-Amir... Amir, cadê você?
Ouço uma voz ao longe chamando pelo Amir.
- Estou no tamarindo Naira. Amir grita de volta.
Então ela vem até nós aos prantos, Amir abres os braços, pois já sabia do que se tratava.
- Não permita Amir, por favor não o deixe fazer isso.
- Naira, olhe pra mim. Ele fala colocando as mãos em seu rosto.
- Eu tentei faz ele mudar de ideia, mas não teve jeito, ele está determinado.
- Amir não, ele precisa mudar de ideia. Ela cai no choro, as lágrimas escorrem de seus olhos.
- E se for um marido r**m e se ele não gostar de mim, Amir tem que ter outro jeito.
Ele a abraça e vejo que ele é um bom irmão e um bom homem, ele tenta não chorar, porém eu vejo uma lágrima escorre pelo seu rosto.
- Naira, fique aqui que eu irei tentar resolver isso.
Ele sai em disparada e me deixa com a irmã dele.
- Quer conversar? Falo colocando a mão em seu ombro.
- Desculpa, vim tão nervosa que não te vi ai. Ela falava ainda chorando.
- Tudo bem, você não está em um dos melhores momentos. fiz uma pequena pausa, coloquei minha mão em seu ombro novamente.
- Sei que sua situação é difícil e sei que não é uma das melhores coisas casar por obrigação, mas vai ficar tudo bem, tudo pode mudar.
- Ele não vai mudar de ideia, não dessa vez, não comigo, o Amir teve mais sorte do que eu.
- Como assim? Falo confusa, afinal, por que o Amir teve mais sorte?
- O papai deu 4 anos pra ele arranjar uma esposa, caso contrário ele mesmo arrumaria uma, nem isso eu tive, pelo menos ele tem você, poderão casar por amor e serem felizes, mas e eu? Ela volta a chorar, colocando as mãos no rosto.
Eu senti seu desespero, "o que o Amir foi falar ao pai dele?", "O que a Naira quis dizer com ele pelo menos tem você", "será que o Amir faliu alguma coisa sobre mim?" são muitas perguntas sem resposta. Mas naquele momento os meu problemas não importava, então apenas eu a abracei.
- Calma, o Amir vai resolver. Era o que esperávamos e o que eu poderia dizer a ela naquele momento.
Ficamos ali esperando, ela adormeceu em meus braços depois de tanto chorar, o Amir vem ao nosso encontro com sangue nos olhos e bufando em árabe, pois eu não compreendia nada do que ele falava. Pegou Naira no colo e ela nem despertou, eu apenas o segui, subimos as escadas e logo chegamos a uma porta, eu abro e o Amir entra, era o quarto de Naira, ele a deita na cama e saímos.
- O que aconteceu, ele desistiu do casamento?
- Não, ele iria acontecer daqui a um mês e vai ser lá no Marrocos.
- Você sabe quem é o marido?
- Sei, é o melhor amigo de infância da Naira.
- Mas isso é melhor do que ela casar com um desconhecido, por que você veio c sangue nos olhos?.
- Por que depois do casamento de Naira, eu tenho uma semana para apresentar minha pretendente, ou caso contrário ele vai arrumar uma esposa pra mim. Ele fala revirando os olhos.
Eu m*l tive a oportunidade de me aproximar dele e agora ele vai casar, meus olhos encheram de lágrimas, eu estava perdendo ele.
- Laila, olhe pra mim. Ele segurava meu rosto.
- Não chore, por favor, meu coração se enche de tristeza em ver você chorar por minha causa, eu prometo pra você que eu irei resolver isso. Ele beija a minha testa.
- Vamos, eu quero te levar em um lugar antes de irmos para sua casa. Ele enxuga as minhas lágrimas e então me beija.
Eu me senti segura em seu beijo, me senti desejada por ele, eu pude sentir que em seus braços era o meu lugar.
Saimos da sua casa logo depois de nos despedimos de sua avó.
