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DULLAHAN - LUIGI - A MÁFIA IRLANDESA

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### Luigi - DullahanNa mitologia irlandesa, o Dullahan é um cavaleiro sem cabeça, geralmente visto montado em um corcel n***o. Ele aparece em noites de lua cheia, atrás de seus inimigos, carregando sua própria cabeça nos braços. Conta a lenda que toda vez que seu cavalo corre em direção a um inimigo, este está destinado a morrer. O Dullahan também é conhecido por punir os curiosos que observam suas matanças, geralmente com uma chicotada de seu chicote feito de restos mortais.Como braço direito de Valmont durante sua cruzada pelo poder, foi assim que fiquei conhecido.Uma máquina de matar temida por todos, odiado por muitos, amado por poucos.Para Valmont? Sou seu amado irmão, seu amigo, seu cúmplice, seu melhor soldado, seu braço direito, seu general.Para os inimigos? Sou o Dullahan, o cavaleiro sem cabeça que cavalga pelas madrugadas ceifando vidas sem deixar uma única testemunha.Para Aime? Um dia fui seu amor. Hoje, ela me odeia. Ela me teme. Hoje, ela tem horror de mim e do que me tornei.Mal sabe ela que, se hoje sou esse demônio no lugar de um homem, foi por um único e exclusivo motivo... Ela.

