– Não quero mingau – Renata choraminga na manhã seguinte. Finalmente era sexta– feira e não teria que levar ela na escola no dia seguinte. Entretanto, em casa, significava que estaria com fome a cada uma hora. – Come seu mingau, Renata – digo séria. – Queria pão. – Mais não tem pão! – Altero a voz, atraindo o olhar dos meus avós e de Gio que entrava na cozinha pronta para trabalhar. Gio se inclina sobre ela. – Come o mingau que trago pão mais tarde – promete – Tá bom? Renata assenti hesitante, pegando a colher. Passo a mão no rosto, percebendo que não deveria ter praticamente gritado. Ela não tinha culpa. Ela não diz nada minutos mais tarde quando saímos de casa em direção da escola e eu sabia que ela estava magoada, mas nunca fui de pedir desculpas e achava que já estava na

