História: Odeio te amar, seu i****a!
Prólogo.
Clara Jeffers
Tinha chegado na empresa que enviei os meus desenhos, era uma empresa de design. . Era a empresa mais importante de Seattle e do país . E pra mim, uma jovem de 23 anos, recém formada numa faculdade de moda na California, era a oportunidade perfeita. Me encontrava sentada na sala de espera, aguardando o resultado da entrevista.
“Esse emprego vai ser decisivo para o meu futuro como estilista.”
- Senhorita Jeffers?- Uma jovem, de aparentemente minha idade, com longos cabelos loiros escuros amarrados perfeitamente num coque, usando um terninho me chamou.
Me levantei, e passei a mão pela saia tubinho vermelho vinho que usava, a ajeitando.
- Sim? - A olhei.
- Me acompanhe, irei lhe apresentar o Senhor Laurents...
Assenti com a cabeça, a seguindo até uma sala espaçosa, provavelmente de reuniões. O senhor Laurents era um homem de meia idade, com cabelos castanho-claros com algumas mechas brancas, por causa da idade, vestia um terno azul marinho, e tinha olhos verdes-azulados.
- Você seria a Senhorita Clara Jeffers certo? - perguntou terno.
- Sim senhor...- Falei com um sorriso mínimo.
- Gostei muito do seu trabalho, por isso foi aprovada para ser minha nova designer, meus estimados parabéns minha jovem. - Sorriu para mim, me olhando com aqueles belíssimos olhos.
- Eu agradeço, não vai se decepcionar, eu prometo! - Falei colocando uma mecha ruiva do meu cabelo atrás da orelha e em seguida apertando sua mão.
- Luana irá te apresentar a equipe, e a quero aqui amanhã às 7:30 para seu expediente, parabéns mais uma vez.
- Obrigada...- sorri.
“ consegui!!!”
Olhei para Luana que sorria levemente para mim. A acompanhei até uma parte da empresa onde ficava um Studio, lá encontrei duas mulheres e dois homens já trabalhando com tecidos.
- Pessoal, essa é a Clara Jeffers, nova designer, Clara, essa é a Lola – apontou para uma morena com cabelos curtos e cacheados – Essa é a More- mostrou uma mulher branca com sardas e cabelos azuis, aparentemente baixa. - e esses são Julian e Jorge.
Julian era moreno de cabelos castanhos com mechas loiras, seus olhos eram de um verde esmeralda vibrante, que continha um brilho especial e amigável. Já Jorge... era loiro com olhos castanho mel, cativantes, porém, com uma cara amarrada, que me deu medo... Era bonito sim, mas parecia ser muito antipático.
“Espero que seja só impressão...”
- Prazer gente...- falei acenando.
- Ótimo, mais uma pra me encher...- Jorge resmungou.
- Não liga pra ele, prazer sou o Julian, irmão do Jorge, ele costuma ser assim mesmo...
- É, você vai se dar bem com a gente. - Lola falou me deixando mais tranquila.
- Verdade, pelo menos não somos babacas. - More indagou olhando para o loiro m*l-humorado.
- Obrigada pessoal, de verdade, bom, tenho que arrumar algumas coisas pra amanhã... Foi bom conhecer vocês... até.
- Até Clara- falaram e eu saí da empresa me dirigindo até meu apartamento.
CAPITULO 1.
Clara Jeffers
Acordei com o despertador tocando, anunciando meu primeiro dia de trabalho. Eram plenas 6:30, gostava de acordar um pouco mais cedo para arrumar as coisas com antecedência, fazer um café e regar as minhas plantas que ficavam na minha pequena varanda. Levantei da cama, indo diretamente pro banho. Abri o registro sentindo a água quente cair sobre meu corpo... Pensei por um momento na minha vida na California, tinha deixado todos para trás, meus pais, meus irmãos, meus amigos..., mas minha vida profissional importava também, por isso foi uma decisão em conjunto minha e dos meus pais.
Fechei o chuveiro, me secando com a toalha. Me vesti com uma calça jeans clara, uma blusa de alças finas preta com um blazer branco por cima. Coloquei um par de coturnos pretos com salto e arrumei meu longo cabelo ruivo num coque trançado. Passei um gloss, deixando minha boca levemente vermelha, num aspecto natural e passei um rímel nos cílios.
Fui até a cozinha colocando a cafeteira pra funcionar, logo percebi Nina, minha gatinha filhote dar cabeçadinhas na minha perna, pedindo carinho. A peguei no colo, e a pequena gatinha malhada miou. A fiz carinho e a soltei, colocando ração no seu potinho. Peguei o lixo da cozinha, já que era quinta-feira, dia de colocar o lixo na composteira do prédio. Abri a porta e pedi o elevador, fiquei aguardando uns minutos até que chegou.
Ao deixar o lixo na composteira, dei a volta e sem querer esbarrei em alguém.
- EI OLHA POR ONDE ANDA! - Não, não pode ser... - Ah ótimo, além de ter que aguentar na empresa, vou ter que te ver por aqui também...
