Capítulo 1: A Noite Que Mudou Tudo
Capítulo 1: A Noite Que Mudou Tudo
(P.O.V de Olivia)
Eu assisti a fita de s**o do meu companheiro, Alfa Theodore, e da babá do nosso filho, Clara, a noite toda.
A tela do celular brilhava na escuridão do meu quarto, lançando sombras duras em meu rosto. Os meus dedos tremiam enquanto eu reexibia o vídeo pela centésima vez. Cada gemido, cada estocada, cada palavra sussurrada se gravava mais fundo na minha alma como garras de prata.
Na noite passada, o trovão me acordou. A tempestade lá fora combinava com o caos que se formava no meu peito enquanto eu alcançava o outro lado da cama, só para encontrar o espaço de Theodore frio e vazio. O seu cheiro pairava nos lençóis de seda, mas ele não estava em lugar algum.
Procurei primeiro no seu escritório. Vazio.
Então ouvi—sons suaves flutuando do primeiro andar. Os meus pés descalços desceram silenciosamente a escada de mármore, seguindo o barulho como uma mariposa atraída pela chama.
A porta de Clara estava entreaberta. Uma luz dourada se derramava pela fresta, e com ela vinham os sons inconfundíveis de pele contra pele.
O meu coração parou.
Pela brecha, eu o vi. O meu parceiro de dez anos. Aquele destinado a mim, que me amava profundamente desde a nossa adolescência, o pai do nosso filhote Leo—Theodore—pressionava Clara contra o parapeito da janela, a penetrando rudemente por trás. A chuva batia com força contra o vidro, o seu uniforme de enfermeira amontoado em torno da cintura. Seria algum tipo de fetiche incomum?
"Oh, Alfa!" Clara ofegou, a sua voz gotejando satisfação enquanto Theodore a prendia contra o peitoril. "Você é tão maior do que—"
"Cale a boca!" Theodore rosnou, agarrando firmemente os seus quadris enquanto a fodia com violência e brutalidade. "Sua v***a, se vestindo desse jeito—você só quer que eu te f**a sem pensar, não é?”
Os sons obscenos do seu ato enchiam o ar, cada estalo úmido como uma adaga no meu coração.
"Me diga..." Clara ronronou, arqueando as costas contra ele."É melhor comigo ou com a sua preciosa Luna?”
O meu fôlego se prendeu na garganta. Como ela ousava—
A mão de Theodore se moveu para agarrar o seio dela, apertando com grosseria. "Você não é nada mais do que um brinquedo, Clara. Uma bonequinha sexy para eu usar quando preciso me liberar. Nunca se compare a Olivia."
"Então por que você a d***a todas as noites?" Ela provocou, se esfregando de volta contra ele. "Por que colocar pílulas para dormir no chá precioso dela se você não prefere eu na sua cama?”
O meu sangue virou gelo.
"Porque ela é fraca demais para me satisfazer." Theodore rosnou, as suas estocadas se tornando mais violentas. "Desde que deu à luz Leo, ela está frágil. Patética. Preciso de você, sua v***a, para me deixar f***r você."
Não. Não, não, não.
O chá de tuberosa. Aquele que me ajudava a dormir tão pacificamente todas as noites. Aquele que Theodore pessoalmente preparava para mim com tanto cuidado, dizendo que ajudaria a minha saúde a se recuperar do difícil parto de Leo.
Tudo era mentira.
Ele tinha me drogado. Por quanto tempo? Anos? Tudo para poder descer aqui e se enroscar com a cuidadora do nosso filho como um animal no cio.
As minhas mãos tremiam enquanto eu pegava o meu celular, dedos m*l firmes o suficiente para começar a gravar. Eu capturava tudo— a sua mudança do parapeito da janela para o sofá, e finalmente para a cama de Clara. Cada estocada, cada gemido, cada carinho sussurrado que deveriam ter sido meus.
"Isso mesmo." Theodore gemeu, o seu rosto se contorcendo de prazer enquanto Clara enrolava as pernas em torno da sua cintura. "Toma tudo, sua vadia."
"Sim, Alfa." Ela gritou, as suas unhas arranhando as suas costas. "Me engravide como você engravidou a Luna."
As palavras me atingiram como golpes físicos. Eu recuei, quase deixando cair o meu telefone quando o amargor subiu na minha garganta. Quando finalmente voltei ao nosso quarto—meu quarto—eu desabei na cama e assisti o vídeo novamente.
E novamente.
E novamente.
Theodore nunca voltou naquela noite.
Quando o amanhecer iluminou as janelas, pintando tudo em tons de ouro e rosa que um dia teriam parecido bonitos, eu tomei a minha decisão. A Olivia que suportou em silêncio, que inventou desculpas para a distância de seu companheiro, que se culpou por não ser suficiente—aquela Olivia morreu com o nascer do sol.
Eu estava decidida
Theodore pode estar prestes a se tornar o Alfa Rei do Território Norte. Ele pode acreditar que eu estava presa, enfraquecida pela perda da minha loba durante o nascimento de Leo, dependente da sua p******o e provisão.
Mas Theodore não sabia quem eu realmente era.
Esses anos em que ele pensava que eu tinha passado estudando no exterior na Europa? Eu estava treinando com a organização criminosa de Matthew Kane, me tornando a sua segunda em comando mais confiável. A lendária "Cipher" não era apenas uma história de fantasma sussurrada entre os lobos da alcateia.
Ela era eu.
E agora, seis anos depois, Matthew Kane reinava como o Alfa Rei do Território Europeu.
Os meus dedos tremiam enquanto eu percorria os meus contatos para um número que eu tinha memorizado, mas nunca tive coragem de ligar. O telefone tocou uma vez. Duas vezes.
"Livvy? É você? Você finalmente me ligou." A voz de Matthew era exatamente como eu me lembrava—acolhedora, forte, segura.
"Sou eu." Eu sussurrei, a minha voz falhando apesar dos meus esforços para permanecer forte. "Matthew, eu... Eu preciso de ajuda. Você pode me tirar daqui?"
O silêncio se espalhou entre nós. Eu estava inquieta. Seis anos haviam passado; ele ainda precisava de mim? Sem a minha loba, parecia que eu já não tinha mais utilidade para ele.
"Claro." Ele disse finalmente, e eu podia ouvir o sorriso na sua voz mesmo enquanto a preocupação tingia o seu tom. "Eu estive esperando seis anos por essa ligação, Livvy. Me dê um mês para me preparar. Você sabe o tipo de controle que Theodore tem sobre o Território Norte agora—precisamos ter cuidado."
Um alívio me inundou tão poderosamente que eu quase solucei. "Quero levar o meu filho, Leo, comigo. É possível?"
"Duas passagens de avião." Matthew respondeu sem hesitar. "Livvy, em um mês, irei pessoalmente te trazer para casa."
Casa. A palavra soou estranha e maravilhosa na minha língua.
Encerrei a ligação e fui até a minha mesa, puxando um calendário com mãos que finalmente se sentiam firmes. Circulei uma data daqui a trinta dias em tinta vermelha, a cor ousada e desafiadora contra o papel branco immaculado.
Trinta dias até a liberdade.
A contagem regressiva começou agora.