Capítulo III

1140 Words
Marcus Siegro era conhecido e temido por sua frieza e punhos fortes, o número 1 do chefe. Ele saiu do pequeno avião em direção ao segundo carro junto com Mariano Pedra Santa, os outros tendiam a abrir caminho involuntariamente quando ele surgia, e era comum as portas se abrirem para ele, antes mesmo que seus pés tocassem a soleira. Isso não lhe foi oferecido facilmente, Marcus conquistou a confiança do chefe e agora ele o tem em alta conta. Desde que ele salvara a vida do chefe colombiano, Marcus se tornou o homem mais importante do cartel, ficando abaixo apenas do temido Mariano Pedra Santa. Um homem e desconfiado por natureza Pedra Santa nunca deixava ninguém se aproximar dele. No entanto, Pedra Santa jamais confiou em ninguém com confiava em Marcus Siegro, muitos acreditavam que ele seria o seu sucessor no cartel, já que o filho de Pedra Santa ficou com sequelas irreversíveis do atentado sofrido anos antes em Nova Iorque. A posição de Marcus junto aos chefes era invejada, mas nenhum homem dentro ou fora, ousaria a contestar os desejos de um dos mais poderosos chefes do cartel colombiano. Marcus fazia jus a sua fama, era silencioso, desconfiado e extremamente violento, atento a tudo e a todos. O chefe não dava um passo fora da propriedade sem que ele esteja por perto. — Vamos buscá-la disse o chefe com sua voz rouca lapidada por anos de charutos e cigarros. — Sí! — respondeu e os carros seguiram o seu destino. O carro parou em frente a uma pequena casa e Marcus abriu o portão que dava acesso às escadas. Pedra Santa subia atrás dele soltando baforadas do seu charuto. Foi o próprio Pedra Santa quem bateu na porta, pouco depois uma jovem senhora, latina, de cabelos negros, abriu a porta. Ela olhou estarrecida para os visitantes e tentou fechar a porta novamente gritando e implorando em espanhol. —¡Por favor! No sabe nada, lo juro Mariano. Por favor, no lastimes a mi hija, ¡Es solo una niña! — Olá Rosa! Há quanto tempo não nos vemos. — o homem usou seu enorme corpanzil para entrar tirando a mulher do caminho. — Você acreditou mesmo que eu não sabia dos seus joguinhos com meu irmão? O que a fez pensar que poderia fugir de mim? — Você a vendeu, você vai entregá-la aquele homem. Eu só quis protegê-la Mariano, deixe minha filha em paz! — Diga-me Rosa onde está o que Sanches te deu antes de morrer? — Ele não me deu nada, apenas dinheiro Mariano, eu juro! — A mulher o olhou com uma expressão vazia, Marcus percebeu que ou ela não sabia do que ele falava, ou era uma excelente mentirosa. A experiência de Marcus dizia ser a segunda opção e se ele estivesse certo, agora mais do que nunca ela não revelaria seus segredos. — Sabe que não acredito em você não é Rosa? Mas seja lá o que for que ele te deu, se você não usou até agora, não o fará mais! — o homem gargalhou e som causou arrepios em todos ao redor, exceto em Marcus que parecia imune a maldade de Mariano Pedra Santa. — Levem-na para o quarto e tenha certeza de que ela não está mentindo, arranque dela se preciso, ele diz a um dos seus capangas que sai da sala arrastando a mulher pelo caminho. — Vamos brincar um pouquinho Rosa? — sussurrou um homem gordo passando o cano da arma por seu rosto e deixando escorregar pelos s***s da mulher. Mesmo falando baixo Marcus o ouviu e com fúria nos olhos caminhou até o homem. — Se a tocar desta forma morrerá junto com ela, porém será de uma forma muito mais dolorosa entendeu? Isso vale para todos! — Marcus grunhiu e eles acenaram com a cabeça levemente, nenhum deles ousaria desafiá-lo. — Porque se importa tanto Marcus, ela não tem valor para mim! Já está morta. — Não ha necessidade disso chefe, além disso, ela não sabe de nada, seus olhos dizem isso! — Você pode estar certo! Marcus leva seu silencioso telefone à orelha, e sua expressão muda de repente. — Chefe a garota! — Traga Rosa para cá! — Mariano dá à ordem e um dos homens sai para cumpri-la. Segundos depois a mulher é trazida por dois homens, ela está ferida seu corpo muito machucado, mas eles evitaram machucar seu rosto, isso sempre incomodava muito ao Marcus e nenhum deles estava disposto a tentar a fúria do homem. — Por favor, Mariano! Leve a mim, mas deixe minha filha em paz! Marcus apenas analisava de maneira fria a situação, se havia sentimento, ele não mostrava, e quando a mulher se lançou em Pedra Santa ele a derrubou com facilidade jogando-a ao chão. — Preparem-se! — ordenou e os homens ficaram eretos e atentos. Marcus ergueu a mulher e a fez sentar-se em uma poltrona de frente para Mariano Pedra Santa que a olhou com uma expressão entediada. Ele se lançou sobre ele mais uma vez se ajoelhando aos seus pés. — Por favor, deixe-a ir. Não a machuque ela tem seu sangue. Pedra Santa se ergue irritado e bate na mulher com o dorso da mão, fazendo a cair novamente, e sob a mira de uma arma ela aguarda a volta da filha. — Cale-se, mulher estupida! — ordenou e se dirigiu a Marcus apontando para a porta — Pegue a garota e vamos sair desse lugar horroroso. Ao chegar ao aeroporto privado ele colocou a menina no avião, prendendo-a com o cinto. Marcus se recusou a olhar em seu rosto novamente. Ele vai banheiro e bate com os punhos no pequeno espelho tomado pela culpa pela cena que acabou de presenciar. Marcus sabia o que Mariano faria a mulher, mas mesmo assim não pode evitar se sentir um monstro por não ter se adiantado a ele e salvado a vida dela. Ele jamais se esqueceria da expressão vazia nos olhos da garota ao ser colocada no carro, suas palavras o assombraria enquanto ele respirasse sobre a terra. — Você quer Polonov, é por ele que você está aqui, você o fará pagar por mais essa morte. — disse a si mesmo olhando para o espelho. Mas repetir as palavras ditas em voz alta não aliviaram a sua culpa. — Ensine-a tudo o que ela precisa saber Marcus, ela é sua função e até que ela seja entregue a Nirkov, não quero saber dela está entendido? — Pedra Santa disse ao chegarem à residência dele. — Sim, chefe, eu cuido disso! — respondeu e saiu em direção a sua parte da casa. Era o que ele queria não? Amenina não era peça chave para chegar ao Sergey Polonov e seu chefe? Então por que será que ele sentiu que não deveria ser assim?
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