Amanda narrando - continuação Ele travou. Olhava fixo pra mim, mas era como se estivesse preso em algum lugar distante dentro da própria cabeça. Eu avancei um passo, sentindo meu peito arder. — Você quer vingança? Eu te apoio. Eu vou estar do seu lado, se for pra acabar com os filhos da p**a que destruíram a nossa vida. Mas se for pra te ver se matando aos poucos, entupido de droga e cachaça, aí não. Aí eu não fico. Eu não vou permitir. — minha voz falhava, mas eu não recuei. — Quantas vezes eu vou ter que te salvar, hein? Quantas vezes eu vou ter que te ver nesse estado, destruído, fodido, como se nada mais fizesse sentido? Minhas mãos tremeram quando bati contra o peito dele, com raiva, com dor, com amor. Ele abaixou a cabeça, não disse nada. Só me deixou bater, como se merecesse cada

