Eu estava deitado na minha cama olhando para teto. Estava pensando em meios de sair dessa situação. Não queria me casar com Gia. Essa responsabilidade não é minha. Eu vou fugir daqui. Com pena dos meus pais virarem à cara para mim, mas eu não posso me casar com outra, sendo que já sou casado e muito bem casado. Amo minha mulher mais que tudo, e não pretendo perdê-la mais uma vez. Isso, eu farei isso. Parece uma atitude de adolescente, mas eu não vou pagar para ver meus pais tomando uma decisão errônea para minha vida.
Durmo pensando nisso. Eu não vou abrir mão da minha vida e da minha felicidade mesmo. Vou buscar minha mulher de volta para minha vida. Chega de pensar nos outros. No que os outros desejam para mim. Estava mais confiante.
Acordei, tomei um banho e desci com esperança de mudar a minha vida. Eu tinha que conseguir um novo passaporte. Hoje mesmo daria entrada em um novo sem papai saber. Espero que ele me perdoe algum dia pelo que vou fazer, mas não dar mais. Não posso ficar aqui esperando que Ana venha e me peça o divórcio. Não posso mais ficar esperando que meu pai me dê Gia para desposar.
- Bom dia filho. Minha mãe pede vendo abrindo à porta.
- Bom dia mãe!
- Você não vai tomar café? Ela pede intrigada.
- Tomo na loja mãe. Estou com muito trabalho e não quero perder tempo. Digo saindo, sem dar tempo dela falar mais alguma coisa. Quero resolver minha situação rápido. Não posso deixar eles desconfiados de nada.
Chego na loja e ligo para Taylor que está nos Estados Unidos. Peço à ele para arrumar um novo passaporte para mim. Peço à ele para fazer em total sigilo e mandar entregar aqui na loja do meu pai em Marrocos. Ele concordou com tudo e era só esperar para tudo desse certo.
Ligo o computador e mando mais um e-mail para Ana. Ela podia me responder, nem que fosse para me xingar, brigar. Pelo menos assim eu teria certeza que ela ainda pensa em mim. Que ela ainda está pensando se teremos uma nova chance. Bufo. Escrevendo o e-mail me declaro mais uma vez para ela. Ponho tudo para fora. Peço novamente desculpas pela minha falha. Peço desculpas por não ter agido certo com ela. E eu não vou cansar de pedir desculpas.
Depois de enviar e-mail me concentro no trabalho. Vou deixar tudo organizado para papai. Não quero deixá-lo sobrecarregado com nada. Não quero que ele tenha problemas aqui. O que eu puder fazer para manter à vida dele fácil na loja eu farei. Ele pode até contratar alguém para ajudar, mas sabendo com Carrick Grey é, não contratará ninguém. Ele é tradicional ao extremo para deixar uma pessoa estranha tomar conta dos negócios, mas acredito com meu afastamento, ele não terá muita escapatória.
Passei o dia trabalhando. Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto, porém me deparei com Gia alisando minha camisa, sentada na minha cama. Não é possível que Elliot tinha razão.
- O que você faz aqui Gia? Pedi com raiva.
- Estou começando à cuidar das coisas do meu futuro marido.
- Saia já daqui. Nunca mais entre aqui, se não quer que eu fale para minha mãe.
- Eu não sei porque você está nervoso. Vamos nos casar assim que nosso bebê nascer. Ela fala passando às mãos na barriga com maior sorriso. Louca.
- Pois eu não vou me casar com você. Ela sorrir mais.
- Vai, porque seu pai já falou que assim que eu ganhar esse herdeiro, nosso casamento será realizado. E não tem como você fugir.
- Vamos ver. Ela sorrir mais para mim.
- Vamos ver, porque qualquer coisa que você faça, não vai impedir nosso casamento. Se você tentar fugir, meu tio e meu pai vão te trazer de volta e nosso casamento será realizado, você querendo ou não. Ela fala indo para à porta. Há, tem homens do meu pai te vigiando para que nada de errado no nosso dia. O que?
- Você ficou louca? Falo e ela sai andando sorrindo. Droga. Grito com raiva. Como eu vou sair daqui? O que posso fazer? Mas eu vou correr esse risco. Não quero saber de nada. Nem Gia e nem ninguém. Só quero Ana, nada mais que ela na minha vida de novo.