Obviamente eu conhecia o lugar em que ele estava me levando, era onde nós nos conhecemos. Ao descer de seu carro, nós fomos andando devagar pela trilha, mas em pleno silêncio, ele segurava em minha mão por todo o percurso, quando estávamos escutando o som das águas da cachoeira, ele para e põe a mão no bolso e tira uma venda.
- Mas o que é isso, um sequestro? Falo rindo.
- Não, é apenas uma surpresa. Ele coloca a venda e me beija na bochecha.
- Vamos? Ele pega em minha mão e me guia.
Chegando no local ele me ajuda a sentar e então tira as venda de mim. Ele estava em minha frente de joelhos e com uma caixa de veludo azul marinho em mãos e ao redor de nós dois pétalas em formato de coração, quando ele abre a caixa, posso ver um anel, em seu redor tinha pedrinha brilhantes e no meio tinha uma perda azul em formato de gota, era um topázio. A pouca luz do sol que chegava até nós, fazia o anel brilhar, eu fiquei sem reação.
- Seja minha namorada senhorita Laila? Sei que nós nos conhecemos a poucos meses, mas eu sei o que quero e eu quero você.
Meus olhos se encheram de lágrimas e então eu o abracei, eu o abracei com todas as forças que eu tinha.
- Aceito ser sua namorada. Sussurrei em seu ouvido.
Ele vira pra mim e sorri, nós nos beijamos e ficamos um tempo ali, era bom estar em seus braços, adormeci.
Acordo com o balanço do carro, ele me trouxe no colo até o carro, o sol já estava se pondo, ele me levou pra casa.
- Quer entrar e tomar um pouco de café?
- Claro.
- Apolo. Falo colocando a mão na cabeça.
- Quem é Apolo? Amir fala levantando a sobrancelha.
- O gatinho que eu adotei, ou foi ele quem me adorou, não sei dizer. Solto um riso.
Quando entramos na minha casa, o Apolo se esfrega em minha perna, quando sente a presença do Amir, ele apenas senta e encara, quando o Amir estende as mãos para poder fazer carinho nele, ele apenas da um pequeno pulo e sai.
- Pelo visto ele está com ciúmes. Ele fala enquanto rir.
- Coloca um pouco de ração pra ele por favor?
- Claro.
Quando ele mexe no caco de água do Apolo, ele corre e senta perto do vaso.
- Você poderia ajudar a Naira com os preparativos. Ele fala e olha para mim.
- Você poderia ir comigo pro marrocos, ia ser bom pra passamos um tempo juntos. Ele se vira pro copo novamente.
Fiquei chocada com o convite.
- Quando vocês vão?
- Daqui a uma semana, iremos deixar tudo certo com o restaurante e vamos.
- Posso pensar?
Ele me olha e suspende a sobrancelha, como se estivesse confuso.
- Claro que pode. Ele vira e faz um carinho no Apolo, que agora permite.
Jantamos em silêncio, nos encaramos algumas vezes, mas nenhum quebrou o gelo. Quando terminamos, ele pega os pratos e vai em direção a pia lavar. Fico sentada olhando o suco.
- Seu pai não vai achar errado?
- O que?
- Nossa viagem?
- Não, na verdade ele quem pediu pra chamar você, ele gosta muito de você Laila, Quando estávamos discutindo e ele tocou no assunto casamento em relação a mim, a minha avó entrou na sala. Ela falou que você era a moça em que ela viu no sonho, então ele falou pra convidar você para a viagem.
- Como assim sua avó sonhou comigo?
- É complicado explicar, quando formos até minha casa, ela simplesmente disse que era você, que você era mudança de nossas vidas. Ele fala com um ar de serenidade e eu estava sem entender nada.
- Eu sei que é estranho, mas ela nunca erra.
- Está bem, vou agir como se isso fosse normal. falo soltando um riso meio sem graça.
- Acho que está na minha hora de ir. Ele fala enquanto olha em seu relógio de pulso, logo em seguida me beija na testa.
- Te vejo amanhã no trabalho, se cuida.
Eu nem lembrava mais do trabalho, o dia foi tão corrido, apenas tomei um banho e me joguei na cama, sinto o Apolo em meus pés.