CAPÍTULO 5

979 Words
Encaro o meu reflexo no espelho e enxugo meu cabelo totalmente descontente com a p***a que me aconteceu, olhando para o relógio na escrivania ao lado do armário. Eu gostava de sair para um lugar calmo e tranquilo, eu já bebi na minha vida, mas foi drinks e cerveja e eu nunca passei da primeira, eu sabia os meus limites e o que acabava de acontecer, essa noite estava me mostrando que eu poderia entrar em problemas, estava com pessoas de todos os tipos, de todos os lugares. Mas eu era a mesma, cada parte de mim era a mesminha. Coloco minha toalha na cabeceira da cama e me sento, quando ergo a mão escuto burburinhos e se intensifica para gritarias, eu me levanto preocupada. Pronto Analu, agora eles te matam e te prendem. Me aproximo da porta e fico parada, escutando a gritaria e reconhecendo a voz feminina. - PARA! - Fico paradinha. - Você não podia ter feito isso com a garota, ela não fez nada para você – A voz de Louise soa em alto e bom tom, me pergunto quando alguém vai reclamar da gritaria, mas escuto a voz masculina. - Olha para minha cabeça, ela me acertou uma garrafa! - Da próxima vez falo para ela acertar essa sua cara de p*u, Riller! - Me alívio pela defesa. - Vai defender ela ao invés do seu irmão? - Teu r**o, seu bosta, não vai entrar nesse quarto e se você me respeito vai embora daqui. - Eu vou acabar com ela, ela vai ter que ouvir o que tenho pra dizer – Eu me afasto e sinto um arrepio de medo. - Fica longe dela, pela primeira vez acho alguém decente para dividir o quarto, vai para o inferno Riller – Quando ela fala aquilo eu entendo que ela estava me ajudando e tentando amenizar as coisas. Mas eu não podia causar problemas, ele começou, eu continuei. Agora eu terminaria. Abria a porta de uma vez e encarei o cara encostado na parede e depois a menina que se virou e me encarou. - Olha ela, era com você mesmo que eu queria falar – Ele tenta se aproximar e a irmã o segura. - Me solta, vou ter um particular com ela. - Você começou isso – Olho para o sangue seco na camisa e para o cabelo mais bagunçado. - Eu não pedi para me levar e eu não aceito que façam aquilo, não devo nada para você e nem para aquela fraternidade. - É aí que você se engana, vou fazer sua vida um inferno aqui, nós mandamos aqui, amanhã você vai ser a v***a que me acertou uma garrafa. - Para Riller, deixe ela em paz, olha o que está falando. - Estou tremendo de medo! - Ironizei e ele ri. - Vai me pedir de joelhos para parar, garotinha… - Riller… - Cala a boca Louise, ela começou quando me dedurou, era só ficar quieta, mas se a certinha quer brincar, vamos brincar, ela e a delatora e eu sou a acusação – Friamente ele sai, eu fico parada, vendo a garota se virar e me encara. Ela passa por mim sem falar nada e entra no quarto, se jogando na cama e encarando o teto. - Analu você acertou uma garrafa nele? - Eu fecho a porta e a tranco, me aproximando da cama e me sentando. - Sim, eu não vou pedir desculpa – Falo e ela sorri. - Espero que não faça nada comigo, sabe que somos colegas, não precisa ter raiva de mim, ele é uma coisa e eu sou outra. - Ele é seu irmão. - Ele te provocou, se não aguenta não desce para o play – Ela pula da cama. - Você é maluca, eu não acreditei quando me ligaram e disseram que minha colega de quarto havia batido no meu irmão – Louise sorri. - Ainda mais no meio de todo mundo, era o trote, não era? Balanço a cabeça. - Era um bando de – Ela me corta. - Idiotas, eu passei por isso – Se vira e me encara. - A apresentação, as perguntas estúpidas e a garrafa, depois o juramento fatídico. - Você passou por tudo? - Sim, mas só até a apresentação, até Riller aparecer e brigar com os caras, por um lado eu o agradeci, mas por outro eu o odiei – Retira a sandália e o casaco. - Eles escolhem 10 novatos. - Quem te levou? - Loise não responde. - Um i****a loiro, não viu ele lá? Um com um rostinho bonito? - Ele derramou cerveja em mim. -Não respondeu seu nome? - Balanço a cabeça. - Na época eu também não, enfim, mas passou, você deixou seu legado. - Não entendi. - Vão ficar longe de você, embora eles vão lembrar de você como a louca que quebrou uma garrafa na cabeça de um cara, de Riller. - Esta chateada? - Se eu fosse ficar chateada com todas as pessoas que brigam com ele, não falaria nem com os meus professores Analu, ele é bundão mesmo, se ele te perturbar me fala, eu dou um jeito. - Eu sei me defender. Não digo mais nada e ela também não, isso até ela se deitar e apagar a luminária. - Você é uma boa colega de quarto, sabia que você era um biscoito da sorte. Minutos se passam e não escuto mais nada, encaro o teto e cada imagem se passa na minha cabeça, me causando insônia, somente as três da manhã eu consigo pegar no sono, lembrando da garrafa se espatifando na cabeça dele. O que eu havia feito? Não podia ficar nervosa daquela maneira. Eu era esquentada quando me tiravam do sério,eu pai conta que sou como minha mãe, temperamento forte demais. Bem, devia controlar isso ou estaria com problemas.
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