Capítulo 4: O Golpe Final
(P.O.V de Theodore)
No momento em que empurrei Clara para o sofá de couro na sala privativa do berçário, Logan—meu lobo—finalmente parou de andar de um lado para o outro incessantemente.
Apenas s**o violento e bruto poderia acalmar a fera dentro de mim quando ele ficava assim, inquieto e faminto por algo que Olivia não podia mais dar.
Me lancei em Clara com força punitiva, as minhas mãos segurando os seus quadris com força suficiente para machucar. Ela gemeu sob mim, as costas delas se arqueando enquanto eu tirava dela o que precisava, do seu corpo disposto.
Era disso que eu precisava, eu disse a mim mesmo enquanto observava os seus s***s se movimentando a cada investida. Isso é o que me mantém são.
Mas mesmo enquanto eu me perdia no calor de Clara, a minha mente voltou para como tudo isso começou.
Há seis anos, tudo havia sido perfeito. Olivia e eu tínhamos sido eletrizantes juntos— a sua figura graciosa se movendo sob mim, aquelas longas pernas sensuais envolvidas em volta da minha cintura enquanto a amava com uma paixão que nos deixava ofegantes.
Então, o nascimento de Leo mudou tudo.
O difícil trabalho de parto que quase a matou também roubou a sua loba, deixando a minha bela e poderosa companheira fraca e frágil. O vigoroso s**o que uma vez fora nossa fuga se tornou impossível—ela simplesmente não conseguia mais lidar com a minha força.
Pior, sem a loba dela para equilibrar o meu, Logan se tornou cada vez mais instável. Os meus ciclos de calor se tornaram mais violentos, mais exigentes.
Eu precisava de um escape, ou teria destruído ela por completo.
A primeira vez que vi Clara foi na festa na piscina de Marcus Reid, exatamente há cinco anos. Ela estava flutuando na água, o seu corpo mais cheio e voluptuoso do que a elegância refinada de Olivia. O biquíni preto m*l continha as suas curvas generosas, os seus s***s flutuando na superfície como um convite que eu não pude ignorar.
Ela parecia o bastante com Olivia para satisfazer o meu lobo, mas diferente o bastante para justificar o que eu estava prestes a fazer.
A arrastei para fora da piscina e a levei para um dos quartos de hospedes. No momento em que ficamos sozinhos, ela caiu de joelhos sem ser pedida, me levando para a sua boca com um entusiasmo que Olivia—correta, digna Olivia—nunca mostraria.
A partir daquela noite, Clara se tornou a minha válvula de escape. Toda a posição muito bruta para minha companheira enfraquecida, todo o impulso primitivo que magoaria Olivia—eu canalizei tudo isso para o corpo disposto de Clara. Ela era o recipiente perfeito para a minha violência, absorvendo toda a fúria de Logan para que eu pudesse voltar para casa gentil e amoroso com a minha verdadeira companheira.
Clara não passava de um brinquedo s****l. Um meio para um fim.
Olivia era o meu coração, a minha alma, o meu tudo. Esse arranjo a protegia do monstro que eu me tornava quando Logan assumia o controle.
—"Alfa." O suspiro rouco de Clara me trouxe de volta ao presente. Ela envolveu os seus braços em volta do meu pescoço, a suas unhas cavando nos meus ombros. "Eu sinto muito pelo que aconteceu antes. Nunca mais ousarei chegar perto da Luna de novo. Por favor, não fique bravo comigo."
Agarrei a sua garganta, apertando o suficiente para fazê-la ofegar, e me aprofundei nela. "Você desrespeitou a minha companheira." Eu rosnei no seu ouvido. "Eu deveria te expulsar desta alcateia só por isso."
"Por favor!" Ela soluçou, embora o seu corpo estivesse respondendo à minha rudeza com prazer óbvio. "Me deixe te compensar. Farei qualquer coisa..."
De repente, eu congelei. Algo estava errado.
Olivia estava se afastando de mim. Mesmo que a sua loba tivesse ficado inativo e o nosso vínculo de companheiros estivesse enfraquecido, os meus sentidos de Alfa ainda podiam rastrear a sua localização.
Saí de Clara abruptamente e peguei o meu telefone, abrindo o aplicativo de rastreamento. O ponto vermelho que representava a minha companheira estava se afastando cada vez mais do centro.
Clara me abraçou por trás, a sua voz doentia e doce. "Querido Theo, a sessão de treinamento do Leo vai acabar logo. Vamos buscar ele?"
