A Rocinha se destacava por ser a maior favela do país, contando com cerca de 100 mil habitantes. Parada na entrada da favela, entretida com meus pensamentos, olho a entrada e saída de moradores, tomando coragem para subir o morro. Caminho poucos metros, até ser barrada por um cara com uma pistola. Ele me olha de cima a baixo por trás do óculos espalhado, vestido numa camiseta de time, corrente no pescoço, short e havaiana. – Tá perdida? Nego com a cabeça. – Sou advogada do Nem 157 – digo com a voz firme. – Me conta outra – Ele coloca a mão em cima da pistola. – Carcará – Outro cara chama, se aproximando – Deixa e comigo – Semicerro os olhos, o olhando com atenção, reconhecendo aos poucos. Era ele. Sabiá. Não havia mudado muito. – Então tu é mermo a advogada do Nem – diz m

