A noite em Chicago havia assumido uma quietude densa, como se a cidade prendesse o fôlego antes da tempestade que Hana e Naomi estavam prestes a desencadear.
No santuário do quarto principal, Hana estava sentada na beira da imensa cama de dossel, o silêncio sendo interrompido apenas pelo som suave do frasco de hidratante. Ela vestia uma camisola de seda n***a, uma peça escolhida pela curadoria impecável, e propositalmente provocante, de sua tia Beatriz.
A renda trabalhada nas costas deixava sua pele exposta ao ar fresco do ambiente, enquanto o decote profundo desafiava a gravidade, emoldurando seus s***s de forma gritante.
Ela deslizava as mãos pelas pernas, mas seus ouvidos estavam atentos à porta. Quando Kenji entrou, o coração de Hana falhou uma batida, mas a reação dele foi inesperada. Ele não a devorou com o olhar, nem proferiu os elogios possessivos de costume. Simplesmente atravessou o quarto com uma expressão ilegível e seguiu direto para o banho.
Hana paralisou com a mão a meio caminho da coxa. Uma onda de incerteza a atingiu. Será que ele estava bravo? Teria algo acontecido na reunião com os soldados? A frieza momentânea dele era um contraste doloroso com a intensidade da noite anterior. Mesmo confusa, ela forçou-se a continuar seus cuidados, tentando ignorar o nó que se formava em sua garganta.
Minutos depois, o som do chuveiro cessou. Kenji ressurgiu do banheiro envolto em uma névoa de vapor e no aroma amadeirado de seu sabonete. Ele vestia apenas uma calça de moletom cinza, que repousava perigosamente baixa em seus quadris, revelando a linha em "V" de seu abdômen definido. Ele secava os cabelos escuros com uma toalha, os músculos das costas, onde o dragão parecia repousar, movendo-se com uma graça letal.
Ele caminhou devagar em direção a ela. O silêncio foi quebrado quando ele parou diante de Hana, inclinou-se e depositou um beijo breve, mas carregado de uma eletricidade estática, em seus lábios. Antes que ela pudesse questionar, ele se sentou no chão, entre as pernas dela, e pegou o frasco de hidratante de suas mãos.
— Pensei que estivesse bravo — ela confessou, a voz saindo um pouco mais aguda do que pretendia. — Você passou pela porta e nem sequer olhou para mim.
Kenji ofereceu um sorriso curto, um vislumbre de ternura que dissipou as sombras da dúvida dela.
— Eu estava treinando com os soldados, kitsune. O suor e o cheiro de combate não eram dignos de tocar você. Você parecia tão bela, tão etérea sentada aqui, que eu não queria sujá-la antes de me purificar.
Ele despejou uma pequena quantidade de creme nas palmas das mãos, aquecendo o produto antes de tocar a pele dela. O primeiro contato foi nos pés, subindo pelos tornozelos com uma pressão firme e experiente.
Kenji massageava cada músculo com uma lentidão deliberada. Quando suas mãos subiram pelas panturrilhas e atingiram as coxas, o clima no quarto mudou drasticamente. Não havia pressa, apenas uma exploração sensorial que fazia a i********e de Hana vibrar em uma antecipação doce e dolorosa.
Enquanto seus dedos deslizavam pela parte interna das coxas, Kenji percebeu a ausência de qualquer barreira. O tecido da camisola subira, revelando que ela não usava nada por baixo.
— Está sem calcinha, kitsune? — A pergunta saiu em um tom arrastado, carregada de uma luxúria crua que fez os pelos dos braços de Hana se arrepiarem.
— O tecido está incomodando... — ela sussurrou, a respiração tornando-se curta e errática. — Tudo parece sensível demais hoje. Não consegui usar.
Kenji soltou um rosnado baixo, um som de aprovação animal. Ele tocou levemente a entrada de sua feminilidade, sentindo o calor e a umidade que ela já exalava por causa de sua presença.
— Vai ser assim até que seu corpo se acostume a me receber por inteiro. Eu posso? — Ele olhou para cima, encontrando os olhos verdes dela nublados pelo desejo.
Hana apenas acenou positivamente, mordendo o lábio inferior para conter um gemido. Kenji ficou de joelhos entre as pernas dela e, com um único movimento fluido, retirou a camisola de seda, deixando-a completamente nua sob seu olhar de adoração.
Ele a observava como se estivesse diante de uma divindade, um templo sagrado que ele teve a honra de profanar e proteger ao mesmo tempo.