O apelido me atingiu como um golpe físico. Algo precioso estava escapando e ouvir essas palavras dos seus lábios parecia sacrilégio.
Me virei e a esbofeteei com força no rosto. "Não me chame assim."
A sua bochecha avermelhou imediatamente, mas não senti remorso. "Somente a minha Livvy tem o direito de me chamar por esse nome."
Saí do escritório, a deixando lá segurando o rosto.
(P.O.V de Olivia)
A chuva de primavera caía em lençóis constantes sobre a bosque memorial, transformando a terra ao redor da lápide da minha mãe em um solo escuro e fértil.
Eu estava parada ali por mais de uma hora, deixando a água gelada encharcar as minhas roupas enquanto encarava a fotografia de Lyra incorporada na pedra de mármore branco.
O meu telefone vibrou com uma nova mensagem. A remetente era Clara.
Era uma foto dela e de Theodore fazendo s**o, o rosto dele contorcido em êxtase enquanto pressionava contra o corpo nu dela. Ele estava em cima dela, o rosto torcido em êxtase enquanto a penetrava. As pernas dela estavam envoltas em volta da sua cintura—assim como eu costumava fazer.
O carimbo de tempo mostrava que a foto foi tirada há menos de uma hora.
Julgando pelo cenário, era um lounge privativo de Alfa no centro de cuidado infantil. O meu filho ainda estava no parquinho abaixo, mas eles não puderam conter os seus desejos carnais.
—"Mãe, desculpe," murmurei para a lápide. "Decidi romper o vínculo de companheiros com Theo e dar a ele a guarda do Leo. Quero te tirar daqui."
A minha voz falhou nas últimas palavras. Eu não podia mais ficar nesse lugar, não podia permitir que a memória dela fosse manchada pelo veneno do meu casamento fracassado.
De repente, um guarda-chuva apareceu sobre mim, me protegendo do vento e da chuva.
"Para onde você quer levar a Mãe?"
Olhei surpresa para cima e vi os olhos âmbar claros de Theodore me observando com preocupação.
"Como você soube que eu estava aqui?" perguntei, dando um passo para trás instintivamente.
"O nosso vínculo de companheiros." Ele disse suavemente. "Mesmo enfraquecido, ainda consigo sentir quando você está em angústia."
Ele me puxou para os seus braços, o seu abraço apertado e desesperado.
Obviamente ele estava mentindo; o vínculo de companheiros havia ficado completamente silencioso junto com a minha loba. Caso contrário, como eu não poderia ter sentido que ele estava traindo?
O seu corpo queimava contra o meu coração gelado, mas o calor não conseguia mais me alcançar. Eu podia sentir o cheiro de jasmim em suas roupas – o cheiro de Clara, ainda preso nele.
"Você estava preocupado que tivesse feito algo errado?" Eu perguntei cuidadosamente, o testando.
A expressão de Theodore ficou séria. Ele ergueu três dedos diante da sepultura da minha mãe, a sua voz solene e clara.
"Meu amor, juro diante da sua mãe que nunca fiz, não estou fazendo, e nunca farei qualquer coisa para trair o nosso vínculo como companheiros. Se eu fosse te trair, que a deusa Lua me derrube."
O trovão roncou imediatamente sobre as nossas cabeças, tão alto e repentino que Theodore se assustou. Até o céu parecia estar expondo a sua mentira.
"Eu acredito em você." Eu disse quietamente, embora ambos soubéssemos que eu não acreditava.
Deixar Theodore não seria tão simples como eu tinha imaginado. Ele ainda era o Alfa da Alcateia Carmesim, ainda era pai de Leo, ainda estava ligado a mim por leis tanto sobrenaturais quanto legais.
Caminhamos juntos pela trilha da montanha sob os nossos guarda-chuvas, o silêncio pesado entre nós.
Me lembrei de como ele havia ajudado a minha mãe e eu há dez anos, garantindo que os últimos dias dela fossem confortáveis e sem preocupações. Ele tinha sido tão gentil naquela época, tão genuíno no seu cuidado por nós duas.
Não conseguia entender como aquele homem havia se tornado este. Como alguém que havia mostrado tanta compaixão poderia me trair tão completamente.
Estava prestes a perguntar diretamente quando Theodore abriu a porta do passageiro do seu carro.
Clara estava sentada lá dentro.
Ela usava um vestido branco de alcinhas com um pequeno xale sobre os ombros. O seu pescoço desnudo estava coberto de chupões roxos frescos.