Quando a noite já estava avançada e o cansaço finalmente começou a pesar, Yara avisou que precisavam ir. A despedida foi tão barulhenta quanto a chegada abraços demorados, recomendações exageradas, promessas de “voltar amanhã” e pedidos para Harry comer mais uma última vez. — Só um pouquinho, mãe — Yara insistiu, rindo, enquanto a mãe tentava enfiar mais comida num pote. — Ele não come tanto assim. — Homem bem alimentado é homem feliz — a mãe rebateu. — E bonito também. Harry sorriu, educado, sem entender tudo, mas entendendo o suficiente para rir junto. Na porta, a avó de Yara, baixinha, cabelos brancos presos num coque impecável, segurou o braço de Harry com uma força surpreendente para alguém da idade dela. Olhou-o de cima a baixo, sem pudor nenhum. — Bonito esse seu namorado, viu,

