Os dias seguintes chegaram sem pedir licença. E, para Harry, cada um deles parecia mais longo que o anterior. Ele tentou ligar na manhã seguinte. Chamou até cair na caixa postal. Mandou mensagem, curta, depois longa, depois uma que ele apagou antes de enviar. Tentou ser racional, depois honesto, depois vulnerável. Nada. Yara não respondeu. No segundo dia, ele apareceu no prédio dela pela primeira vez. Não avisou. Não pensou. Só foi. O porteiro já o reconhecia afinal, fotos tinham feito isso por ele mas ainda assim anunciou. Quando Yara abriu a porta, o rosto dela não trazia surpresa. Trazia cansaço. — Eu só preciso de cinco minutos — Harry disse, rápido, como quem teme perder até o ar. — Não — ela respondeu, firme. — Você precisa ir embora. — Yara, por favor— Ela riu, sem humo