- Você não consegue ser nem um pouco gentil, não é? - falei semicerrando os olhos.
- Não, agora dá licença.
Jorge me empurrou com força, tanto que um dos meus vizinhos teve que me ajudar pra não cair.
- Bruto! - grunhi. - Obrigada Leon- agradeci para Leon, meu vizinho de porta.
- Sem problemas Clara, o Jorge não tem boa fama por aqui, e ele é nosso vizinho de porta também.
- Ele trabalha comigo... não foi com a minha cara desde do começo...
- Ah, você tá trabalhando na Dominicals né?
- Sim, isso mesmo. - Respondi – Na verdade começo hoje.
- Se quiser uma carona, eu te levo, eu trabalho no restaurante do lado da Dominicals.
- Se não for um incomodo pra você... A transportadora ainda não trouxe meu carro...
- Não vai ser nenhum incomodo.
Eu sorri e subi rapidamente e peguei minha bolsa, logo descendo até o térreo, onde Leon me esperava. Ao me ver, Leon sorriu...
“tá, ele é lindo não posso negar...”
- Vamos? - perguntou me dando o capacete.
- Claro....
Coloque o capacete e sentei na moto, atrás de Leon e segurei sua cintura, o vendo dar partida. Após alguns minutos paramos na frente na empresa.
- Obrigada pela carona. - Agradeci.
- Disponha, sempre que precisar de carona, pode me pedir...
- Certo.
O vi virar a esquina e ri. Suspirei e entrei na empresa, validei meu ticket de trabalho e fui até o Studio.
- Bom dia. - falei vendo Lola, More e Julian.
- Bom dia, quer um café? - More ofereceu sorrindo.
- Não, obrigada More, já tomei em casa...
Peguei minha pasta com alguns desenhos que tinha que finalizar, estava concentrada no traço, até que ouvi um estrondo me fazendo riscar uma parte de susto. Vi que Jorge havia praticamente jogado os materiais na mesa que EU estava trabalhando.
- Cuidado! Não vê que eu estava concentrada? Eu borrei por sua causa! - falei brava.
- Aiii vai ficar bravinha? É problema seu!
- Ô Jorge! Deixa a menina em paz, ela não te fez nada! – More me defendeu.
- Fica quieta que a conversa não chegou no galinheiro!
- JORGE CHEGA! VOCÊ TÁ SEMPRE MALTRATANDO AS PESSOAS, TENTA TER UM POUCO DE SENSO GAROTO- Lola esbravejou e eu até me assustei.
- Gente CHEGA! TODO MUNDO TÁ ERRADO EM BRIGAR! VAMOS TRABALHAR LOGO! - gritei já sem paciência.
Bufei e sentei na cadeira, continuando meu trabalho.
Jorge Angeles
Sou Jorge Angeles, dizem que de anjo não tenho nada, e é verdade. Sou revoltado com o mundo por ter tido experiências ruins na infância. Trabalho com design por causa do meu irmão, Julian fala que na raiva eu desenho ainda mais rápido e melhor...
Não suporto pessoas, não suporto ouvir asneiras, não suporto meus colegas de trabalho... E na primeira vez que vi a Clara não fui nada com a cara dela... Ela era tão... perfeita que dava raiva, com aqueles olhos azuis safira e aquele corpo... me irritava profundamente.
Ao dar a hora do almoço, vi todos saírem para almoçar no restaurante ao lado da empresa, e deixei os desenhos de lado. Fui até a mesa que Clara estava e olhei seus desenhos... Até nisso ela é perfeita! Senti a minha típica veia pulsar na minha testa, o que acontecia quando eu estava com raiva.
Saí do Studio, descendo as escadas e fui até uma cafeteria, pedindo o café expresso. Ao ser atendido, caminhei pelas ruas pensando na proposta do meu pai de trabalhar na França...
“ Ninguém vai sentir minha falta mesmo...”
Ainda tinha dois meses pra decidir, mas a decisão estava muito fácil de se saber. Ao perceber que tinha começado a garoar, corri até a empresa, chegando encharcado, logo vi Clara entrando também encharcada junto com Julian. Os dois riam como se o fato de que estávamos todos molhados fosse irrelevante. Bufei e fui direto ao banheiro do Studio, onde tinha algumas toalhas.
Clara Jeffers
Fui até o banheiro do Studio, onde havia algumas toalhas, e ao entrar vi Jorge, não o olhei nos olhos, não queria ser agredida verbalmente... Apenas peguei a toalha e me virei indo até os tecidos.
- Já tem ideia do que vai produzir? - Lola me perguntou olhando meus desenhos.
- Esse daqui. - Mostrei um vestido de festa azul brilhante.
- Vai ser perfeito para a coleção de festa que eu estou produzindo, quer me ajudar? - Lola perguntou.
- Claro...
- Yayyyyyyy- gritou dando pulinhos e me abraçou.
Rimos e continuamos o trabalho.