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1031 Words
Rafael Chego na delegacia antes do horário, como sempre. Vou direto para a minha sala e aviso o delegado que estava me esperando que eu assumiria dali. Ele adora, porque pode ir embora antes. Fico resolvendo os documentos de um inquérito, quando Maurício bate na minha porta e entra. Ele é meio bobão e infantil pela idade, não fede nem cheira. Apesar que sinto o mesmo por todos, se eu falar que gosto de alguém, pode ter certeza que é mentira. Ps1copatia mandou lembranças. - Bom dia doutor, como foi a folga? – Ele me pergunta e minha vontade é manda-lo a m3rda. - Bom dia, Maurício. Bem. - Doutor, hoje começou a nova tira. Nossa, estamos chocados. Ela é muito bonita e toda gostosona, nunca tinha visto polícia tão gata assim. Ela já chegou, o senhor quer que eu a chame para apresentar? Que paciência eu tenho que ter com esse tira, parece uma criança querendo mostrar o brinquedo novo dele. Pior que eu preciso me apresentar, duvido que ela é tudo isso. Esses caras não sabem o que é mulher bonita, percebe-se pelas suas esposas. - Por favor, chame-a aqui. - Claro. Ele sai e eu já espero a mulher chegar para me apresentar, com zero vontade. Até que ela abre a porta e eu fico boquiaberta. É a mesma mulher que eu conheci na boate e levei para a minha casa. Não acredito nisso. Ela é ainda mais bonita quando eu estou sóbrio, normalmente é ao contrário. Conversamos brevemente e ela simplesmente finge que nunca tinha me visto antes, mas não vou deixar por isso mesmo. Resolvo perguntar se ela não pensava em se despedir. Ela fica vermelha cor de sangue. Confesso que acho graça, dificilmente algo me faz rir. - Errr, eu, então. Não quis te acordar, pensei que não o veria mais. – Ela fala de maneira sincera. - Entendi, pelo menos agora eu sei o seu nome. Sofia. – Falo e ela dá um sorriso sem graça. Ela pede licença e sai da sala. Espero que essa mulher não encha o meu saco. Apesar que só de conversar brevemente com ela já sinto meu corpo dando sinais, será que eu vou ter que c0mer de novo? Que pena. Vai ser um dos raros casos de repetição de cardápio. O dia foi corrido, muita demanda. Está perto do horário de encerrar o expediente e ela vem na minha sala novamente, devolver os papéis. - Já li tudo e estudei sobre o caso. Também fiz uma cópia para revisar quando chegar em casa. - Ótimo, mas tem algumas coisas que não estão discriminadas no papel. Posso te explicar como vai ser. Você tem algum compromisso agora?- Pergunto já pensando em leva-la para o abatedouro. - Tenho. Mas, amanhã durante o expediente o senhor me explica. Eu aprendo rápido. – Ela diz e inocentemente morde a boca. Filha da put4. - Claro, como preferir. Saímos da delegacia e a vejo conversando com os colegas, percebo que eles a chamam para um happy houer e ela n**a. Será que ela tem namorado, ou é até mesmo casada? Se for, é uma tremenda de uma sem vergonha. Talvez tenha sido por isso que saiu no meio da noite, eu acho que ela feriu meu ego com isso. Saio do trabalho, já com a minha mochila da academia. Preciso treinar para extravasar esse dia cansativo. Chego na academia e vou no banheiro me trocar. Logo de cara encontro Gisele, uma mulher que eu dormi uma vez e ela continua me enchendo o saco, fala um breve “oi” e vou para o banheiro, sem paciência para essa b1scate hoje. Começo meu treino de peito e comprimento brevemente os caras. Quando estou no terceiro exercício ouço um burburinho e os caras comentando: - Sim, essa é a gata que treina de manhã. Essa que eu te falei que não olha na cara de ninguém. Marquinhos tentou puxar assunto e ela não deu liberdade. Esse é o tipo de mulher que acaba com a vida de um homem. Ela nunca tinha vindo no nosso horário, mas os caras sempre falavam no nosso grupo sobre ela, tomara que ela venha sempre essa hora. Vou até aumentar a carga. – Rogério diz e eu me viro para ver de quem eles estão falando. Quando vejo não acredito. Ela deve estar me seguindo, será que ela mora perto de mim? Ela deve morar perto da delegacia, consequentemente perto da academia. Palhaçada isso. Continuo meu treino, ela está nos aparelhos de membros inferiores. Esses babacas não param de comentar dela, parecem adolescentes de 15 anos. Até que ela vem para o mesmo lugar que nós. Ela usa um shorts minúsculo branco, com um top que evidenciam seus p****s. Bem típico dela. Ando em sua direção e resolvo falar com ela. - Não sabia que você frequentava essa academia. – Digo quando chego ao seu lado, enquanto ela regula o banco para fazer seu exercício. - Aiii, que susto. – Ela coloca a mão no peito, seguro a risada. - Não queria te assustar, me desculpe. - Não foi nada. Que coincidência, também não sabia que você treinava aqui. Frequento essa academia tem um ano e pouco, mas eu vinha durante a manhã. Com o trabalho, tive que mudar de horário. Ainda estou me adaptando. - Ah, entendi. Bom treino. – Falo e vou me afastando. Os caras vêm que nem abutres em cima de mim. - Rafa, caramba. Você conhece a gostosa? Me passa o contato dela. Ou você está pegando? – Eles me perguntam ansiosos. - Ela é uma colega de trabalho, mas não é para o bico de vocês. - Ah, Rafão. P0rra meu, ela é polícia? Que tesã0, vou ter que pegar essa mulher. Imagina ela me algemando. – Rogério diz juntando as mãos como se tivesse algemado. - Sem chance. Ela é dura na queda, vocês jamais conseguiriam. – Invento, se tem uma coisa que ela foi, foi fácil. - Ainda vamos tentar. – Diz marquinhos. - Fiquem a vontade. – Falo torcendo para que quebrem a cara. Uma hora depois a vejo saindo e falando “tchau” para os funcionários.
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