CAPÍTULO 8

1965 Words
Eu era o homem mais feliz de todo o mundo. Nunca achei que encontraria longe do meu país o amor. Eu já estava conformado com o casamento arranjado pelos meus pais. Já sabia que assim como Gia foi escolhida para Elliot, meus pais já estavam em mente busca uma mulher para mim, porém em uma das minhas viagens para os Estados Unidos eu me apaixonei, posso dizer que foi amor à primeira vista. Naquela aula de culinária eu fiquei encantado por ela. Encantado pelo seu sorriso, pela sua espontaneidade. Eu estava e eu estou verdadeiramente apaixonado. Eu à queria para mim. Queria levá-la para Marrocos e apresentar à minha família, mesmo não sabendo qual seria à reação deles. Mas eu estava disposto à sair das regras, à deixar de lado às minhas tradições somente para tê-la para mim. E foi isso que fiz, antes de falar alguma coisa com meus pais, eu passei meses tentando conquistá-la, até ela me dizer um sim para namorarmos. Fora dos costumes da minha região, porque não namoramos. Eu vou conhecer à minha futura mulher quase perto de casar, e nesse caso não, eu estava conhecendo à mulher mais linda que eu poderia ter do meu lado. Posso dizer que Ana me deu uma canseira para podermos firmar um compromisso, mas quando isso aconteceu, eu vibrei, eu fui o cara mais feliz do planeta. Eu à amo desde o primeiro momento. Não iria desistir nunca, mas o problema maior foi voltar para casa e saber dos meus pais que eles tinham firmado compromisso com uma moça da nossa província. Eu não sabia o que fazer. Não queria mulher nenhuma que não fosse Ana. E também, ela não entenderia se eu fizesse às duas minhas esposas. Mesmo à contragosto, eu teria que arrumar um jeito de ir contra os meus pais.. E infelizmente foi isso que fiz. Disse que estava apaixonado por uma americana, e que eu não queria me casar com outra se não fosse Ana. Eles não concordaram, disseram que eu teria que seguir às tradições assim como meu irmão, porém eu disse que não dava Eu seria infeliz pelo resto da vida se me casasse com à mulher que eles escolheram para mim. Passei dias angustiado com isso. Fiquei em casa não querendo saber desse casamento arranjado. Passei semanas afastado dos Estados Unidos. Conversava com Ana por telefone ou via Skype. Mentia sim para ela dizendo que eu estava com muito trabalho, porém eu queria era resolver essa questão do casamento arranjado. Meus pais estavam firmes e queriam o casamento para ontem. Minha vida estava de cabeça para baixo, e eu não sabia o que fazer para convencê-los. Elliot como irmão mais velho me disse que não iria contra meus pais nunca, ele não poderia me ajudar com eles. O tempo estava passando e nada, e eu voltei para os Estados Unidos. Estava com medo de perder Ana de vez, e eu não queria isso de forma nenhuma. Estávamos envolvidos demais, eu estava amando cada momento com ela e não queria perder isso nunca. Porém eu sabia que tinha que voltar para Marrocos. Minha família me esperava. Então eu teria que ser mais taxativo com meus pais. Pela primeira vez na minha vida eu teria que ir contra meus pais. Eu nunca fui contra as decisões deles, mas eu não queria perder à mulher da minha vida por nada e nem por ninguém. Em Marrocos assim que cheguei meus pais já vieram me dizer que meu casamento aconteceria dentro de dois meses e então eu disse que não me casaria com à mulher que eles haviam escolhido para mim. Eles me falaram que não era decisão minha, e que eu só tinha que acatar. Falei com eles que tudo bem, mas eu não consumaria esse casamento. Me casaria com quem quer que seja, mas eu não iria consumar nunca esse casamento. Meu pai me ameaçou me deserdar, porém eu não estava nem aí. Eu não iria me casar com ninguém que não fosse Anastásia. Talvez se eles me deserdassem eu poderia viver nos Estados Unidos com Ana. Assim era meu pensamento. Mamãe tentou fazer minha cabeça, mas eu não iria arredar o pé. Mesmo eles falando que se cancelassem o casamento nosso nome iria ser ridicularizado na nossa província, e como meu pai é um dos mais reconhecido comerciantes em Marrocos, eles não queriam ter o nome da nossa família envolvido em nada. Eu também não, mas não tinha outro jeito. Então eles decidiram falar com à família da futura noiva e o casamento foi cancelado. Suspirei em alivio. Porém à cobrança para conhecer Ana foi demais. Eles me disseram que ela tinha que ser apresentada à família, isso se eu não quisesse que eles voltasse à procura uma noiva para mim. Então tratei de conversar com Ana sobre conhecer à minha família e para minha surpresa ela não se opôs. Viajamos em um final de semana para Marrocos. Meus pais ficaram meio assim com ela, mas não me importava. Eu estava feliz com ela. Logo depois que trouxe Ana embora e voltei, Meus pais queriam que o casamento acontecesse logo. Na nossa cultura não se enrola muito para se casar, na verdade à gente não namora. Conhecemos à garota praticamente no dia do casamento e assim levamos um relacionamento de conhecimento, de afeto e amizade. E o amor nasce com o tempo. Mas o fato é que eu já sabia o que daria essa conversa de casamento com Ana. Sabia que minha Haya, estaria disposta à levar nosso relacionamento ao extremo antes de casar e foi isso que aconteceu. Mesmo com toda minha insistência, com toda minha situação da tradição, com toda à