Acordei cedo, Mari não estava na cama, escutei o barulho do chuveiro, e antes que eu pudesse me dar conta eu estava em pé na porta do banheiro louco para entrar e ver o que ela escondia por baixo de todas as roupas que ela usava.
Antes que eu abrisse a porta como um cão no cio e assustasse ainda mais ela, eu sai do quarto e fui me arrumar no escritório, onde eu sempre tinha um muda de roupa limpa.
Hoje teríamos uma janta com o pessoal do conselho pra eles ver nossa vida de casal, e eu precisava que ela parasse de se encolher cada vez que eu falasse com ela.
Estava na mesa, aguardando-a para tomar o café e programar o dia que teríamos quando Talita apareceu na cozinha.
--Bom dia Leandro.
Eu não sei em que momento ela achou que tinha alguma liberdade comigo, mas isso precisava parar.
--Talita, o que voce esta fazendo?
Ela estava servindo café na xícara que estava a minha frente, um ato que parecia inofensivo se ela não estivesse tentando se esfregar em mim. O cheiro doce do perfume dela estava me enojando.
--Estou servindo seu café.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa Mari apareceu na mesa dando bom dia, e eu sei que se eu visse alguem nessa situação perto dela eu endenteria errado. E a cara que ela fez ao olhar pra Talita quase debrucada em cima de mim, ja me dizia que eu teria que explicar algumas coisas.
Talita ignorou a o bom dia da Mari, olhou pra mim e pediu licença e saiu.
Mari precisava arrumar o lugar dela nessa casa ou as coisas iam acabar saindo do controle e eu não gostava de lidar com esse tipo de coisa, não dentro de casa, ja bastava me incomodar com essas coisas fora daqui.
Ela precisa aprender a se impor, ou as coisas iriam piorar e eu nunca iria coseguir seguir em frente e so de pensar nisso ja me irritava. Isso e juntando o tempo de celibato que eu estava entrando tentando ser fiel a um casamento de contrato onde a minha mulher nem me olha.
--Bom dia Mari, dormiu bem?
--Dormi sim. O que faz em casa ainda?
--Hoje vamos sair fazer compras.
--Vamos? Tipo eu e voce?
--isso. Eu e você, algum problema?
--Não, nenhum. Só achei estranho.
--Termina seu café e se arrume.
Ela se olhou, estava com um conjunto de moleton levinho, e uma pantufa, o cabelo estava em um r**o de cavalo.
--Tudo bem, o que gostaria que eu ussase.
--Algo bonito, que uma mulher na sua posição usaria. Acredito que tenha algo no seu closet.
-- Ok, vou la me trocar.
--Pode terminar de comer.
--ja terminei. Obrigada.
Respirei fundo, vendo ela m*l tocar no copo de suco dela. Chamei a Rose depois que ela saiu.
--O que a senhora mari costuma comer de manha?
--Na verdade ela só toma um suco, ela come uma fruta no meio da manha, e almoça.
--ok, obrigada. Outra coisa. Como ta sendo o serviço da Talita?
--Ah, to conseguindo me virar com ela.
--Ela tem causado problemas?
--Por enquanto não, mas ela ja distratou a senhora Mari.
--E a mari fez algo?
--Não senhor, só saiu e foi pro quarto.
--Ok, obrigada Rose. Vou levar a Mari pra sair, não nos espere pro almoço.
Fui para o quarto, e na metade do caminho não sabia porque estava vindo, mas terminei o caminho. Entrei e sentei na poltrona esperando pela mari.
Ela saiu do closet usando um vestido colado ao corpo, com um tecido que se ajustava perfeitamente ao corpo dela, e um sandalia com salto baixo. Ela estava de cabeça baixa, parecia tentar se acostumar a estar com saltos.
--Voce esta muito bonitaa.
Ela deu um pulo e quase torceu o pe ao se desequilibrar no salto.
--Que susto, podia avisar que estava ali.
--Desculpa, não quis assustar.
--vamos então?
--claro.