ESCLARECIMENTOS

1585 Words
PADRE HENRI NARRANDO Maria caminha até o meu lado e se senta, ela sorri amigavelmente. — Geralmente é o senhor que dar conselhos padre, mas acho que hoje eu sendo mais velha, talvez eu possa dar alguns também. — Ela sorri. Maria não era tão velha, talvez tivesse uns quarenta cinco ou cinquenta ano, não me lembro de quando não conhecia, pra mim ela esteve ali na igreja a vida toda. — O senhor gosta da vida que tem? Da vida que sua mãe escolheu? Por favor padre responder com toda sinceridade. — Pra ser sincero essa resposta nem mesmo eu conseguia responder. — Sobre isso a única coisa que eu sei e que não odeio essa vida. — Respondi com sinceridade. — Mais nutri sentimentos que por ser padre não deve nutrir. — Eu a olho surpresa, estava tão obvio que ela já tinha percebido. — Maria... — Ela sorri. — Não estou julgando o senhor padre, acho que todos nós deveríamos amar e ser amados ao menos uma vez na vida, o senhor teve sorte de que a primeira vez que amou, foi correspondido, a maioria das pessoas espera a vida toda por alguém que as ama de verdade. — Me levanto e passo as mão no rosto. — Então o que eu devo fazer então Maria? — Pergunto cauteloso, eu realmente não sabia o que fazer. — Acho que o senhor deve ir até a minha casa, buscar as roupas dos coroinhas. — Ela falou meio risonha. — O que? Em toda a minha como padre só havia ido na casa da Maria uma única vez para visita quando ela estava doente. — O senhor ainda se lembra do caminho? — Eu a encaro ainda não entendendo. — Sim, só que... — Ela me interrompe. — Vai padre, lá o senhor encontrara todas as suas respostas, apenas confie em mim. — Ela falou toda confiante. Então me dou por vencido por suas palavras, saio da igreja por alguns minutos e entro no carro que ficava nos fundos da paroquia, e vou até a casa de Maria, estaciono em frente e desço. Caminho para dentro, como ela me orientou, entro direto, e nesse momento o meu coração acelerou num ritmo desconhecido, Mari estava ali de pé em frente a pia lavando a louça, ela ainda estava de costas para mim, por isso ela ainda não tinha me visto. Então ela não voltou para casa dos pais, e não se casou com outro, será que é pecado está feliz por isso? — Mariana? —Eu a chamei, ela deixou uma louça cair na pia, ela demorou um pouco para se virar. — Padre Henri? Antes que ela falasse alguma coisa, eu fui até ela e a abracei, e apertei ela forte seu corpo contra ao meu, eu precisava dela assim como eu precisava do ar para respirar, e sentir ela perto de mim foi algo inexplicável. — Padre Henri, o que aconteceu? Você está estranho. — Ela sussurrou contra meu peito. — Eu perdi meu pai, você foi embora e achei que a essa altura você já estaria casada. — Eu falei, e ela se afasta um pouco, o suficiente para me olhar nos olhos. — E isso te afeta? — Eu não desvio os olhos para responder, respiro fundo. — Mari... Mariana eu amo você! Ela fica me olhando como se não estivesse acreditando no que eu tinha acabado de falar, eu vi um brilho se formar em seus olhos, e um sorriso surgiu. — Eu amo você Henrique. — Ela responde e cola os seus lábios nos meus, minhas mãos passeia pelo seu corpo e entram de baixo da sua blusa. Ela se afasta e segura a minha mão me puxando para o quarto um quarto, havia duas camas, uma de casal e outra de solteiro, ela volta a me beijar sua mão desce para os botões da minha batina, não demora muito ela já está no chão, enquanto eu termino de tirar as minhas roupas, ela tira as dela e quando ela está completamente nua sinto minhas bochechas ardendo e meu corpo pegando fogo. Ela volta a me beijar, e lentamente deito-me na cama, fico entre suas pernas e enquanto nossos lábios estão grudados em batalha longa, parecia que tínhamos sede um do outro, ela abriu um pouco as pernas eu me encaixei nela, e fui colocando devagar enquanto com uma mão dela estava no meu cabelo, eu podia sentir sua unha apertar levemente minhas costas, ela soltava gemidos abafados. Eu nunca havia feito isso, como eu pude ficar tanto tempo sem sentir esse tipo de sensação, era algo inexplicável, meu corpo parecia que ia pegar fogo, eu fui intensificando