Ele começou a distribuir beijos lentos pela parte interna das coxas, subindo em direção à virilha. Quando sua boca encontrou o ponto de maior sensibilidade, onde a pele ainda estava levemente inchada e rosada pela noite anterior, Hana soltou um gemido contido. Sentir o hálito quente dele ali era como se ele estivesse tocando sua própria alma.
Com uma delicadeza extrema, Kenji introduziu a língua, traçando círculos lentos e úmidos. Ele brincava com o c******s com a ponta da língua enquanto, simultaneamente, introduzia dois dedos nela.
O movimento de vai e vem dos dedos, aliado à sucção rítmica de sua boca, levou Hana ao delírio. Ela jogou a cabeça para trás, apoiando-se nos braços, enquanto o mundo lá fora deixava de existir.
Não havia Lorenzo, não havia Yakuza, não havia Naomi ou Yuri. Havia apenas a boca de Kenji e a sensação de que ela estava prestes a explodir em mil fragmentos de luz.
Ela desmoronou em espasmos de prazer sob as mãos e a boca dele. Kenji, sem qualquer pudor, saboreou cada gota de sua entrega, olhando-a com uma devoção que beirava o religioso.
— Doce... como tudo em você, kitsune — ele murmurou, limpando o canto da boca com o polegar.
Kenji se levantou, a urgência finalmente vencendo a paciência. Ele baixou a calça de moletom com agilidade e trouxe Hana para cima de seu corpo, sentando-a em seu colo. O contato das peles foi como um incêndio.
— Vai doer um pouco ainda, minha pequena. Apenas respire comigo. Prometo que o prazer virá logo em seguida.
Hana assentiu, as mãos agarrando os ombros largos dele. Kenji segurou sua cintura com firmeza e a guiou para baixo. O encaixe foi lento, torturante e preenchedor. Hana soltou um grito baixo, a dor da distensão misturando-se a um prazer agudo que a fazia tremer.
Ela começou a se movimentar, usando o peito dele como apoio, subindo e descendo conforme o ritmo que seu próprio corpo ditava.
Kenji guiava os movimentos, mas permitia que ela assumisse o controle. A agilidade dela aumentou conforme a dor desaparecia, dando lugar a uma sensação de êxtase completo.
Ela gemia alto, os olhos revirando, enquanto sentia Kenji preenchê-la até o fundo. Ele, por sua vez, urrava baixo, sentindo as paredes apertadas dela o acolhendo, o calor da i********e dela sendo o único lugar onde ele realmente se sentia em casa.
Quando o ápice os atingiu, Hana desabou sobre o peito dele, o corpo transformado em gelatina, o coração batendo contra o dele em uma sinfonia frenética.
Kenji a segurou, envolvendo-a em seus braços poderosos, depositando um beijo demorado e suado em seus lábios. Ele a sentou na cama, mantendo-os unidos por alguns instantes, apenas apreciando o silêncio que se seguiu à tempestade.
Ele percebeu que as pálpebras de Hana pesavam. O esforço emocional e físico dos últimos dias a levou ao limite da exaustão.
— Vou dar banho em você, kitsune. Prometo ser rápido.
Ele a carregou para o banheiro como se ela não pesasse nada. Debaixo do chuveiro, Hana estava praticamente dormindo, apoiando a testa no ombro dele enquanto Kenji ensaboava seus corpos com uma delicadeza extrema. Ele lavava cada curva dela com um respeito que transcendia o desejo carnal; ele cuidava de sua rainha.
Após o banho, ele a secou meticulosamente, centímetro por centímetro. Colocou-a na cama e pegou uma pomada que havia comprado especialmente para ela.
Com dedos leves, ele aplicou o medicamento na região sensível, garantindo que ela não sentisse desconforto no dia seguinte. Hana já havia mergulhado em um sono profundo antes mesmo que ele terminasse.
Kenji cobriu o corpo dela com o edredom de seda, depositou um beijo casto em sua testa e vestiu-se novamente. O momento de paz terminou. Ele saiu do quarto silenciosamente, fechando a porta para proteger o sono dela, e caminhou em direção ao escritório.
Lá, Yuri já o esperava, cercado por telas e relatórios de inteligência. A transição foi imediata: de marido devoto a chefe implacável da Yakuza.
Enquanto Hana dormia cercada por luxo e proteção, Kenji entrava na penumbra do submundo para garantir que ninguém, nem Lorenzo, nem o destino, pudesse tirar a paz da mulher que ele agora chamava de sua vida. A caçada oficial começaria naquela madrugada.