Olívia ficou alguns segundos encarando o telefone desligado, como se ele pudesse, de alguma forma, se justificar sozinho. — Não ligue de novo… — repetiu em voz baixa, incrédula. Ela deixou o celular cair sobre o sofá de couro claro e se levantou de um salto, andando pelo apartamento amplo demais para uma pessoa só. O salto fino batia no piso com força, marcando o ritmo da irritação que crescia no peito. Não era assim que aquela conversa deveria ter terminado. Não era assim que Harry deveria ter soado. Frio. Contido. Resolvido. Ela parou diante do espelho grande da sala e se observou: impecável, como sempre. O cabelo no lugar, a maquiagem perfeita, o vestido caro escolhido com intenção. Olívia sempre fora a mulher que entrava em um ambiente e era notada. A noiva perfeita. A escolha