o vai e vem e ela pegou na minha mão e colocou em um dos seus s***s, e por instinto e coloquei ele na boca, e ela passar com mais forças as unhas nas minhas costas, por fim eu sentir o meu corpo estremecer, eu não estava entendendo o que estava acontecendo, ate que sentir uma forte pressão que foi aliviando logo seguida. Deitei-me do lado dela e ela se virou pra mim e sorriu, eu passei a mão no seu rosto e logo em seguida ela dormiu. Me levanto da cama já tendo certeza do que eu faria da minha vida, olho Mari ainda dormindo, e isso só confirma a minha decisão, eu vou abandonar a batina e ficar com a mulher que eu amo. Coloco minhas roupas de volta, um pouco amassadas e escrevo um bilhete para Mari antes de sair. “Volto em uma hora com a minha mala, vamos ficar juntos já me decidir, eu te amo” – Seu Henri. Saio dali com alma completamente renovada, entro no carro e dirijo até a igreja onde eu fico surpreso em ver minha mãe me esperando. — Eu segui você mais cedo. — Ela afirma. — Eu fui até a casa de Maria buscar... — Ela nem deixou eu terminar de falar e sorriu. — É pecado mentir, ainda mais para um padre, se bem que esse não foi seu único pecado do dia ne meu filho? Essa demônia está destruindo sua vida. — Ela afirma cruzando os braços, e me olhando toda desconfiada. — Eu vou ficar com ela mãe, já fiquei na verdade. — VOCÊ DORMIU COM ELA? — Ela perguntou colocando a mão na cabeça. Eu apenas confirmo com a cabeça com sinal de positivo e sinto meu rosto arder, eu não posso acreditar que a minha mãe acabou de me bater. — Eu não vou deixar você se perder Henrique, tudo que eu faço e para o seu bem, você se sujou e agora eu vou te ajudar. — Coloco a mão no rosto e a olho sem entender nada. — Levam-no, eu já tenho a sua autorização para se ausentar da paroquia, você vai embora comigo. — Ela falou, e logo em seguida apareceu dois cara muito alto e cada um segurou no meu braço. — Terá que me matar, se quiser me levar. — Eu falo tentando me soltar. — Que assim seja. — Um deles colocaram um pano no meu nariz, e tinha um cheiro muito forte, minha vista foi ficando embaçada, eu só pensava em Mari, ela vai achar que eu desistir de ficar com ela, antes de apagar eu vejo Maria escondida atras do altar, e logo em seguida tudo fica preto. MARIANA NARRANDO Havia se passado mais de duas horas desde que eu acordei, minha pequena mala já estava pronta eu estava apenas esperando pelo Henrique que estava demorando muito, seguro forte o bilhete que ele havia me deixado, será que ele desistiu? Ele nunca teve certeza se queria largar a batina, será que voltou a atras? — Mariana. — Escuto Maria me gritando e entrando dentro de casa feito um furacão. — Levaram ele, levaram o padre! — Ela fala e meu coração se aperta. — O que? Como assim? Quem levou ele? — Meu coração parecia que ia sair pela boca, eu estava muito nervosa. — A mãe dele, ele enfrentou, disse pra ela que vocês iam ficar juntos, ela não tinha ido embora, ficou vigiando ele, quando ele falou que ia ficar com você, ela me chamou dois homens enormes aí levaram ele embora. — Ela falou eufórica, ela estava tão nervosa quanto eu. — Para onde Maria? — Sentir meus olhos encherem de água, parece que não era pra gente ficar juntos. — Eu não sei, mas podemos tentar descobrir. — Ela se senta do meu lado e pega o celular. — Eu conheço uma das empregadas da mãe do padre, eles não são ricos mais tem uma vida muito boa, acredito que ela deve saber de algo. Espero enquanto ela liga, começo a andar de um lado por outro, até que ela finaliza a ligação e me como se não tivesse nenhuma notícia boa. — O que foi? — Meu coração estava ficando cada vez mais apertado. — Portugal, levaram ele para Portugal. — Me sento novamente no sofá sem saber o que fazer, ela levou ele para tão longe, como eu o acharia se não tenho dinheiro. Coloco as mãos na cabeça tentando conter as lagrima, eu nunca mais o veria? É o nosso fim? O que eu vou fazer? — Tem um jeito, talvez... Se for o suficiente eu acredito que talvez possa ser. — Ela se levanta e eu fico um pouco perdida com suas palavras. — Me espera aqui.
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