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Capítulo 1 - Noites de tempestades eternas.
Amores meus, esse livro está sendo escrito de parceria com a Ária Martins. As coisas que acontecem aqui, ELA LÊ tudo antes e me dá o Ok para postar. * Existem passagens de tempo no início do livro, lembranças e sonhos de Luigi que não estão no livro da Ária. Como tem coisas que eu não entro no livro dela para não ficar repetindo exatamente os mesmos fatos. Luigi e Aimee vão mudando no decorrer do livro. Aimee em seu desespero, por medo, depressão pós parto e amor pela família. Luigi por passar anos sendo quebrado aos poucos e ele vai de uma criança fofa a um matador sanguinário. A ideia do livro é quebrar esses dois seres, e com o tempo eles redescobrirem o amor amadurecendo juntos. E para as minhas leitoras que me acompanham desde sempre. Meus amores eu vou colocar comédia, eu juro, sei que estão sentindo falta das minhas loucuras ❤️ * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * Os raios invadem a noite, desenhando o terror em meio às tempestades. As árvores balançam e os ventos cantam entre as frestas das janelas. A chuva cai densa, em meio à noite sombria, e o cheiro de terra molhada invade o lugar. Porém, nem toda a água do mundo é capaz de lavar a alma do homem que não consegue dormir, preso em seus pensamentos. Luigi Guertrudes está em sua mesa, engolido por milhares de papéis, quando batidas na porta o fazem despertar de seus pensamentos intrusivos. — Entre — Luigi fala em sua voz de barítono. Alfred, seu criado pessoal, entra na sala. Luigi levanta uma das sobrancelhas, sem muito humor para aquilo que o homem tem a lhe dizer. Então Alfred coloca uma xícara de chá em sua frente. — O que nos sete infernos é isso? — Chá, senhor! — Quando, em todos esses anos em que me serve, eu tomei chá? Me traga algo forte, um uísque ou Poitín. — Senhor, Poitín tem 95% de álcool. — E daí? — Não vou poder colocar algumas gotas milagrosas que te façam dormir. Não seria nada seguro misturar as duas coisas. Luigi para de escrever. — Então você está tentando me dopar? — O senhor não dorme há quatro dias, seu irmão está preocupado. Luigi abre a gaveta, pega um copo e uma garrafa de uísque, despeja uma boa dose no copo, joga o chá por cima e toma tudo de uma vez. — Satisfeito? Agora me deixe em paz. Alfred fica olhando para seu senhor, se despede e sai do quarto. Luigi se levanta, tira a gravata, abre a camisa e cai em sua cama. Não demora muito para o sono abatê-lo. Como em um passe de mágica, Luigi é transportado para seus sonhos, sonhos esses que são lembranças que ele gostaria de esquecer. Lembranças essas que nem o álcool ou gotas mágicas apagam da sua memória, só o fazem sangrar e definhar a cada dia um pouco mais. A família Guertrudes tinha um pequeno jardim cheio de flores, um espaço para a família. Um lugar que sua mãe gostava de dividir com os filhos em momentos de paz. Luigi entrou ali fugindo de seu pai. Valmont não estava perto para protegê-lo, então, quando isso acontecia, aquele lugar era seu refúgio secreto. Porém, dessa vez não era tão secreto assim. Uma menina, menor que ele um ou dois anos, estava no canto do muro colocando uma pedra em cima da outra e enfeitando com pequenas flores. Por fim, tentava colocar pequenos torrões de açúcar nas pedras. A menininha colocava um elemento, corria, ficava de longe e via se estava no lugar certo, colocava outro e observava. Luigi se agachou na altura da menininha e perguntou. — O que você está fazendo? — Um tributo às fadas. Minha mãe diz que durante Ostara (final de inverno, início da primavera) temos que colocar uma oferenda para as fadas, para as casas terem prosperidade durante o resto do ano. — Você sabia que aqui é proibido para pessoas que não são da família? Se alguém te pegar aqui, ou os cachorros de meu pai, você pode se machucar. Ela se levanta e coloca as duas mãos na cintura. — Olha aqui, menino, eu estou vindo aqui há três dias e nunca tive problemas. Eu sou esperta demais e rápida demais para alguém me ver. Luigi não sabe se ri ou chora da ingenuidade da menina. Ele fica quieto observando ela terminar sua obra de arte quando escuta os gritos estrondosos de seu pai. O garoto, que estava muito longe de ser um homem, a pega pela mão para protegê-la. Ele a puxa pelo braço e ela diz: — Eu não terminei. A menina quer voltar, e Luigi responde: — Confie em mim, está perfeito, as fadas vão gostar. — Como você sabe? — Eu conheci uma fada outro dia. Agora corra. As duas crianças saem correndo pelo lugar, passando por um buraco na cerca. Luigi corre mais um pouco no meio da grama alta. O ar ainda estava frio, porém o tempo esquentava. Nas pedras e nas árvores, o musgo voltava a ficar verde, anunciando o início da primavera. Luigi para com a menina perto de uma grande árvore que ficava em cima de uma colina, lá embaixo um grande lago. Ali, em meio à paz da natureza, onde os passarinhos cantavam, eles estavam finalmente a salvo. Luigi sentia seu coração sair pela boca. A pequena menina segura sua mão e diz: — Calma, já está tudo bem. — A garota abre uma pequena bolsa e oferece a Luigi um torrão de açúcar. — Come, vai, come. — O pequeno torrão parecia grande na mão da menina. Luigi pega e coloca na boca. — Do que a gente está fugindo? — Do meu pai. — Ele queria me bater. — O que você fez? Luigi faz um bico enorme, com o gesto de "Eu não sei, precisa fazer alguma coisa para apanhar?" — Não, não precisa, mas quem entende os adultos? Eu tenho que ir embora, tenho muita coisa pra fazer. Luigi segura em sua mão e diz: — Promete para mim que não vai voltar lá amanhã? — Não, eu tenho que ir para ajudar a família Guertrudes. — Nós não precisamos de ajuda. — Mesmo você dizendo que não, eu vou fazer a oferenda para as fadas, sim. — Então aqui — Luigi fala esperançoso. — As fadas vão gostar desse lugar, eu conheço uma, lembra? A menininha fofa olha pra Luigi com cara de "Duvido muito", mas no final concorda. — Então nós nos vemos aqui amanhã. — Eu? Amanhã? Aqui? — Sim, se você conhece uma fada vai me ajudar a cuidar delas, é sua obrigação. A menininha sai correndo, então Luigi grita: — Ei... Qual o seu nome? Ela sorri, pula e fala: — É Aimee. A menina some no meio das árvores. O sonho, ou melhor, as lembranças se embolam na mente de Luigi, mostrando anos depois o rosto de Aimee cheio de lágrimas e, em seus olhos, a total e pura revolta. De seus lábios saíram as seguintes palavras: — Luigi, você é um monstro, eu odeio você, odeio!

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