CAPÍTULO 9

2083 Words
Depois do jantar sentamos na sala para conversarmos um pouco. Ana respondia tudo no automático. Dava para perceber sua cara de insatisfação e de tristeza. Ela escutava tudo que meus pais falavam sem questionar nada. Ela não sorria, não esboçava nada que pudesse tirar um pouco da tristeza em seu olhar. Fomos dormir. Mais uma vez me vi sozinho em nosso quarto. Antes dela começar à trancar à porta do quarto que ela está, eu ainda ia em seu quarto e tentava me aproximar dela. Eu sinto falta da mesma. E não sexo, é o amor que fazíamos, que sentíamos um pelo outro. Eu sempre acordava na madrugada procurando por ela. Sempre foi assim e quando ela decidiu não dormir comigo mais eu passei à sofrer de uma insônia anormal. Já me peguei várias vezes dormindo na porta do quarto dela, esperando que à mesma saísse e me visse. Visse que eu à quero mais que tudo, e que não importa à situação que me meti. O que importa que eu à amo mais que tudo na vida. Hoje era domingo. Levantei, à porta do quarto dela estava fechada. Deve aí está dormindo ou evitando me ver como sempre. Suspiro louco que isso acabe logo. Desço e encontro meus pais à mesa. - Sabah Alkhayr! Dou bom dia para meus pais, dando um beijo em cada um. - Sabah Alkhayr! Eles me respondem. Me sento. - Sua esposa já foi para casa da mãe dela? Mamãe questiona e eu franzo à testa. - Não mãe, ela ainda está dormindo. Falo e meus pais me olham. - Ela estava dormindo com você? Porque no quarto que ela foi dormir, ela não está. Suspiro. Não acredito que ela foi para casa da mãe dela. Droga. Me levanto. Porque vocês não dormem juntos? Olho para minha mãe que está aguardando uma resposta assim como meu pai. - Estava cansado demais ontem, então achei melhor ocupar outro quarto. Falo uma mentira, e não é estranho, já que na nossa cultura os homens costumam se isolar em outro quarto para descansar ou algo assim. Porém no meu caso, eu estava sendo obrigado à ficar afastado dela. - Espero que isso não seja sempre. Assim nunca teremos netos. Meu pai fala e eu pego o telefone de casa. Ligo para o celular dela e nada, resolvo ligar para Sawyer. Ele atende. - Minha esposa está na casa da mãe dela? Indaguei. Se tiver eu vou buscá-la. - Não Sr. Ela resolveu correu um pouco e agora está aqui sentada no pier olhando para o mar. Suspiro aliviado. - Tudo bem. Se ela quiser ir à outro lugar eu quero ser avisado. Digo e desligo. - Então? Mamãe pede olhando para mim. - Ela resolveu correr e daqui à pouco estará aqui. Falo me sentando. - Correr? Papai questiona - Sim pai. Aqui às mulheres e homens fazem caminhadas, correm, fazem exercícios para o corpo e Ana não é diferente. - Eu não sei como você pode permitir que ela faça coisas do mundo dela, sendo que ela deveria se atentar às coisas do nosso país, da nossa tradição. - Mãe, assim como ela me aceita do jeito que eu sou, eu também tenho que fazê-lo. Eu me casei sabendo todo os costumes dela. - Diferente dela, que não sabe nada dos nossos costumes. E vejo que à culpa é sua de não ter exigido isso dela. Papai fala e eu não estou nem aí para isso. Eu quero é consertar a merda que eu fiz no meu casamento. - Pode ser pai. Dou de ombros. - Eu espero que meus netos sejam criados dentro da nossa doutrina e não como ela foi criada. Por isso queremos que vocês vão morar lá. - Pai, eu já disse que vamos tirar férias e iremos passar um tempo perto de vocês. - Não queremos um tempo Christian. Queremos vocês dois perto. Queremos que ela aprenda sobre sua cultura, aprenda que ela como mulher de um muçulmano tem que cuidar do lar, cuidar dos filhos e cuidar do marido dela. Ela não pode continuar trabalhando. Às mulheres da nossa família não fazem