minha explicação levamos o nosso namoro por dois anos. E aí sim casamos. Foi o dia mais feliz da minha vida. Casamos sob minha tradição, e por um lado eu achei ótimo, porque assim Ana não teria escapatória de mim. À gente nunca iria se separar, mesmo porque nada iria estragar às nossas vidas, pelo menos eu achei, porque minha vida virou de cabeça para baixa quando me envolvi em uma situação que nem é minha. Eu não esperava o que aconteceu, e tentei de todas as formas não me envolver, porém eu fui criado para está junto com minha família, seja como for, eu tinha que garantir que nada acontecesse para afetar minha família, porém o meu casamento foi afetado. Ana não acreditava mais em mim, depois da mídia soltar várias fotos com Katherine. Eu queria falar com Ana à verdade, mas eu não podia. O segredo não era meu, e também podia acarretar mais problemas do que já estou tendo. Ana se afastou de mim. Me pediu o divórcio por três vezes, mas na última eu fui e dei um fim à tentativa dela. Eu não iria abrir mão dela. Estava torcendo para Elliot resolver sua vida e toda à merda que ele se envolveu. Só assim eu poderia ter à minha mulher de volta. Sei que se nossos pais souberem ele está na rua e ainda pode ser julgado e condenado por traição. Eu fico feliz por Ana ser leiga nas leis do meu país, pois à raiva que ela está de mim seria fácil ela acabar comigo e com tudo que vivemos. Eu passei à tentar fazer à cabeça do meu irmão e também da minha mulher. Duas pessoas que estavam irredutível. Mas Elliot tinha que me tirar fora desse merda, ou meu casamento ficaria assim o resto da vida, e eu não estou afim disso. Quero minha mulher de volta. Quero minha vida feliz com ela de volta. Tudo se perdeu nesses meses e vamos fazer dois anos de casados. Meus pais vieram conversar com à gente, e eu sabia que à conversa não era saudade, mas sim filhos. Eles vêm me cobrando isso à muito tempo. Desde o primeiro ano de casado com Ana. Ela não sabe disso, mas todas à vezes que vou à Marrocos para olhar os negócios da família eles me cobram isso. Era meu sonho que Ana ficasse grávida, mas sei que da forma que estamos ela nem vai me deixar tocá-la. Tem meses que não à toco, m*l nos falamos, e quando nos falamos ela se mostra totalmente magoada e triste comigo. Quando se começou à falar de filhos, eu já esperava à reação de Ana. Mas não gostei da forma que ela tratou meus pais. No meu país os mais velhos tem total respeito. Não fomos criados para responder e nem desobedecer os mesmos. Devemos obediência, mas minha esposa não reconhecia isso e eu tive que colocá-la em seu lugar. Ela foi para casa da sua mãe, e eu não fico feliz com isso. À mãe dele me odeia desde quando entrei na vida de Ana. Nunca gostou de mim sem motivo algum e agora com essa situação que elas pensam que eu trair e estou traindo Ana, ela está me odiando mais. Tenho medo que Carla faça à cabeça da filha para arrumar outra pessoa. Eu morreria se isso acontecesse. Já era tarde da noite quando liguei para ela. À mesma tinha ficado de chegar até o jantar e não havia chegado. Liguei para ela e à mesma me disse que iria dormir lá. Não iria mesma. Eu não deixaria nunca ela dormir longe de casa. Bem ou não comigo ela tem que dormir na nossa casa. Falei que iria buscá-la como já tinha feito da última vez. E por isso que não gosto quando Ana vai para casa da mãe. Carla consegue colocar ela mais contra mim. - Você deveria ter aceitado se casar com à moça que escolhemos para você. Meu pai me tira dos meus pensamentos. Estávamos na sala bebendo um chá e toda hora eu olhava para o hall e para meu relógio para ver se Anastásia chegava logo. - Não começa pai. Eu estou feliz com à pessoa que me casei. Digo à verdade. Apesar dos nossos problemas, eu à amo e farei de tudo para voltar às nossas vidas. - Não parece. Nem você e nem ela. À cara dela então, não é à mesma de à um ano atrás. Vejo que ela está insatisfeita com algo. Não vejo vocês dois com o mesmo entusiasmo de antes. Mamãe fala e eu suspiro. Olho para o hall e Ana está chegando. Fico aliviado. - Que bom que você chegou Haya. Estávamos só te esperando. Digo me levantando e ela não diz nada. Vamos todos para à mesa e ela vem logo em seguida. - Como está sua mãe Anastásia? Mamãe questiona. - Com uma dor de cabeça, mas fora isso está bem. Carla inventou isso para fazer com à filha ficasse, mas eu não deixaria isso acontecer. - Que bom! Mamãe fala e ficamos em silêncio. Vejo meus pais olharem para ela, à mesma come em silêncio. Eu perdi à mulher alegre e falante que tinha. Eu estraguei tudo com ela. Amanhã estava pensando em cozinhar um prato que você adora Christian. Mamãe acaba com o silêncio. E Anastásia, você poderá me ajudar. - Me desculpe sogra, eu marquei de almoçar com minha mãe amanhã, já que não pude ficar para jantar. O que eu disse sobre à mãe dela querer tirá-la daqui à qualquer custo. - Você não faz questão nenhuma de ficar com à gente quando estamos aqui. Acredito que sua mãe possa vir almoçar com à gente. Sua família é à família do seu marido. Eu não aceito essa desfeita da sua parte. Meu pai fala e minha esposa não diz nada, mas sei que está com raiva. Tudo que ela quer é sair de perto de mim. E eu me condeno todos os dias por assumir um erro que não é meu.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD