Cristiano chegou na casa de Patrícia com o coração acelerado, cada minuto no carro alimentando a ansiedade e a preocupação. Ele desceu, entrou rapidamente, e encontrou-a sentada no sofá, enrolada num cobertor, a face levemente corada pela febre.
— Paty… — disse ele, aproximando-se devagar — você tá mesmo m*l.
— Eu tô… — respondeu ela, tentando sorrir, mas a voz fraca não conseguiu esconder o cansaço. — Mas tá tudo bem.
Cristiano suspirou, sentindo uma mistura de preocupação e desejo. Ele colocou a mão na testa dela, medindo a temperatura com cuidado, o toque suave contrastando com a força de sua presença.
— Febre alta… — murmurou ele, franzindo a testa. — Você precisa descansar. Vou preparar algo pra você se hidratar e se sentir melhor.
Enquanto ela o observava, sentiu o calor da presença dele preenchendo o cômodo. Cristiano pegou água, preparou chá, cuidando dela com uma delicadeza que parecia contradizer toda a força e autoridade que ele carregava. Patrícia não conseguia evitar o sorriso tímido, sentindo-se segura e… atraída por aquele homem intenso e cuidadoso.
Patrícia estava deitou no sofá, coberta pelo cobertor, o corpo ainda dolorido e cansado. Cristiano sentou-se ao lado dela, passando a mão suavemente pelo cabelo dela, sentindo o calor do corpo dela e tentando transmitir segurança.
Ela suspirou, apoiando a cabeça no ombro dele, e perguntou, com a voz fraca:
— Como foi o baile ontem?
Cristiano sorriu levemente, o olhar cheio de carinho:
— Foi normal… não foi tão bom, porque você não estava lá, né? — disse ele, fazendo uma pausa, como se cada palavra fosse carregada de preocupação — Eu fiquei sozinho dançando. Mas foi normal. Saí do baile umas quatro e pouco, dormi um pouquinho. É assim que acordei… desliguei agora e vim pra cá.
Ela olhou para ele, surpresa e tocada pelo cuidado:
— Você nem descansou direito…
Ele sorriu, encostando a testa suavemente na dela:
— Descansa aqui, Patrícia. — disse, firme e sereno — Daqui a pouco você vai se sentir melhor. Eu fico com você. Não vou deixar você sozinha.
Ela suspirou, sentindo-se protegida, e apoiou a cabeça no ombro dele, fechando os olhos por um instante. O toque dele era firme, mas delicado; cada gesto transmitia cuidado, segurança e presença. Ele passou a mão pelo braço dela, depois pela cintura, ajustando o cobertor, certificando-se de que ela estivesse confortável.
— Você precisa descansar, ouvir seu corpo… — disse ele, baixinho, como se estivesse falando apenas para ela — Eu vou ficar aqui. Não precisa se preocupar com nada.
Ela sorriu, finalmente relaxando, sentindo a tensão do corpo diminuir aos poucos. O calor dele, a voz tranquila e o cuidado constante faziam com que a febre e o cansaço parecessem um pouco mais suportáveis.
Cristiano permaneceu ali, ao lado dela, o tempo inteiro atento, garantindo que ela estivesse confortável e protegida, até que Patrícia, finalmente, se sentiu segura o suficiente para fechar os olhos e descansar, apoiada no ombro dele.
E naquele silêncio, cheio de carinho e atenção, ficou claro para ambos que aquele cuidado, aquela presença, estava construindo algo mais profundo do que qualquer beijo ou toque poderia expressar: confiança, proximidade e conexão genuína.