Aqui e nas outras parte do Rio de Janeiro me conhecem como The Killer. Tenho trinta anos, alto, malho todos os dias, apesar do trampo no morro me cobrar muito. Mas gosto de me manter na rotina, de ficar grande, pra apssar mais medo. Ser alto e forte foi o que me fez conseguir fazer muita coisa. Eu percebi desde cedo que só ter uma por@ de uma submetralhadora na mão não te garante nada, tu precisa se impor com tua imagem e, sobretudo, com as coisas que tu fala (por isso eu leio algumas paradas, sem que ninguem saiba... imagina? Um bandiddo que lê?).
Não existe bandidddo bonzinho, isso é fato. E eu gosto de ser o vilão, desde criança gostava mais dos vilões nos filmes do que dos mocinhos. Mas como todo bom vilão, eu também tinha um ponto fraco: mulher. Eu gosto muito de fodder. Cada dia uma b0cetta diferente.
Aquela escolhida da noite, parecia ser o que eu queria: frágil, com cara de menininha. Talvez fosse ser bom.
Mas eu estava enganado.
– Vem por cima, porr@!
A mina parecia um cadávver de tão fria que era.
– Ok. – Me disse ela sem jeito.
A mina encaixou em mim depois de um tempo, como se nunca tivesse feito aquilo antes. Pô, tudo que eu queria era uma fod@ pra aliviar a tensão depois de tudo que tinha acontecido nos últimos dias no morro. Era o segundo ano que tinha invasão na favvela e parecia que eu tava perdendo o controle daquela merd@ toda.
– Mais rápido, caralh0. – Eu disse dando uma estocada violenta na bocet@ da menina.
Ela gritou, e caiu para o lado, se contorcendo em dor.
Exausto, olhei para ela ao lado, caída na cama. Me ergui e botei meu shorts. Fui até a porta e gritei:
– Coé, Sardinha? Sobe aí, porr@!
Juntei as roupas da garota e joguei nela.
– Se veste.
– Eu tô com dor, não consigo.
– Fod@-se, piranh@. Só cai fora do meu quarto.
Eu a peguei pelo braço e a arrastei pra fora do quarto, mesmo nu@.
Sardinha apareceu na mesma hora acompanhado do Chavero (o menino que ajudava ele).
– O que tá rolando, chefe?
– O que tá rolando, Sardinha? Olha isso… a mina é uma bost@, cara. Eu pedi uma que f0desse bem, caralh0. E eu não consegui comer essa vagabund@.
– Caramba, esssa parecia boa. – Disse Sardinha olhando a mina acuada no canto, tentando colocar as próprias roupas.
– Tu tá vacilando, demais. – Falei – Some com ela daqui. Eu quero uma garota nova.
– Amanhã cedo Chavero e eu vamo atrás. Vamo pegá uma que valha a pena, chefe. Sem vacilação dessa vez, pode crê.
– Amanha? – Eu ri com ironia.
Sardinha sorriu de volta, sem graça.
– É… cedinho, chefe.
– Amanhã porr@ nenhuma. Vai agora e me traz a garota mais bonita que achar. Nada de trazer essas porr@ de mulher grandona. Eu quero uma… uma bem magrinha, princesinha, tá ligado?
– Chefe, descer pro asfalto e pegar uma patricinha na Zona Sul vai dá problema. Os corvo vai tudo brotá aqui.
– E eu tô te perguntando isso, caralh0? Só vai. VAIII. E leva essa piranh@ contigo.
Sardinha saiu apressado.
Eu me vesti por completo e fui pra casa da minha mãe, Precisava falar com ela.