O táxi parou bruscamente em frente ao prédio de Harry. Yara pagou sem esperar o troco. As mãos tremiam, o peito doía num misto confuso de raiva, humilhação e ciúme, um sentimento que ela odiava admitir, mas que queimava vivo demais para ser ignorado. O celular ainda estava na mão dela, a foto aberta, a legenda mentirosa estampada como um tapa. Ela entrou no prédio decidida. Não pensou. Não respirou. O porteiro m*l teve tempo de anunciar quando ela já estava no elevador, apertando o botão do último andar com força demais, como se aquilo pudesse acelerar o que precisava ser dito. Quando a porta do apartamento se abriu, Harry nem conseguiu terminar a frase. — Yara— — NÃO. — A voz dela cortou o ar como vidro. Ela entrou, fechou a porta atrás de si com um estrondo seco, jogou o celula

