ONDE TUDO COMEÇA

641 Words
Continuamos dançando, até minhas pernas doerem, não tô acostumada a passar tanto tempo dançando, como elas. Mariel - Amiga, vou ali no bar pegar uma água, não sou acostumada a beber, e já tô alegre. Gio - Mais já Mari? Duda - Ela não é acostumada com bebida, quer que eu vá com você? Mariel - Não, pode ficar aí, eu vou rapidinho. Depois de uma grande dificuldade para chegar até o bar, sento na banqueta esperando dar a minha vez de ser atendida, bom que já descanso um pouco. João - O que você quer moça? Mariel - Quero uma água, bem gelada por favor. Quando um cara alto, branco queimado do sol, com o cabelo e barba bem alinhada, braços grossos bem músculoso e com olhar verde penetrante para do meu lado, pedindo um whisk pro seu João, me olhando. Cara - E aí gata, nova por aqui? Mariel - Sim, só vim curtir o baile com a minha amiga. Cara - Satisfação, Magnata. Mariel - Mariel, não entendi o seu nome. Digo com uma cara de confusão pra ele, aqui o povo é tudo doido penso comigo mesmo. Magnata - é magnata mesmo, é meu vulgo, meu nome não é dito por aqui. Diz com uma carranca fechada, mais só consigo reparar o quanto ele é gato, parece que tô hipnotizada em todos os seus detalhes. Magnata - Valeu seu João, meu parceiro. - Fecha a boca, que tá caindo baba, gata. Diz isso pegando o seu whisk com o seu João, e vira olhando pra mim dando uma risada com os dentes perfeitos bem alinhados, e sai sumindo pela multidão. Ai que me dou conta do tanto que passei como ridícula, olhando o cara daquele jeito, parece até que nunca viu homem bonito na vida, me repreendo mentalmente. Pego minha água voltando pra onde as meninas estavam. Duda - Demorou em p*****a tava onde? Mariel - é que a fila tava grande amiga. Ela me disse lha desconfiada e me puxa para dançarmos, requebramos muito até o chão, as p*****a nos olhavam com invejo, e os cara tudo babando. Até que gostei desse baile, tenho que vir mais vezes. Sinto que estou sendo observada por alguém, quando olho pra cima, vejo o mesmo cara do bar, segurando o copo de lá de cima do camarote e me olhando passa a língua entre os lábios, com olhar de safado. Eu pra provocar rebolo a b***a, e mordo os lábios olhando pra ele com cara de safada. Gio - Que isso em gata, tá querendo entra pro porte do Dono do morro. Paro de dançar e me engasgo tossindo.. Mariel - O que, dono do morro?? Duda - É amiga, aquele é o Magnata, dono de tudo isso aqui, dono da rocinha. Olho pra ela assustando, assimilando tudo que elas me falaram. Mariel - Eu encontrei ele lá no bar, ele me falou o vulgo dele, mais eu não sabia que ele era dono disso aqui. Se bem que eu já vi, em algum jornal mesmo esse vulgo, mais eu não imaginei. Gio - Também quem vai lembrar disso, quando tem um Deus grego na frente igual ele, ele é gostoso demais, não é atoa que as mina daqui tudo briga por causa dele. Duda - é amiga, ele é gostoso, mais toma cuidado o que tem de gato, tem de safado, e se as p*****a te vê com ele, já vai querer confusão. Gio - Já chegou, chamando a atenção do chefão em gata, gostei de tu. Dou risada, ficando vermelha, não sabendo onde enfiar a minha cara. Duda - Ele tá te comendo com os olhos amiga, logo te chama pro camarote. Dou de ombro pra elas, tentando fugir desse assunto, que já está me deixando sem graça. Mariel - Chega de falar disso, e bora dançar.
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