No mundo de sal romano

607 Words
Jessika ainda estava em choque. A chuva caía ao redor deles enquanto os homens que tentaram atacá-la eram levados pelos seguranças de Sal. Ela olhou novamente para aquele homem à sua frente. Alto. Musculoso. Todo tatuado. O olhar dele parecia enxergar através das pessoas. — Eu não preciso de guarda-costas — disse ela, tentando manter a firmeza na voz. Sal Romano cruzou os braços. — Você acabou de ser atacada por dois homens armados. — Mesmo assim. Ele deu um pequeno sorriso. — Teimosa. Jessika ergueu o queixo. — Independente. Sal ficou alguns segundos observando ela. Algo nela o intrigava. A maioria das mulheres ficava nervosa perto dele. Assustada. Mas Jessika… desafiava. — Entra no carro — disse ele. Ela arregalou os olhos. — O quê? — Você não vai ficar andando sozinha por aí depois disso. — E por que eu confiaria em você? Sal inclinou levemente a cabeça. — Porque se eu quisesse te machucar… já teria feito. O silêncio caiu entre eles. Jessika odiava admitir… mas ele estava certo. Ela suspirou. — Só até minha casa. Sal abriu a porta do carro. — Veremos. --- A Mansão Romano Quinze minutos depois… Jessika olhava pela janela do carro em choque. Eles tinham acabado de passar por portões gigantes de ferro. A mansão era enorme. Iluminada. Luxuosa. Parecia coisa de filme. — Você mora aqui? — perguntou ela. Sal saiu do carro calmamente. — Sim. Jessika saiu também. — Você é o quê? Um milionário? Ele soltou uma pequena risada. — Algo assim. Um dos seguranças se aproximou. — Chefe, já cuidamos dos caras. Sal assentiu. — Quero saber quem mandou. — Sim, chefe. Jessika franziu a testa. — Mandou? Sal virou-se para ela. — Aquilo não foi assalto. — Como você sabe? Ele chegou mais perto. — Porque eles foram direto em você. O coração dela acelerou. — Eu… eu não tenho inimigos. Sal ficou em silêncio. — Agora tem. Jessika sentiu um arrepio. — O que você quer dizer com isso? Ele a encarou profundamente. — Que a partir do momento que você entrou no meu caminho… as coisas mudaram. Ela cruzou os braços. — Isso não faz sentido. Sal deu mais um passo. Agora estavam muito próximos. — No meu mundo, Jessika… Ele falou o nome dela lentamente. — Tudo faz sentido. Ela arregalou os olhos. — Como você sabe meu nome? Ele sorriu de lado. — Eu sempre descubro tudo. Jessika sentiu um frio na barriga. Algo naquele homem era perigoso demais. Mas ao mesmo tempo… incrivelmente atraente. --- Problema chegando De repente… Um dos homens de Sal correu até eles. — Chefe! Sal virou-se. — O que foi? — Carros chegando. Sal estreitou os olhos. — Quantos? — Quatro. O olhar dele ficou sombrio. — Merda. Jessika ficou confusa. — O que está acontecendo? Sal olhou para ela. — Parece que seus amigos voltaram. Antes que ela pudesse perguntar qualquer coisa… disparos ecoaram do lado de fora da mansão. Jessika gritou. Sal imediatamente segurou ela pela cintura e a puxou para trás de um carro. — Fica abaixada! — Meu Deus! Os homens de Sal começaram a responder os tiros. O som das armas ecoava pela propriedade. Jessika tremia. Sal puxou uma pistola da cintura. O olhar dele estava frio. Calculista. Perigoso. — Ninguém entra na minha casa — ele murmurou. Mais disparos. Um dos carros no portão explodiu o cadeado e entrou. Homens armados desceram. Jessika olhou para Sal assustada. — Eles vão matar a gente?! Sal olhou para ela. E sorriu. Um sorriso perigoso. — Eles podem tentar. Então ele saiu de trás do carro… e começou a atirar.
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