Dois dias depois, Londres parecia ter voltado ao seu ritmo habitual, cinza, apressado, eficiente demais. Harry caminhava pelo corredor envidraçado do último andar da Bakserville Contábil, o som dos próprios passos ecoando baixo enquanto ajeitava a gravata. O Brasil ainda insistia em aparecer na sua mente em flashes indevidos: o cheiro de mar, o riso fácil de Yara, a sensação estranha de pertencer a um lugar que não era seu. Ele entrou na própria sala e m*l teve tempo de deixar a pasta sobre a mesa antes de ouvir a batida discreta na porta. — Entre — disse, sem levantar o olhar. A secretária, Margaret, apareceu com o tablet apoiado contra o peito, expressão profissional como sempre. — Bom dia, senhor Bakserville. Espero que a viagem tenha sido… produtiva. Harry ergueu o olhar, um meio