isso. Trabalham em casa cuidando de tudo. Ela não sabe cozinhar, ela não sabe arrumar uma casa, não sabe fazer nada. Ela tem que aprender. - Mãe essas coisas para mim não vem ao caso. Tenho pessoas para fazer isso. - Enquanto você paga pessoas para fazer isso, ela se acha no direito de não aprender as coisas e ainda sair de casa para trabalhar. Suspiro dessa conversa. Meus pais são antiquados demais para entender que Ana tinha e tem uma vida aqui. Ela gosta do que faz e eu não pretendo tirar ela daqui. Eu só quero que nós dois vamos para Marrocos para ver se nos aproximamos. Ser eu resgato à mulher que tinha antes. Fora isso, ela não precisa cozinhar, não precisar fazer nada. Não dizemos mais nada e acabamos nosso café. Eu fui para meu escritório. Eu tinha que falar com Ethan sobre os novos funcionários do restaurante em New York. Queria que Ethan assumisse essa nova equipe, mas como ele disse, está apertado demais para ele. Seu restaurante já estava te dando muito trabalho e então ele iria contratar uma equipe boa para mim. Meu celular toca e vejo que Elliot. Estou cansado das desculpas dele. Atendo. - Espero que você tenha resolvido seus problemas e esteja me ligando para dizer que eu possa contar à verdade à minha esposa e tê-la de volta. - Christian eu estou em um problema maior ainda. Preciso que você se encontre com Kate para que eu possa vê-la. - Você ficou louco? Eu disse que não faria isso de novo. Não quero mais ver minhas fotos associadas à Kate. Digo me levantando com raiva. - Eu sei o que você disse, mas eu não tenho à quem recorrer, você sabe disso. Preciso de você. - Lamento, mas não farei desse vez. Meu casamento está uma merda. E para piorar nossos pais estão aqui nos cobrando um filho. Me fale, como vou poder dar netos à eles, sendo que Ana não deixa eu nem me aproximar dela para uma conversar? Tudo porque ela acha que eu tenho outra, sendo que é você que está traindo Gia. - Christian, você não pode me deixar na mão agora. Eu preciso conversar com Kate. O caso é sério. - Duvido que seja mais sério que o meu casamento. Mamãe me disse que Gia está grávida. Cuide dela. Larga essa aventura. Vira homem Elliot. - Kate também está grávida. Fecho meus olhos. Elliot é um i*****l. - Você tem ideia da merda que você fez? Tem ideia que se nossos pais ficarem sabendo você está na merda e ainda o nome da nossa família será jogado na lama. - Por isso preciso da sua ajuda. - Você ficou louco? Se eu for fotografado com Kate meu casamento já era Elliot. E se eu perder Ana, eu não vou te perdoar e nem vou me perdoar por ter decidido pela minha família e não pela minha esposa. - À barriga dela não dar para aparecer ainda Christian. Ela está de poucos meses. Eu só preciso conversar com ela. Por favor, é à última vez. Respiro forte. - O que você pretende fazer? Como você pretende resolver isso? - Eu não sei ainda. Vou conversar com ela. - Para você não se encrencar sugiro que você assuma Kate na nossa tradição. Nossos pais aceitaram Ana, então não vejo o porque não aceitar Kate. E outra, eles não vão querer um escândalo. Farão de tudo para abafar o caso. - Eu não sei. Não estou tão confiante assim. - Olha eu não sei porque e como você foi se envolver nisso. Achei que você estava feliz com Gia, ainda mais depois de ter tido duas meninas com ela, e agora vem o terceiro. - Eu gosto de Gia, mas amar mesmo, amo Kate. - Eu não quero ser você quando Gia souber. Ela sim pode acabar com nossa família e você não poderá fazer nada, nem mesmo criticá-la. Você está errado. - Eu não sei como resolver isso. - Pois ache um meio, porque essa será à última vez que vou te ajudar. Não farei parte disso mais. Falo firme. Elliot precisa