Duda - Onde tá a minha amiga, que levaram ela e deixou você no lugar?
Mariel - O que?
Olho pra ela sem entender.
Duda - Você finalmente aceitando vir aqui pro baile, só pode ser outra pessoa.
Me olha com olhar de riso, cerrando os olhos.
Mariel - b***a, meu pai e a Adriana foram viajar, vão ficar uma semana fora. To cansada de ficar a mercê deles, e hoje prometi pra mim mesmo que vou curtir.
Duda - Uhuul assim que se fala miga, hoje vamos curtir então , só não se envolve com bandido em gata, se não, não sai mais daqui.
Mariel - Ta doída Duda? Não fala isso nem sonhando. Não quero saber se homem nenhum, pioro bandido, você sabe que eu morro de medo de cara assim.
Digo fazendo o sinal da Cruz e beijando o dedo no final:
Duda gargalhada.
Duda - Eu tô brincando amiga, chegamos.
Fico olhando o espaço, parece uma quadra bem grande, lá na frente tem um palco que pega toda a lateral, e tem uma parte em cima que lembra um camarote.
Mariel - O que é aquilo ali em cima amiga? Tem camarote aqui?
Duda - Tem amiga, ali fica o camarote só que não é igual de balada, lá em cima fica só os bandidão dono do morro, e de morro rival e as putas jogando pra eles.
Olho curiosa e logo desvio o olhar, com muitos homens me olhando e algumas mulheres com cara de nojo, deve ser porque nunca me viram aqui.
Duda - Tá parando o baile em amiga, vamos ali no bar pegar uma bebida e vamos encontrar duas amigas minhas aqui.
Concordo e vamos em direção ao bar, passando por um tumulto de gente.
Duda - Tio João, me vê dois gin de morango.
Mariel - Amiga, você sabe que eu não tenho costume de beber.
Duda - Só hoje amiga, você prometeu que ia curtir.
Concordo com receio e ela me arrasta em direção de duas com meninas muito bonitas, uma com cabelo cacheado, e com corpo bem bonito e outra com o cabelo liso preto bem parecido com o da Duda.
Duda - E aí vagabas, tava procurando vocês. Essa aqui é a minha amiga patricinha que comentei com vocês, Mariel.
Elas me olham com sorrisinho de simpáticas.
Mariel - Prazer meninas, me chamo Mariel, e não sou patricinha!
Digo sorrindo também e apertando os olhos pra Duda, que sorri.
Giovana - Prazer Mona, eu sou a Gio e essa aqui é a Gabi. Agora vamos lá requebrar a raba que viemos curtir.
Dou risada com a fala dela, ela parece ser muito alto astral e eu gosto de gente assim.
Fomos passando pelo meio da aglomeração que tinha ali, estava muito lotado, paramos de um lado que tinha um muro pequeno que dava pra sentar, e tinha a visão do palco todo.
Duda - Vamos ficar aqui meninas, tem a visão boa do palco.
Gio - Do palco que nada, tem a visão toda do camarote, sei bem em quem você quer ficar de olho Eduarda.
Olha pra ela com olhar desconfiado, cruzando os braços.
Duda - Cala boca p*****a, não quero ver esse embuste não, ele tá com as p*****a dele e eu só quero que ela me veja curtindo bem linda, sem ligar pra ele, se ligo?
Pica e da um passo à frente, olhando o camarote.
Mariel - Hmm dona Eduarda, quer dizer que você tem um boy aqui.
Gio - Um boy? Ela tem simplesmente o sub dono do morro.
Encaro ela surpresa, colocando as mãos na boca.
Mariel - E aquele papo de não se envolver com bandido?
Digo olhando ela, serrando com olhos.
Duda - Disse por experiência mesmo amiga, sei o que eu passo a anos com esse maldito, eles são tudo safado, da mesma laia. Não quer que a gente fique com ninguém, mais eles podem ficar com as p**a.
Diz com olhar triste e com raiva ao mesmo tempo, olho pra ela puxando ela pra dançar tentando fazer ela esquecer esse assunto. Bebemos tudo, e eu que não tenho costume já tô bem alegre, rebolando e quicando ao som da música que ecoa nos meus ouvidos.
MÚSICA:
SE CAIR COM POPO,
NOVINHA ENTÃO CAI
JÁ QUE VOCÊ DUVIDOU
DO QUE SOU CAPAZ,
TE MACETO DEPOIS DO BAILE.