A chuva continuava caindo forte.
Jessika ajeitou os cachos molhados enquanto ria de algo que sua amiga dizia.
— Eu te falei que esse clube era chique — disse a amiga.
Jessika sorriu.
Ela usava um vestido vermelho justo, que marcava seu corpo delicado. Seus olhos brilhavam com a animação da noite.
— Tá bom, você estava certa — respondeu ela rindo.
Mas de repente…
Um carro preto parou bruscamente na rua.
A porta se abriu.
Dois homens desceram.
Jessika franziu a testa.
Algo dentro dela disse que aquilo não estava certo.
Então um deles puxou uma arma.
— É ela! Pega!
Jessika congelou.
— O QUÊ?!
Antes que pudesse reagir, um deles agarrou seu braço com força.
— Me solta! — ela gritou.
Sua amiga começou a gritar também.
Foi então que uma voz grave ecoou pela rua.
Fria.
Perigosa.
— Solta ela.
Todos olharam.
Saindo da porta do clube, caminhando devagar pela chuva…
estava Sal Romano.
Alto.
Musculoso.
O olhar escuro cheio de fúria.
Os homens reconheceram ele imediatamente.
— Sal Romano… — um deles murmurou.
O gangster inclinou a cabeça levemente.
— Eu vou dizer só mais uma vez…
A voz dele saiu baixa.
Assustadora.
— Tira a mão dela.
Jessika não fazia ideia de quem ele era.
Mas o jeito que aqueles homens ficaram tensos…
dizia tudo.
Um deles apontou a arma.
— Isso não é da sua conta!
Sal soltou uma pequena risada.
— Agora é.
Em um segundo tudo aconteceu.
Um disparo.
Um soco.
Um grito.
Sal avançou como um predador.
Ele derrubou um dos homens com um soco brutal.
O outro tentou atirar.
Mas um dos seguranças de Sal apareceu e o desarmou.
Em poucos segundos…
a rua estava em silêncio.
Jessika respirava rápido, o coração disparado.
Sal virou-se para ela.
Os olhos deles se encontraram pela primeira vez.
E o mundo pareceu parar.
Ele analisou cada detalhe dela.
Os cachos.
O vestido vermelho.
O sorriso que agora estava misturado com medo.
Jessika engoliu seco.
— Quem… quem é você?
Sal deu um pequeno sorriso de canto.
Perigoso.
— O cara que acabou de salvar sua vida.
Ela respirou fundo.
— Eu não pedi ajuda.
Ele levantou uma sobrancelha.
— Corajosa.
Jessika cruzou os braços.
— Só realista.
Sal deu um passo mais perto.
Jessika sentiu o perfume dele.
Forte.
Masculino.
Intimidante.
— Você devia ir embora — disse ele.
— Por quê?
Ele olhou para os homens caídos no chão.
Depois voltou os olhos para ela.
— Porque quem estava atrás de você…
não vai parar.
Jessika sentiu um frio na espinha.
— E você acha que pode me proteger?
Sal ficou em silêncio por alguns segundos.
Então respondeu:
— Eu não acho.
Ele deu um pequeno sorriso.
— Eu tenho certeza.