crescer. Precisa aprender assumir seus erros. - Tudo bem. Eu vou marcar com ela. - Não pôr agora. Nossos pais estão aqui e eu não vou deixá-los aqui sozinhos com Ana. - Tudo bem. Assim que eles vierem embora me liga que eu marco com Kate. - Ok. Vou desligar. - Obrigado! - Não me agradeça Elliot. Eu estou puto com isso. Eu não queria me envolver e agora estou envolvido até o pescoço. - Deixa eu resolver o que vou fazer que você resolve sua vida com Ana. - Assim espero, e também espero que não demore. Desligo frustrado. Não quero mais nada para aplacar o fim do meu casamento. Eu tenho segurando Ana do meu lado até agora e quero continuar me agarrando à possibilidade da gente ficar bem. Fiquei no escritório até por uma hora e não fiz o que tinha que fazer. Estava mais pensando na minha vida com Ana e não conseguia pensar em outra coisa. Tinha medo que se ela visse Kate grávida, associasse isso à mim, e aí sim, meu casamento já era. Paro de pensar nisso, e vou para sala. Queria saber se ela já havia chegado. Cheguei na sala e deu para ver ela na cozinha cortando algo e escutando minha mãe. Vou até elas. - Bom dia Haya. Digo pegando um pouco de chá. - Bom dia! Ela me responde sem me olhar. - Estava falando para ela Christian que tomara que vocês tenha um menino de cara, e que Gia desse vez tenha um menino. - Tomara mãe. Falo e Ana não esboça nada. - Sua mãe vira para o almoço Ana? Papai chega perguntando. - Não. Ela tem convidados para o almoço. Tenho certeza que essa história é invenção, já que desde que essa história de traição começou, à mãe dela não vem aqui. - Que pena. Queríamos vê-la. Mamãe fala e Ana continua concentrada em cortar os legumes. - Filho, Ana hoje vai aprender à fazer o seu prato favorito. Couscous Royal. - Que ótimo mãe, assim vou poder pedir-la sempre para fazer para mim. Digo, mas minha mulher não esboça nada. Papai e eu deixamos às duas na cozinha e fomos para sala. - O que você fez com ela Christian? Meu pai questiona assim que sentamos. - Não entendi sua pergunta pai. Na verdade eu tinha entendido. Mas como falar com ele que fudir meu casamento da pior forma, e ainda nem é culpa minha. - Ela não é à pessoa que conhecemos à anos à atras e também não é à mulher que vimos depois que casaram. Ela não sorrir como antes, seu brilho no olhar sumiu. Então te pergunto de novo. O que você fez com ela? - Nada pai. Só tivemos uma briga por ciúmes. Minto. - Não é para menos. Às roupas que às mulheres usam aqui são muito chamativas. Elas não cobrem os braços, demonstram todo corpo da mulher e acredito que você deva ter realmente motivos para isso. Mas quero que você não fique com raiva disso. Demonstre à ela que você à ama. Quando foi que você deu uma joia para ela? Mulheres gostam disso. Sorrio. Meu pai compara às mulheres daqui com às do nosso país. Às mulheres de Marrocos são ligadas às Joias. Quanto mais elas tem, mais elas ficam felizes. E aqui, às mulheres não são ligadas à isso. Não que não presenteio ou presenteie Ana com Jóias, mas ela não se liga nisso. - Pode deixar pai. farei o meu melhor. Continuamos conversando meia hora depois minha mãe disse que o almoço estava pronto. Papai e eu fomos para à mesa. E novamente Ana respondia no automático o que meus pais perguntava. Depois do almoço nos recolhemos cada um para seu quarto e sabia que Ana iria se trancar no dela até mais tarde. Suspiro, pois eu não sabia mais o que fazer para ela ser quem era. Voltar para mim. Eu torcia que dessa vez Elliot fizesse o certo. Ele tinha que arrumar à bagunça que ele me envolveu e eu teria que arrumar um jeito de contar para Ana sem me encrencar mais ainda com ela.
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