O celular de Yara começou a vibrar em cima da mesa de cabeceira, insistente, quebrando o silêncio da manhã. Ela se virou na cama, ainda meio sonolenta, tateando até encontrar o aparelho. — Alô…? — a voz saiu rouca de sono. — Bom dia, Sereia. O coração dela deu um pulo imediato. — Harry? — ela se sentou na cama num susto. — O que foi? Aconteceu alguma coisa? — Nada de r**m. — a voz dele vinha calma, mas havia algo diferente ali, contido. — Abre a porta. Yara franziu a testa, confusa. — Como assim, abre a porta? — Exatamente como soa. Eu estou aqui embaixo. Ela levantou num salto, o cobertor caindo no chão, e correu até a janela. Espiou pela cortina e quase riu de nervoso ao vê-lo parado em frente ao prédio, de óculos escuros, camisa clara dobrada nos antebraços, celular no ouvido co

