A noite que tudo mudou

460 Words
A chuva continuava caindo forte. Jessika ajeitou os cachos molhados enquanto ria de algo que sua amiga dizia. — Eu te falei que esse clube era chique — disse a amiga. Jessika sorriu. Ela usava um vestido vermelho justo, que marcava seu corpo delicado. Seus olhos brilhavam com a animação da noite. — Tá bom, você estava certa — respondeu ela rindo. Mas de repente… Um carro preto parou bruscamente na rua. A porta se abriu. Dois homens desceram. Jessika franziu a testa. Algo dentro dela disse que aquilo não estava certo. Então um deles puxou uma arma. — É ela! Pega! Jessika congelou. — O QUÊ?! Antes que pudesse reagir, um deles agarrou seu braço com força. — Me solta! — ela gritou. Sua amiga começou a gritar também. Foi então que uma voz grave ecoou pela rua. Fria. Perigosa. — Solta ela. Todos olharam. Saindo da porta do clube, caminhando devagar pela chuva… estava Sal Romano. Alto. Musculoso. O olhar escuro cheio de fúria. Os homens reconheceram ele imediatamente. — Sal Romano… — um deles murmurou. O gangster inclinou a cabeça levemente. — Eu vou dizer só mais uma vez… A voz dele saiu baixa. Assustadora. — Tira a mão dela. Jessika não fazia ideia de quem ele era. Mas o jeito que aqueles homens ficaram tensos… dizia tudo. Um deles apontou a arma. — Isso não é da sua conta! Sal soltou uma pequena risada. — Agora é. Em um segundo tudo aconteceu. Um disparo. Um soco. Um grito. Sal avançou como um predador. Ele derrubou um dos homens com um soco brutal. O outro tentou atirar. Mas um dos seguranças de Sal apareceu e o desarmou. Em poucos segundos… a rua estava em silêncio. Jessika respirava rápido, o coração disparado. Sal virou-se para ela. Os olhos deles se encontraram pela primeira vez. E o mundo pareceu parar. Ele analisou cada detalhe dela. Os cachos. O vestido vermelho. O sorriso que agora estava misturado com medo. Jessika engoliu seco. — Quem… quem é você? Sal deu um pequeno sorriso de canto. Perigoso. — O cara que acabou de salvar sua vida. Ela respirou fundo. — Eu não pedi ajuda. Ele levantou uma sobrancelha. — Corajosa. Jessika cruzou os braços. — Só realista. Sal deu um passo mais perto. Jessika sentiu o perfume dele. Forte. Masculino. Intimidante. — Você devia ir embora — disse ele. — Por quê? Ele olhou para os homens caídos no chão. Depois voltou os olhos para ela. — Porque quem estava atrás de você… não vai parar. Jessika sentiu um frio na espinha. — E você acha que pode me proteger? Sal ficou em silêncio por alguns segundos. Então respondeu: — Eu não acho. Ele deu um pequeno sorriso. — Eu tenho certeza.
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