CAPÍTULO 12 -- EU QUERO O NAMORADO DA MINHA IRMÃ.

1106 Words
POV ALICINHA Meus dias com certeza não vinham bons, não naquele último ano. E as grandes responsáveis por tudo isso foram exatamente minha madrasta Christina e minha irmã, Ágatha. Elas fizeram da minha vida um verdadeiro caos. Eu perdi não somente minha mãe, como também perdi meu pai e toda a vida de princesa que estive acostumada antes daquele verdadeiro pesadelo começar. Mas há um ano, quando fui levada ao morro e conheci o Abel ou The Kiler (dan-se), eu fiquei com a imagem daquele homem na minha mente, martelando. Eu o vi por pouco tempo, mas foi mais que o suficiente para não tirá-lo da minha cabeça um único dia sequer. Cheguei a cogitar a possibilidade de ter ficado apaixonada por ele, porém eu raciocinei e, em conversa com a minha psicóloga, deduzi que não passava de uma possível síndrome de estocolmo (em tese: é quando você se apaixona pelo seu sequestrado0r). Contudo, tudo isso ficou apenas no campo da teoria quando o vi de novo após todos aqueles meses. Era mesmo essa tal síndrome? E agora, ali estava ele, no sofá da minha casa sendo apresentado para meu pai como o namorado da Ágatha. E era mesmo o The Killer, até as tatuagens no pescoço eram as mesmas (sim, eu conseguia me lembrar delas de maneira bem viva na minha mente). O corte de cabelo baixo nas laterais, o tom levemente amendoado do olhar. Os lábios finos e a barba densa. Os braços fortes que eu já havia sentido na minha pele. Era o The Killer. Na. Sala. Da. Minha. Casa!!! – Alice, não achei que estivesse em casa. – disse minha madrasta com visível desconforto na cara de cobra que ela tem. – Estava passando para ir a cozinha e queria checar se um livro meu estava aqui – desconversei já sentindo meu rosto ficar vermelho. – Ah, pois eu acho ótimo. – disse Agatha – eu quero mesmo que ela conheça meu novo namorado, mãe. Essa reunião de familia não estaria completa sem a minha querida irmãzinha. – disse Agatha com a voz mais afetada que a da mãe dela. Agatha queria dizer que havia conseguido finalmente ficar com um cara bonito. Eu sei que ela sentia inveja dos meus namorados e por isso dava em cima do Samuel na época em que ele eu estávamos namorando. Mas, pelo visto, agora ela finalmente havia conseguido um pra si sem precisar tirar de mim. Mas será que ela sabia que aquele cara era um bandid0? – Prazer, Abel. – disse ele se levantando e me estendendo a mão. Eu o olhei por longos segundos como se dissesse: “qual foi, vai fingir que nunca me viu na vida?”. Porém, ele ignorou meu gesto com o olha e ficou ali, parado, esperando eu devovler o cumprimento de alguma maneira. E fiquei pasma quando o The Killer apertou minha mão. Sua mão quente. Chacoalhou e sorriu, como se não me conhecesse. – Não vai responder? – disse Christina. Eu olhei para eles ao redor e me concentrei para não gaguejar. – Olá…. E-eu… Bem, eu sou Alícia. – falei entrando naquela loucura, de como se nunca o tivesse visto antes. Eu diria Sininho, para talvez lembrá-lo de mim (será que o The Killer se esqueceu quem sou?). Mas não disse. Foi assim que ele me chamou boa parte da noite naquele dia: de Sininho, como a do Peter Pan. Não, não, pera… PERAAAAA. Como assim, ele não se lembrava de mim? E além disso, desde quando podia descer do morro e entrar em um prédio como o nosso se a polícia apanhá-lo? O que aconteceu nesses doze meses que eu não sei? – Você e ela se parecem um pouco – disse o The killer ou seja lá quem fosse. Acho que eu estava duvidando de mim mesma e da minha capacidade de lembrar das coisas. – Mais ou menos, somos meio-irmãs . – lembrou Ágatha. Fato era que o The Killer estava na sala da minha casa, com a minha família. E, para ser sincera, nem era isso que me preocupava. A minha reação foi exatamente por sentir todo meu corpo se arrepiar assim que ele tocou minha mão. Era a mesma fagulha elétrica que senti um ano antes, quando por diversas vezes The Killer me tocou. Eu cheguei a ficar nua para ele. – Bem, divirtam-se. – eu disse sem jeito. Não havia nada naquela sala para mim. DROGAA. Era nisso que eu queria acreditar, mas minha vontad3 era voltar lá e perguntar se ele não era mesmo quem eu estava pensando que era, – Se quiser pode ficar. – falou Agatha. Aquela v***a não me queria por perto, ela apenas desejava que eu a visse bem. – Não, eu tenho coisas para estudar. – falei tentando evitar olhar para o The killer. – Hum, estuda tanto assim?? Acho que vai ser uma excelente advogada. – desdenhou Christina. – Melhor do que imagina, meu bem. – falei destilando o resto de ironia que me restou naqueles ultimos dias. – Advogada??? – surpreendeu-se o cara que eu achava ser The Killer. – Em breve Agatha também será – disse Christina – esse ano ela deve ingressar, Abel. – falou Christina não permitindo que eu levasse algum mérito. Por uma fração de segundo percebi algum resquício de familiaridade no olhar dele , mas desviou rapidamente. Logo minha madrasta e meio-irmã o entulharam com conversas fúteis. Assim que saí da sala, tive tempo de ouvir Agatha pedir para o meu pai para o ‘novo’ namorado dela dormir em casa. – Sim, mas ele ficará no quarto de visitas. – disse meu pai. – Ah, o senhor é o melhor pai do mundo!!! – falou Agatha. Eu revirei os olhos me afastando pelo corredor. Isso era um absurdo. Meu pai nunca permitiu que qualquer nomorado meu dormisse em casa. Com Ágatha tudo era diferente. Será que meu pai me odiava??? Enfim, isso não era da minha conta. Voltei ao meu quarto e tentei me concentrar nas matérias que eu tinha para ler. As provas estavam chegando,seria hora de levar aquilo a sério se eu quisesse ser uma excelente advogada. Poŕem, assim que passou uma hora, eu senti sede. – Desta vez eles devem ter ido dormir. – falei comigo mesma saindo do quarto. Acendi a lanterna do celular e fui pelo corredor em direção a cozinha. Pensei ter ouvido um barulho e fiquei apreensiva. Olhei para trás e nada. Continuei caminhando até finalmente trombar com algo. Ou melhor, Alguém. NOTA DA AUTORA: adiciona a biblioteca clicando no coração.!!! E aí? O que tão achando???
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