Capitulo 18

897 Words
Leandro Hoje o dia foi cansativo alem da conta. Tudo que eu queria era uma dose de whisky um banho quente e uma cama confortavel. Eu ja sabia que o dia seria puxado quando saindo da casa do meu pai recebi uma ligação de um dos meus homens com problemas com uma entrega, e dali não parei mais de resolver problemas. Todos eles parecem ter acumulado pra mesma hora. Era policial novo querendo mostrar serviço, e eu tendo que mostrar quem mandava, era as dançarinas querendo arrumar confusão com as novatas, e pra ajudar, Rose avisando que minha irmã estava na minha casa. Eu confesso que pensei em ir almoçar com Mari, e mostrar pra ela que não sou tão r**m quanto pareci na ultima noite, mas eu não estava com paciência pra Giovana. E espero que ela não tenha arrumado mais dor de cabeça pra mim. Quando relógio marcou 23horas eu abandonei todos os relatórios que eu precisava conferir e me levantei pra ir pra casa, queria pegar Mari acordada. Rose me disse que depois que Giovana saiu, Mari não saiu mais do quarto. Saindo do escritorio, tranquei a porta atras de mim, e quando chego no corredor que da pra boate, uma das novatas me para no caminho. --Senhor Leandro, gostaria de companhia? A garota era bonita, tinha um belo corpo, e pelo que ouvi ela sabia fazer o trabalho direito. Mas respirei fundo e neguei. --Hoje não, preciso resolver algumas coisas. --Ah, qual é, só uma dança. Eu odiava quem não sabia aceitar uma negativa e insistia. Ignorei ela falando, tirei a mão dela que estava subindo pelo meu braço, e continuei o caminho. Senti os olhos dela queimando nas minhas costas mas não dei atenção. Eu queria chegar em casa. O caminho até em casa foi tranquilo, a boate não era tão longe. Quando entrei, vi Rose me esperando na sala, e pela cara dela sabia que não teria boas noticias. --o que houve Rose? --Boa noite seu Leandro. Acho que voce precisa saber de uma coisa. --O que aconteceu agora? Otimo, nem em casa eu conseguia uns minutos de paz. --Depois que dona Giovana saiu, a Mari se trancou no quarto e não saiu mais. E ela estava bem de manha, passeou pelo jardim, foi na area da piscina, mas agora ela não saiu nem pra jantar e nem abriu a porta pra eu ver como ela estava. --Giovana fez algo pra ela? --eu não sei senhor, ela disse que veio convidar a Mari pra almoçar, e por fim as duas almoçaram em casa. --tudo bem Rose, obrigada, vou ver o que faço. Rose saiu em direção a sua casa, e eu ia subir as escadas pra falar com a Mari, mas mudei o trajeto e fui pro escritorio. Eu tinha um banheiro e um sofá ali, e acho que era ali que eu iria ficar por essa noite. Depois do banho, usando apenas uma cueca limpa que sempre deixava no banheiro, eu deitei no sofá. Fiquei rolando de um lado pro outro sem conseguir pegar no sono. Fiquei pensando em que a Giovana poderia ter falado pra Mari pra deixa-la daquele jeito. Me dando por vencido, eu saio do escritorio e vou em direção ao quarto, forço a maçaneta e esta trancado. Bato na porta uma, duas, tres vezes e nada. Chamo nome dela, e nada. Apenas silencio. Começo a ficar preocupado, e quando penso em quebrar a porta, Mari abre a porta com olhos inchados e um pouco sonolenta. --Desculpa, esqueci de destrancar, acabei pegando no sono. --voce esta bem? Eu nem terminei de falar ela ja tinha ido em direção a cama. --Fiquei sabendo que Giovana esteve aqui hoje. --Uhum. --Conversaram sobre o que ? --nada de mais, ela ficou falando sobre ela o tempo todo, nem prestei atenção. --da pra voce olhar pra mim quando fala? --Na verdade não. --E porque não? --porque é estranho falar com uma pessoa seminua. So então me dei conta que estava somente com uma cueca. --Acho bom acostumar, porque não consigo dormir de roupa. Caminhei ate o outro lado da cama e sentei na beirada. --Jantou? --Não, acabei pegando no sono. --Rose disse que depois que Giovana saiu voce se trancou no quarto. Ta querendo ficar doente? --Não, não é isso, eu so peguei no sono. --Porque voce não sai? Vai dar uma volta? Tem motorista e segurança ali o dia todo pra isso. Ela não falou nada. Ficou em silencio. --Mari? --Eu não tenho dinheiro pra sair, e nem saberia pra onde ir. --Liga pra uma amiga, vai pro shopping, sei lá, o que voce fazia antes? Ela deu uma risada sem graça e um suspiro. --Eu não tenho amigas, nunca tive, não tenho dinheiro e nem um celular, e eu nem saberia o que fazer em um shopping mesmo que fosse em um. Tenho roupas suficientes aqui, e comida tambem. Eu estou com pouco de dor de cabeça, se voce não se importa eu vou voltar a dormir. Vi com o canto do olho ela virar pro outro lado e dormir. Achei que seria mais facil ser casado. O estresse do dia, o estresse em casa, o estresse com minha familia, e eu tentando manter a sanidade sem poder arrumar uma garota qualquer pra diminuir a irritaçao estava acabando comigo. Me dei por vencido, deitei na cama confortavel e apaguei.
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