Episódio 5

1748 Words
A senhora Natasha e eu saímos da companhia marítima, rumo à minha casa. — Senhora, a senhora tem certeza que quer ir para minha casa? Olha, eu não moro numa área que não é nada exclusiva e, além disso, a minha casa é humilde. — Dania, por favor, não me considere uma mulher tão superficial. Além disso, estou ansiosa para conhecer a sua mãe. — Ai, senhora, a verdade é que me preocupa deixar a minha mãe sozinha. Melhor, eu não ir para "La Dimora". — Já tenho isso coberto, Dania. Confie em mim. Pensei em ficar para acompanhar a sua mãe, mas consegui uma amiga mais adequada à idade dela, tenho certeza que elas se darão muito bem. — Sério, chefe? — Sim, você verá. NATASHA Chegamos até onde Dania mora, claro que quando comentei com Alonso o que faríamos, ele mandou Damián para nos cuidar. O Maybach preto entra no bairro humilde, onde fica o apartamento da família de Dania. — Esta é uma área bastante tranquila, senhora. Diz-me Damián, ao abrir a porta. — De qualquer forma, estarei aqui, esperando que a senhora Soraya chegue e coordenarei a segurança com a sua escolta. Também me encarregarei de manter o chefe informado, para que ele não precise ficar ligando para a Senhora constantemente e interrompendo-a. — Você é um sol, obrigado, Damián. — Às ordens, senhora. DANIA A senhora Natasha me segue pelas escadinhas, até chegarmos à porta do meu apartamento. Decido bater na porta, para surpreender a minha mãe, já que é cedo e ela ainda não me espera. — Filha, você esqueceu a sua chave? Por que chegou cedo, aconteceu alguma coisa? — Olá, mãe, digo sorrindo. — Apresento a minha chefe, a senhora Natasha Ferrara. — Oh, seja bem-vinda, senhora. Entre por favor. — Eu queria agradecer; por tudo o que você fez por nós. Diz a minha mãe. — Boa tarde, cumprimenta meu irmão Gabriel. Ele olha atônito para minha chefe, o que é normal porque Natasha Ferrara é uma mulher muito bonita. — Muito prazer, senhora. — Olá Gabriel, a sua irmã está muito orgulhosa de você e sempre o menciona. — Obrigado. Responde Gabriel. Sem parar de olhá-la. — Como se chama, senhora? — Marina, o meu nome é Marina. Responde a minha mãe. — Parabéns, a senhora tem filhos muito bonitos, fico muito feliz que a saúde da senhora esteja melhorando e aproveito a oportunidade para pedir permissão para que Dania me acompanhe a mim e à minha amiga Soraya a um lugar esta noite. — Precisa que eu fique hoje, irmã? — Não, Gabriel, já tenho isso coberto, vá para suas aulas tranquilo. Contesta a minha chefe. — Obrigada, senhora. — Sim, senhora. Não há problema, minha filha pode acompanhá-la. Só cuide bem dela. Umas leves batidas na porta fazem com que meu irmão caminhe até ela para abrir. — Boa tarde, diz o furacão russo, entrando com passo de rainha no meio da passarela. A reação de Gabriel nos faz rir a todas, ele está de boca aberta, olhando para a ruiva. — Bem-vinda, senhora Soraya. Eu digo. — Ai não, Dania. Isso de "Senhora" deixe para a sua chefe, eu sou só Soraya. Este primoroso deve ser seu irmão, certo? — Ujum. Gabriel assente com a cabeça. — Muito prazer e esta bela dama, com certeza é sua mãe. Um prazer. — Muito prazer, Soraya. Minha mãe responde. — Trouxe tudo, minha Naty. — Que eficiência, amiga. — Sempre, minha rainha. Podemos ir para o seu quarto, Dania? Diz Soraya, virando-se para mim. — E, por favor, que ninguém nos interrompa. Guio a minha chefe e Soraya até meu quarto. Entrem por favor. — Ok, Dania, vamos direto ao ponto. Sou uma mulher direta. Hoje, vamos transformá-la numa mulher durona. Diz a minha chefe. — E não é só para hoje, querida, é para a vida inteira. Soraya sorri dizendo. — Não entendo a que se referem. — Vamos lá, Dania, preste atenção. Diz a ruiva. — Você viu a cara do seu irmão quando me viu chegar? — Todas nós vimos, ele quase babou ao vê-la. — E tenho certeza que aconteceu o mesmo com ele quando viu a Naty, embora, claro, eu seja mais bonita. — Sonhe! Diz a minha chefe com uma sobrancelha levantada, enquanto olha para a amiga com o queixo erguido. — Sim, ele também ficou pasmo quando a viu. — E você nos viu fazer algo ou agir de alguma forma especial? — Não, vocês foram apenas vocês mesmas. Embora no seu caso eu a tenha visto entrar na casa, como uma rainha. — É que eu sou uma rainha, meu amor. Caminho assim, porque assim me sinto, assim respiro e assim me vejo. Portanto, é assim que eu quero que me tratem quando me virem. Diz Soraya. — Mas, é que com essa roupa e esses sapatos parece... — Não se engane, Dania. Responde Soraya, séria. — Não é o que eu visto, é como eu uso. Não é a roupa, sou eu. Entende o conceito. — Acho que sim, Soraya. — Você é uma mulher linda e inteligente, Dania. Mas te falta atitude, diz a minha chefe. — Precisamos que você se sinta uma rainha, como a dona do