Os dias seguintes escorreram de um jeito diferente. Mais leves. Mais cheios. Harry não era exatamente o tipo de homem que mandava flores. Pelo menos, não antes. Mas na segunda-feira pela manhã, Yara foi surpreendida no bar por um buquê simples e elegant, flores claras, delicadas, nada exagerado. Preso ao cartão, a letra firme e contida dele: “Para que seus dias tenham o mesmo cheiro de amor da sua cozinha. — H.” Ela leu duas vezes, sentiu o rosto esquentar e precisou se virar para que o gerente não percebesse o sorriso bobo que se instalou. Minutos depois, o celular vibrou. Harry: Chegaram? Yara: Chegaram. E agora eu não consigo parar de sorrir. Isso devia ser crime em horário de trabalho. Ele imaginou o sorriso dela e sentiu o peito apertar de um jeito bom. A partir dali, as me

