O Sacrifício de Prata
Nota da Autora: Bem-vindos ao Universo Máfia Moretti & Ferraro
Preparem os corações, porque esta história faz parte de um universo literário vasto e implacável, onde o poder é absoluto, o sangue sela destinos e a possessividade é a única regra.
🔥 O QUE VOCÊ ENCONTRARÁ NESTE UNIVERSO:
Esta história que vocês iniciam agora é o nosso 1° Spin-off:
Alessia Lombardi & Dominic Ferraro: Ele é um psicopata diagnosticado e mestre da vingança. O pai de Alessia o traiu, e Dominic jurou vingança e resolveu começar pela filha do traidor. O que esse homem sem escrúpulos não imaginava é que o ódio nasce da obsessão... e a obsessão vem do amor disfarçado.
As próximas jornadas deste universo:
Elizabeth Volkov & Ethan Moretti: Opostos que colidem em um casamento forçado para evitar uma guerra sangrenta entre as duas maiores organizações criminosas do mundo.
Lorenzo Ferraro & Siena (Antonella Moretti): Ela foi rejeitada por ele fugiu e mudou de identidade para sobreviver. Ele irá apaixonar-se por ela sem saber quem ela é.
💎 A HISTÓRIA ORIGINAL: O livro que deu início a tudo (Heloise & Killian) está disponível exclusivamente na plataforma Bu€n0N0v€l. Por questões contratuais, ele permanece apenas lá, mas o universo expande-se aqui com novas e intensas histórias.
Heloise & Killian Moretti (A Origem): A história que começou tudo. Killian possui uma lesão no tálamo que o impede de sentir dor ou emoções. Heloise salvou a sua vida há 15 anos; agora, ele comprou-a e obrigou-a a um casamento um homem sem coração que aprenderá a amar incondicionalmente.
💍 A MARCA DESTE UNIVERSO: Se você procura por Contratos de Sangue, Virgens em Perigo e Mafiosos Implacáveis, está no lugar certo. Seja a Virgem Rejeitada, Virgem Roubada, Virgem dada ou Virgem Comprada, todas as nossas protagonistas enfrentarão destinos onde a rendição é a única opção.
Espero que se apaixonem por cada detalhe deste mundo sombrio. O perigo é sedutor, e a Máfia Moretti & Ferraro não aceita nada menos que a sua total atenção.
Boa leitura!
POV/ ALESSIA LOMBARDI
O cheiro de incenso e lírios brancos costumava ser o perfume da paz em solo sagrado, mas hoje, ele tinha o odor metálico e sufocante de um funeral. O meu funeral. Eu não era uma noiva caminhando para o amor; eu era um cordeiro sendo arrastado para o cepo, onde o carrasco já afiava a lâmina com um sorriso de satisfação.
O vestido de seda marfim, escolhido a dedo por minha mãe para camuflar a fera que eu escondia sob as camadas de tule, era uma obra-prima de tortura arquitetônica. O espartilho estava tão absurdamente apertado que cada inspiração se transformava em uma agonia silenciosa; as barbatanas de aço cravavam-se nas minhas costelas, moldando minhas curvas generosas em um padrão que agradasse aos olhos masculinos, lembrando-me, a cada batimento cardíaco, de que na Fartalle, eu não tinha direito nem ao oxigênio que preenchia meus pulmões.
Eu sou Alessia Lombardi. A "Princesa de Prata". Uma anomalia genética que me deu cabelos da cor da lua e uma alma forjada no ferro, mas que para o meu pai, Leopoldo, não passava de uma mercadoria de luxo com data de validade. Ele estava me entregando, como um pedaço de carne sangrenta e marmorizada, para os lobos famintos da Eslovênia.
O objetivo de Leopoldo Lombardi era uma transação comercial fria: comprar o apoio da máfia Cantaloupe com a minha virgindade. Nossa organização, erguida sobre as cinzas e as traições da brutal Fratellanza di Ferro, era um castelo de cartas em meio a um furacão. Meu pai sabia que o chão sob seus pés estava podre, coberto pelo sangue dos que ele traiu. Ele precisava das rotas eslovenas para escoar sua sujeira e, acima de tudo, precisava de cães de guarda estrangeiros para garantir que seus próprios soldados não cortassem sua garganta enquanto ele dormia.
Caminhei pelo corredor da catedral sentindo o peso esmagador de centenas de olhares predatórios. Sorrisos falsos, dentes brilhantes que escondiam o veneno da elite criminosa. Eles viam exatamente o que os Lombardi venderam: a herdeira de curvas fartas, o b***o oprimido pelo decote casto, a pele alva contrastando com os fios prateados que me faziam parecer uma santa saída de um altar. Eles viam a "boa garota", a virgem intocada que seria entregue a Marcellos Cantaloupe como um troféu de caça.
O que nenhum daqueles bastardos via eram os calos nos meus nós dos dedos, camuflados pela renda delicada das luvas de seda. Eles não faziam ideia de que, enquanto minha mãe me forçava a bordar enxovais e a baixar os olhos, meu primo Kauan me ensinava, no breu dos galpões úmidos, como estraçalhar a traqueia de um homem e como desmontar uma Beretta em segundos. Fui criada para ser uma boneca de porcelana puritana, submissa e pronta para abrir as pernas e sorrir para o monstro que pagasse o preço mais alto.
Meu pai queria uma donzela; eu me tornei uma estrategista para tentar sobreviver.
Eu sangrei no escuro, treinei até minhas pernas tremerem e aprendi a governar no silêncio da minha mente, esperando o dia em que o império seria meu. Mas a lógica da máfia é uma doença incurável: para Leopoldo, a mediocridade do meu irmão Lucca era uma virtude só porque ele nasceu com um p*u entre as pernas. Lucca é um bastardo vazio, um erro de cálculo genético, mas no patriarcado podre dos Lombardi, um homem i****a ainda vale mais do que uma mulher brilhante.
No altar, Marcellos Cantaloupe me esperava. Ele era, visualmente, o arquétipo do príncipe encantado das trevas: cabelos negros como a noite, barba desenhada com precisão e olhos escuros que transbordavam uma possessividade nojenta. Ele não queria uma esposa; ele queria um objeto de prata para exibir em sua mansão gelada na Eslovênia. Algo para polir, usar, bater ou f***r quando estivesse entediado e descartar quando o brilho sumisse. Marcellos já me olhava como se fosse o dono das minhas entranhas.
Em um de nossos raros e asquerosos encontros, ele sussurrou contra o meu rosto que não via a hora de estraçalhar minha virgindade; disse, com um hálito que cheirava a pecado, que queria me ver sangrar no p*u dele até que a dor se tornasse a única forma de amor que eu conhecesse. Palavras grotescas, vomitadas sobre uma moça que o mundo acreditava ser tímida, puritana e intocada.