mundo, ou como a filha do dono, você escolhe o adjetivo que melhor lhe convier. Uma vez que você acreditar nisso, projetá-lo e se comportar como tal. Ninguém mais vai te chamar de comum. Os meus olhos se cristalizam e eu abaixo a cabeça. — Não. Diz Natasha, segurando o meu queixo e levantando o meu rosto. — Não te faz chorar quem quer, mas quem pode e merece — Quem é que tem que ser castrado por chamá-la de comum? Pergunta Soraya. — O menino. Responde a minha chefe. — Filho da falecida mãe, eu já sabia que esse tinha herdado os genes defeituosos dos Ferrara. É que Santiago, passa dos limites de idio*ta. — Esta noite, a Dania que chegará a "La Dimora", demonstrará a Santiago Ferrara que não tem absolutamente nada de comum, que é uma mulher que merece respeito e que, além disso, não precisa que nem ele, nem ninguém tome decisões por ela, porque lhe sobra inteligência. Você está pronta? Pergunta Natasha. — Sim, chefe. — Então, mãos à obra. Soraya e minha chefe me deram um curso intensivo de postura e projeção. — Ombros para trás, costas retas, p****s levantados, queixo ligeiramente erguido, passos curtos e elegantes. Lembre-se, Dania, você não está atrasada nem apressada, você está régia. Diz a minha chefe. — Estou nervosa! — Além de linda. Responde Soraya. — Olha para você. Me vejo no espelho e a verdade é que fiquei surpresa. — Uau, essa sou eu? — Sim, minha rainha. Responde Soraya. Estou usando um vestido vermelho, que vai um pouco acima do joelho, com um decote profundo mais elegante, ele é completamente justo ao corpo. O meu cabelo vai solto, com um pouco de ondas, a maquiagem é pouco carregada, mas realça os meus olhos. Os stilettos prateados combinam com a bolsa de mão e com as roupas que uso. Minha chefe e Soraya também estão prontas e parecem rainhas. Saímos do meu quarto para encontrar a minha mãe, acompanhada de uma senhora elegante. — Mãe, você chegou há muito tempo? Pergunta a minha chefe. — Sim, meu amor, mas a minha amiga Marina disse que Soraya ordenou que não as incomodassem. Estão lindas! Você deve ser a Dania. Você é uma menina muito linda. Diz a mãe da minha chefe. — Obrigado, senhora. Respondo. — Vão tranquilas, Marina e eu. Estaremos bem. — Obrigada, mamãe. — Você parece uma princesa, minha menina. Diz a minha mãe, enquanto me abraça. — Deus te guarde, vá com cuidado. — Sim, mãe. — Nos despedimos e descemos até onde o guarda-costas da minha chefe nos espera, para irmos para "La Dimora". — Os senhores Ferrara as esperam no clube, senhoras. — Obrigado, Damião. Vamos para "La Dimora". SANTIAGO Chego ao clube, que como sempre está lotado. Lucas se encarrega de abrir caminho para mim, entre a multidão, até chegarmos à entrada. — Vamos para o VIP, senhor? — Sim, Lucas. Quando os americanos chegarem, leve-os lá. — Sim, senhor Santiago. Eu mesmo os trarei. Chego ao VIP e a garçonete se aproxima para me atender. — O que posso lhe oferecer, senhor? — Traga-me um uísque. — Sim, senhor. Em poucos minutos ela chega com a minha bebida, seguida por Carter e Smith, que são escoltados por Lucas. — Boa noite, Ferrara. Cumprimentam os recém-chegados, apertando a minha mão. — E a senhorita Rinaldi, ainda não chegou? Pergunta Carter. — Não tenho certeza se a senhorita Rinaldi poderá vir. — É uma pena, eu queria tratá-la num ambiente não profissional. Diz Carter. — Boa noite, espero não estar atrasado, cavalheiros. Os três nos viramos para olhar na direção de onde vinha a voz, para nos depararmos com uma mulher linda, deslumbrante e espetacular. — Boa noite. Respondem Carter e Smith, enquanto eu só presto atenção nela. DANIA — Você está divina. Diz Carter. Enquanto beija as juntas da mão direita. — Obrigado, você é muito gentil, estou indo para a mesa para cumprimentar o Sr. Smith e Santiago Ferrara, que não parou de me olhar desde que cheguei. — Deseja tomar algo, senhorita Rinaldi? — Uma taça de vinho, estaria bom, senhor Carter. Santiago continua, sem dizer uma única palavra, parece que a minha chegada o atingiu como um soco no estômago. Iniciamos uma conversa agradável na qual só participamos, Smith, Carter e eu. — Aconteceu alguma coisa, senhor? Parece chateado, pergunto em tom baixo. — Lembre-se que estamos com uns clientes. Vejo-o mudar um pouco, a expressão do seu rosto e logo começa a interagir. SANTIAGO Essa mulher, acabou de me deixar literalmente sem fala. Ela está linda demais, não sei o que fez, mas está divinamente linda, aquele vestido lhe cai como uma segunda pele e o decote é uma verdadeira tentação. E como se não bastasse, o id*iota do Carter não perdeu a oportunidade de se aproximar dela. Mas quem não, se até eu teria querido fazê-lo. ‍​‌‌​​‌‌‌​​‌​‌‌​‌​​​‌​‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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