bc

O Noivo Substituto: Aliança de Sangue.

book_age18+
39
FOLLOW
1K
READ
HE
opposites attract
friends to lovers
arrogant
mafia
sweet
bxg
secrets
substitute
like
intro-logo
Blurb

Um baile de máscaras. Um beijo proibido. Uma dívida que só pode ser paga com sangue e o sagrado do altar. Hana Moretti nunca foi uma herdeira comum. Independente e dona do próprio império digital, ela acreditava que seu casamento arranjado com Haru Sato seria apenas uma formalidade para unir dois clãs poderosos de Chicago. Ela achava que o amava. Ela achava que ele estaria lá. Mas na manhã do casamento, o altar está vazio. Haru desapareceu, deixando para trás um rastro de dívidas e uma honra familiar prestes a ser destruída. Para evitar uma guerra entre as máfias e o escândalo da década, o homem mais temido da cidade decide intervir. Kenji Sato, o Oyabun da Yakuza, o irmão mais velho que Hana sempre considerou frio e implacável, assume o lugar do noivo.

Hana descobre a troca apenas quando o véu é levantado. Agora, ela está presa a um homem que detesta, em uma cobertura que parece uma gaiola de ouro, sem saber que o marido que ela odeia é o mesmo estranho mascarado que lhe roubou o fôlego, e a alma, em um beijo meses atrás. Kenji não se casou por poder. Ele se casou para protegê-la. Mas em um mundo onde a lealdade é testada com lâminas e segredos podem ser fatais, o maior perigo não são os inimigos externos... é a atração irresistível que ameaça queimar as máscaras de ambos.

Até onde você iria para manter uma promessa de sangue?

