Jessika ainda estava em choque.
A chuva caía ao redor deles enquanto os homens que tentaram atacá-la eram levados pelos seguranças de Sal.
Ela olhou novamente para aquele homem à sua frente.
Alto.
Musculoso.
Todo tatuado.
O olhar dele parecia enxergar através das pessoas.
— Eu não preciso de guarda-costas — disse ela, tentando manter a firmeza na voz.
Sal Romano cruzou os braços.
— Você acabou de ser atacada por dois homens armados.
— Mesmo assim.
Ele deu um pequeno sorriso.
— Teimosa.
Jessika ergueu o queixo.
— Independente.
Sal ficou alguns segundos observando ela.
Algo nela o intrigava.
A maioria das mulheres ficava nervosa perto dele.
Assustada.
Mas Jessika…
desafiava.
— Entra no carro — disse ele.
Ela arregalou os olhos.
— O quê?
— Você não vai ficar andando sozinha por aí depois disso.
— E por que eu confiaria em você?
Sal inclinou levemente a cabeça.
— Porque se eu quisesse te machucar… já teria feito.
O silêncio caiu entre eles.
Jessika odiava admitir…
mas ele estava certo.
Ela suspirou.
— Só até minha casa.
Sal abriu a porta do carro.
— Veremos.
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A Mansão Romano
Quinze minutos depois…
Jessika olhava pela janela do carro em choque.
Eles tinham acabado de passar por portões gigantes de ferro.
A mansão era enorme.
Iluminada.
Luxuosa.
Parecia coisa de filme.
— Você mora aqui? — perguntou ela.
Sal saiu do carro calmamente.
— Sim.
Jessika saiu também.
— Você é o quê? Um milionário?
Ele soltou uma pequena risada.
— Algo assim.
Um dos seguranças se aproximou.
— Chefe, já cuidamos dos caras.
Sal assentiu.
— Quero saber quem mandou.
— Sim, chefe.
Jessika franziu a testa.
— Mandou?
Sal virou-se para ela.
— Aquilo não foi assalto.
— Como você sabe?
Ele chegou mais perto.
— Porque eles foram direto em você.
O coração dela acelerou.
— Eu… eu não tenho inimigos.
Sal ficou em silêncio.
— Agora tem.
Jessika sentiu um arrepio.
— O que você quer dizer com isso?
Ele a encarou profundamente.
— Que a partir do momento que você entrou no meu caminho…
as coisas mudaram.
Ela cruzou os braços.
— Isso não faz sentido.
Sal deu mais um passo.
Agora estavam muito próximos.
— No meu mundo, Jessika…
Ele falou o nome dela lentamente.
— Tudo faz sentido.
Ela arregalou os olhos.
— Como você sabe meu nome?
Ele sorriu de lado.
— Eu sempre descubro tudo.
Jessika sentiu um frio na barriga.
Algo naquele homem era perigoso demais.
Mas ao mesmo tempo…
incrivelmente atraente.
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Problema chegando
De repente…
Um dos homens de Sal correu até eles.
— Chefe!
Sal virou-se.
— O que foi?
— Carros chegando.
Sal estreitou os olhos.
— Quantos?
— Quatro.
O olhar dele ficou sombrio.
— Merda.
Jessika ficou confusa.
— O que está acontecendo?
Sal olhou para ela.
— Parece que seus amigos voltaram.
Antes que ela pudesse perguntar qualquer coisa…
disparos ecoaram do lado de fora da mansão.
Jessika gritou.
Sal imediatamente segurou ela pela cintura e a puxou para trás de um carro.
— Fica abaixada!
— Meu Deus!
Os homens de Sal começaram a responder os tiros.
O som das armas ecoava pela propriedade.
Jessika tremia.
Sal puxou uma pistola da cintura.
O olhar dele estava frio.
Calculista.
Perigoso.
— Ninguém entra na minha casa — ele murmurou.
Mais disparos.
Um dos carros no portão explodiu o cadeado e entrou.
Homens armados desceram.
Jessika olhou para Sal assustada.
— Eles vão matar a gente?!
Sal olhou para ela.
E sorriu.
Um sorriso perigoso.
— Eles podem tentar.
Então ele saiu de trás do carro…
e começou a atirar.