da humilhação entalado na garganta. E por mais que eu tivesse vindo pra cá por ordem dele, obedecendo como se fosse uma prisioneira na própria pele, não tinha como fingir que eu tava bem. Não tinha como tapar o buraco

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