chap-preview
Free preview
Prólogo: O Beijo da Raposa.
O reflexo no espelho devolvia a Hana Moretti uma imagem que ela m*l reconhecia, embora fosse a sua própria. Seus cabelos ruivos, em um tom de cobre vibrante que parecia pulsar sob a luz quente do quarto, caíam em ondas perfeitas sobre os ombros nus. Ela sorria. Era um sorriso alegre demais, uma máscara de otimismo que tentava camuflar a ansiedade corrosiva que roía suas entranhas. Naquela noite, o ar de Chicago parecia carregado de eletricidade estática. Era a noite do baile anual da Mansão Moretti, mas, para Hana, era a noite em que ela pretendia derreter o iceberg que se erguera entre ela e o homem que amava. Ela deslizou o polegar pela tela do celular mais uma vez. O aplicativo de mensagens era um deserto de respostas. As bolhas verdes de suas mensagens enviadas para Haru Sato estavam ali, estáticas. Nenhuma visualização. Nenhuma entrega. O silêncio dele era um ruído ensurdecedor. — Está tudo bem, Hana — sussurrou para o vidro frio do espelho. Sua voz vacilou por um milissegundo antes de se firmar. — Você vai encontrá-lo. Vai resolver esse gelo. É apenas o peso das responsabilidades do clã. No baile, entre as máscaras, tudo voltará ao normal. Ela pegou a máscara de renda preta, um acessório delicado que contrastava violentamente com o fogo de seus cabelos, e saiu. Sua casa, embora rotulada por ela como "normal", era uma construção imponente de linhas modernas e segurança máxima, um reflexo de sua independência e da herança Moretti. Na garagem, o ronco do motor de seu carro esportivo ecoou como um rosnado de antecipação. Enquanto dirigia pelas ruas iluminadas de Chicago, seu coração agia como um motor à parte, inflamado por uma felicidade que ela só experimentava quando estava perto de Haru. Ou, pelo menos, da ideia que ela mantinha dele. A Mansão Moretti surgiu no horizonte como um monumento de pedra e poder. Administrada por sua tia, Beatriz, desde a morte de seus avós, a propriedade era o epicentro diplomático do submundo. Oficialmente, o baile era um evento beneficente para a alta sociedade; extraoficialmente, era onde as mãos que moviam o crime organizado se apertavam sob o brilho dos lustres de cristal. Hana conhecia cada engrenagem suja daquela máquina. Ela cresceu entre segredos, lavagem de dinheiro e sussurros de alianças de sangue. Ao chegar, entregou as chaves ao manobrista e ajustou a máscara. No momento em que atravessou o portal de carvalho, o mundo lá fora desapareceu, substituído pelo perfume de perfumes caros, champanhe e o perigo latente. — Sobrinha querida! — A voz de Beatriz cortou o salão. A tia estava impecável, uma rainha em seu domínio. — Tia, a senhora está maravilhosa como sempre — respondeu Hana, mergulhando no abraço apertado que cheirava a flores raras e segredos bem guardados. — Você quem nunca falha, querida. Sua beleza traz uma leveza necessária a este lugar... divirta-se, sim? Preciso cuidar de certas "negociações". Hana assentiu, observando a tia se afastar. Ela pegou uma taça de vinho tinto, o líquido escuro balançando conforme seus olhos varriam o salão. Ela procurava por uma silhueta específica. Ela conhecia Haru desde a infância; acreditava que poderia reconhecê-lo apenas pelo modo como o ar se deslocava ao redor dele. Mas os minutos se transformaram em uma hora, e Haru não aparecia. Ela viu líderes de gangues, políticos corruptos e herdeiros mimados, mas nenhum deles tinha o porte do seu noivo. A frustração começou a substituir a alegria. Nos últimos meses, Haru havia se tornado uma sombra, um fantasma de indiferença que ela tentava ignorar com todas as suas forças. Ela amava a ideia de Haru, amava a segurança do noivado arranjado, mas, no fundo, a dúvida era uma ferida aberta que ela se recusava a olhar. Exausta do barulho e das aparências, Hana deixou a taça sobre uma mesa de mármore e buscou refúgio no único lugar onde se sentia verdadeiramente livre: o jardim de inverno. Era um santuário de vidro e plantas exóticas, onde o cheiro de terra úmida e jasmim abafava a podridão moral do salão de baile. Ela acreditava que ninguém teria a audácia de entrar ali sem permissão. Ela estava errada. Lá estava ele. De costas, a silhueta alta e imponente recortada contra a luz da lua que filtrava pelo teto de vidro. Hana sentiu um solavanco de adrenalina. O porte era idêntico, a largura dos ombros, a postura de quem dominava o ambiente apenas por existir. Ela não hesitou. Correu em sua direção, os sapatos de salto fazendo um som abafado no tapete de musgo, e o abraçou por trás. No instante em que encostou o rosto em suas costas, algo pareceu... diferente. O cheiro que a envolveu não era o perfume cítrico e volátil que Haru costumava usar. Era algo mais profundo. Um aroma amadeirado, másculo, com notas de sândalo e algo que lembrava o frio do metal. Era um cheiro que exigia respeito, que evocava poder. Hana, em seu delírio de saudade, pensou apenas que ele finalmente havia mudado para algo que condizia com sua futura posição de líder. — Senti sua falta — ela sussurrou, apertando o abraço. — Pensei que não conseguiria te encontrar aqui. Ela o soltou e ele se virou. O homem usava uma máscara escura, mas o que Hana viu através das fendas não foi a vacilação costumeira de Haru, mas um olhar de aço, profundo e perturbador. Na penumbra do jardim, a semelhança era assustadora. Eram os mesmos traços, a mesma herança Sato, mas elevados a uma potência de perigo que ela nunca vira no noivo. — Sei que está se sentindo encurralado com o casamento — ela continuou, as palavras tropeçando umas nas outras enquanto ela tentava curar a frieza que sentia emanar dele. — Mas tudo vai se acalmar quando estivermos casados. Teremos tempo. Podemos mudar esse gelo, Haru... eu prometo. Hana queria selar aquela promessa. Queria queimar a distância que os separava. Ela se inclinou, as mãos calejadas de independência segurando o rosto dele, e o beijou. O beijo não foi o que ela esperava. Não foi o toque hesitante ou impaciente de Haru. Foi um incêndio. O homem à sua frente congelou por um milésimo de segundo, uma estátua de gelo sendo atingida por um raio. Mas então, algo nele quebrou. Suas mãos, grandes e firmes, subiram para a cintura dela com uma possessividade que a fez estremecer. Ele retribuiu o beijo com uma intensidade devastadora. Não era apenas um toque de lábios; era uma conversa silenciosa, carregada de uma sede que parecia vir de décadas. A língua dele explorou a dela com uma precisão cirúrgica e uma paixão bruta, provando-a como se ela fosse o ar que ele finalmente pudesse respirar. O sabor dele era vinho e mistério, e Hana se sentiu flutuar, mergulhando em uma química que nunca, em todos os seus anos ao lado de Haru, ela havia experimentado. O coração dela martelava contra o peito dele, e o mundo ao redor do jardim de inverno simplesmente deixou de existir. Naquele momento, ela não era a herdeira Moretti, e ele não era um noivo ausente. Eram apenas duas forças da natureza colidindo em meio às flores. Hana se afastou primeiro, ofegante, os lábios inchados e os olhos brilhando com uma nova e perigosa chama. Ela deu um passo atrás, sentindo o rosto queimar de uma vergonha excitada. Olhou-o profundamente uma última vez e, como uma criança que acabara de cometer a maior de suas traquinagens, virou-se e saiu correndo do jardim, seus cabelos ruivos flutuando atrás dela como um estandarte de fogo. Eu a observei partir. Fiquei estático sob a luz prateada da lua, o sabor dela ainda queimando em minha boca como brasa viva. Meus pulmões pareciam pequenos demais para o ar que eu tentava puxar. Meus dedos, marcados pelas tatuagens que subiam pelos meus braços sob o terno, ainda sentiam o calor da cintura dela. Aquela mulher de cabelos vermelhos sangue e pele de porcelana... ela me confundiu com meu irmão. A ironia era amarga, quase tanto quanto a consciência do erro que eu acabei de cometer. Eu era Kenji Sato, o herdeiro legítimo, o homem que carregava o peso da Yakuza em Chicago, enquanto meu irmão Haru se perdia em vícios e irresponsabilidades. Eu não deveria estar naquele jardim. Eu não deveria ter permitido que ela me tocasse. Mas quando seus lábios tocaram os meus, todo o meu autocontrole, anos de disciplina Bushido e frieza estratégica, desmoronou como um castelo de cartas em um furacão. O beijo dela foi um ataque direto à minha alma. Ela era uma kitsune, uma raposa mística que aparecera na escuridão para me roubar o fôlego. Apesar da traição contra o sangue do meu sangue, eu não conseguia sentir arrependimento. Senti apenas uma chama impagável, uma obsessão que acabara de ser batizada no jardim de inverno da mulher que, por direito e contrato, deveria pertencer ao meu irmão. Apertei os punhos, sentindo a máscara de gelo voltar ao meu rosto, mas era tarde demais. O fogo ruivo de Hana Moretti já havia começado a consumir meu império. Nota da Autora: O destino é uma linha de sangue, mas às vezes, o caminho é traçado por um beijo que nunca deveria ter acontecido. Este é apenas o começo da queda de Kenji Sato.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.6K
bc

De natal um vizinho

read
13.9K
bc

O Lobo Quebrado

read
126.3K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Menina Má: Proibida Para Mim

read
1.6K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook