A decisão veio sem cerimônia, quase simples demais para tudo o que eles tinham vivido. Estavam sentados à mesa da cozinha da mãe de Yara, café passado na hora, pão com manteiga, o sol da manhã entrando pela janela. Harry mexia distraidamente na xícara quando falou, como quem comenta sobre o clima: — Eu preciso voltar pra Londres, amor. Yara levantou os olhos devagar, o coração dando um salto automático reflexo antigo. — Eu sei — respondeu, com cuidado. — A sua vida tá lá. Houve um segundo de silêncio. Então ele completou, olhando direto para ela: — E eu quero que você venha comigo. Ela piscou, surpresa. — Harry… — Não como fuga — ele se apressou, firme, quase urgente. — Nem como favor. E muito menos como obrigação. — Respirou fundo. — Eu só consigo voltar inteiro se você estiver c

