A tarde passou lentamente, silenciosa, mas intensa. Cristiano permaneceu ao lado de Patrícia, sentado na poltrona ao lado do sofá, observando cada gesto dela, cada respiração. Ela dormia profundamente, exausta, mas ele não conseguiu relaxar um segundo. O corpo dela ainda estava quente demais, e ele não deixava de sentir a urgência de cuidar dela.
Quando o sol começou a se pôr, o início da noite trouxe consigo uma leve brisa, mas Patrícia continuava adormecida. Cristiano se inclinou, encostando a mão suavemente na testa dela. Seu olhar se estreitou ao perceber a febre alta ainda presente.
— Você não vai ficar assim sozinha… — murmurou, baixinho, mais para si do que para ela.
Levantou-se, pegou um pano limpo, molhou em água fria e voltou a colocá-lo delicadamente sobre a testa dela, aliviando um pouco o calor. Ele segurou a mão dela com firmeza, mas de maneira gentil, como se quisesse transmitir que estava ali, presente em cada momento.
Cristiano então pegou o celular e ligou para um dos homens de confiança dele. A voz era firme, sem hesitação:
— Leva isso pra cá. — começou, passando o endereço — Traz remédio pra febre, antibiótico, vitamina… Ah, e traz uma pizza grande. Ela precisa se alimentar e se sentir melhor.
Enquanto desligava, voltou a sentar ao lado de Patrícia, observando o sono dela com atenção. Ajustou o cobertor sobre os ombros dela, verificando se estava confortável, segurando a mão dela de vez em quando, acariciando o dorso suavemente.
A noite avançava, e ele permaneceu ali, sem sair. Cada instante era dedicado apenas a ela: acompanhando a respiração, refrescando a testa, ajustando o cobertor, garantindo que ela estivesse minimamente confortável.
Mesmo que Patrícia não estivesse consciente de cada cuidado, Cristiano sentia a necessidade de estar presente em cada segundo. Cada gesto dele dizia mais do que palavras poderiam expressar: preocupação, proteção, carinho e… algo que ele não tinha sentido por ninguém há anos.
E enquanto a casa ficava silenciosa, apenas iluminada pela luz fraca da sala e pelo som distante da rua, Cristiano sabia que ficaria ali o tempo que fosse preciso. Ela estava doente, vulnerável, mas para ele, aquela vulnerabilidade só aumentava a vontade de protegê-la de tudo e de todos.
No início da noite, Patrícia ainda dormia profundamente, exausta e com febre alta. Cristiano se inclinou sobre ela, a mão pousando delicadamente na testa.
— Eii, princesa, acorda — disse ele, a voz baixa e carinhosa.
Ela abriu os olhos lentamente, ainda sonolenta e confusa, mas ao vê-lo ali, sentiu-se imediatamente segura.
— Aqui… — disse ele, segurando um copo de água e o remédio — comprei remédio pra você. Senta.
Ela se sentou devagar, pegou o copo e bebeu os remédios, sentindo o gosto amargo e reconfortante ao mesmo tempo.
— Minha cabeça… doi — murmurou ela, levando a mão à testa.
— Sim — respondeu ele, olhando preocupado — a febre tá muito alta.
— Vou tomar um banho, tá? — disse ela, tentando se recompor.
— Tá… mas com cuidado — disse ele, firme e protetor, segurando a mão dela por um instante antes dela se levantar.
Ela se levantou devagar, ainda sentindo o corpo pesado, tomou um banho rápido e saiu do quarto vestindo um pijama leve. Cristiano a observou com atenção, certificando-se de que ela estava bem, e então disse:
— Vem, senta aqui.
— Você comprou pizza? — perguntou ela, surpresa e sorrindo levemente.
— Sim — respondeu ele, aproximando a caixa da mesa — você tem que comer, Patrícia. Precisa se alimentar.
Ela sorriu, ainda sentindo o calor do cuidado dele, e deu um beijo rápido nos lábios dele, emocionada.
— Obrigada, tá? — disse ela, apoiando as mãos nos braços dele, sentindo-se segura e acolhida.
— Não precisa agradecer — respondeu Cristiano, sorrindo com suavidade — só precisa comer e deixar eu cuidar de você.
Ela assentiu, com o coração aquecido, enquanto Cristiano permanecia ao lado dela, atento a cada gesto, cada respiração, cada necessidade.
A madrugada avançava, e a febre de Patrícia finalmente começou a ceder. Cristiano permaneceu ao lado dela, atento a cada gesto, cada suspiro, cada respiração. O corpo dela ainda estava cansado, mas já menos quente, e ela se enroscava no sofá, exausta mas aliviada.
Ele observou por alguns segundos, depois passou o braço pela cintura dela, puxando-a suavemente para mais perto. Patrícia se acomodou contra ele, sentindo o calor e a segurança que apenas a presença dele podia transmitir.
— Melhorou um pouco, né? — murmurou ele, baixinho, encostando a testa na dela.
Ela apenas suspirou, fechando os olhos, ainda se recuperando, sentindo a proteção dele ao redor. Cristiano segurou a cintura dela com firmeza, mas com delicadeza, garantindo que ela estivesse confortável.
O silêncio da casa, a luz fraca da madrugada, o calor do corpo dela ao lado dele… tudo criava um ambiente seguro, acolhedor, quase mágico. Finalmente, depois de tanta tensão e preocupação, eles relaxaram juntos.
Cristiano fechou os olhos, respirando devagar, sentindo Patrícia se acomodar ainda mais perto dele. O cansaço, a febre e a preocupação deram lugar à paz e à segurança. Ele a abraçou com mais força, como se pudesse protegê-la de tudo, e, pela primeira vez naquela noite, sentiu que poderia finalmente descansar também.
Os dois adormeceram assim, abraçados, lado a lado, com o calor um do outro e a certeza silenciosa de que Cristiano estaria ali sempre que ela precisasse. Naquele instante, não havia nada além de cuidado, carinho e confiança — uma conexão que ia muito além de palavras ou gestos, construindo a base de algo profundo entre eles.