Yara pegou a caixa com cuidado, como se o vestido pudesse desaparecer se fosse brusca demais. — Vou experimentar — disse, ainda meio desacreditada. — Só um minuto. — Claro — Harry respondeu, rápido demais, como se precisasse ocupar a boca com alguma coisa enquanto o coração acelerava sem motivo lógico. Ela desapareceu pelo corredor estreito do apartamento. A porta do quarto se fechou suavemente, e o silêncio que ficou não era exatamente silêncio era expectativa. Harry ficou parado por alguns segundos, depois se sentou no sofá. Passou as mãos pelas coxas do terno, um gesto automático, tentando se recompor. Aquilo não era um evento. Era só um vestido. Só um contrato. Então por que ele sentia aquela estranha tensão no peito? O celular vibrou no bolso do paletó. Ele pegou o aparelho, já