Tomo um banho pensativo. Eu preciso de uma saída. Gia não pode conseguir o que ela quer. Eu não vou deixar isso acontecer mesmo. Acabo de tomar banho e visto minha roupa para jantar. Desço e todos estão à mesa. Me sento.
- Como foi na loja filho? Papai questiona.
- Foi bem. Me limito à dizer.
- O que você tem? Minha mãe indaga e eu olho para ela.
- Não está óbvio? Digo cansado disso tudo. Vocês me prenderam aqui. Anastásia não fala comigo, e ainda essa dai colocou pessoas vigiando meus passos. Falo apontando para Gia que nem sofre com que eu falo. Meus pais à olham e depois me olha.
- Primeiro, Anastásia não te responder, não é problema meu, e sim seu. Não mandei você fazer à burrada com ela. Segundo, não entendo o motivo de você está nervoso com que Gia fez. Você não irá sair daqui. Então não tem motivo para isso. E terceiro, Gia, nunca mais faça as coisas pelas minhas costas. Você continua sendo minha nora, mas eu posso esquecer isso e te devolver para sua família sem pensar duas vezes, e ainda tomando minhas netas de você.
- Desculpe sogro, mas eu estava querendo proteger o que será meu. Me levanto com raiva.
- Onde você vai? Meu pai questiona.
- Para meu quarto. Não quero saber dessa conversa. Falo revoltado com tudo isso. eu tinha uma vida perfeita à dois anos atrás, e agora tudo que tenho é meu mundo bagunçado.
- Espere. Meu pai fala e eu suspiro fechando meus olhos.
- Dê tempo à Anastásia. Ela precisa disso.
- Mais? Para que? Para eu perder minha mulher de vez? Indago com mais raiva.
- Não se preocupe com isso, afinal de contas você me terá como esposa.
- Eu prefiro me casar com você e te deixar viúva no mesmo dia, para que você seja isolada na casa das viúvas. Falo e Gia fecha à cara para mim. Saio sem dizer mais nada. Taylor tem que conseguir meu passaporte rápido. Não quero passar nem mais um dia aqui.
Passou se um mês e nada do meu passaporte ficar pronto. Já liguei para Taylor verificar, mas ele me disse que está havendo um atraso nas demandas de passaporte. Não é possível isso. Eu estava surtando. Fu trabalhar mais uma vez frustrado. Anastásia também não me respondeu. Nenhum e-mail, nada que eu pudesse ter esperança.
- Sr, sua mãe ligou da sua casa e disse que à Sra Gia foi levada para o hospital. Está entrando em trabalho de parto.
- E eu com isso? Pede minha mãe para achar o pai da criança. Não tenho nada haver com isso. Disse e Alana, me olhou sem jeito. Suspiro e olho para ela. Alana, me desculpe, mas eu não estou nos meus melhores dias. Obrigada pelo recado. Ela assentiu saindo. Alguma coisa poderia dar certo para mim? Ouço uma batida na porta e olho. José? Indaguei me levantando. Quanto tempo cara.
- Nem fale. Como você está? Ele pediu me abraçando.
- Bem e você?
- Estou ótimo. Fiquei sabendo o que aconteceu com Elliot.
- Aquele cara é um bastardo. Não vale à pena falar sobre ele. Digo me sentando.
- Ele foi totalmente i****a no que fez. Assinto.
- Mas me diz, o que te traz à sua casa de novo? Pedi, porque José é meu primo distante, e ele foi embora estudar fora aos quatorze anos, e só voltou para meu casamento e depois foi embora.
- Meus pais arrumaram uma noiva para mim. Ou seja sou o próximo Rodrigues à casar.
- Nossa, você está bem com isso?
- Estou ótimo Christian, eu já queria me casar, e outra eu posso casar com quantas eu puder sustentar, então estou super tranquilo.
- Que bom que você está tranquilo. Meus parabéns então. E quando será o casamento?
- Daqui uns dois meses à três. Dou de ombro.
- Vamos à festa então. Digo e ele sorrir mais.
- E à Sra Grey? Suspiro.
- Estamos separados, por culpa minha e também do i****a do Elliot.
- Corre atrás cara. Sua esposa é linda demais para você deixar sozinha nos Estados Unidos. Fico pensando em outro cara consolando minha mulher. Fecho minhas mãos com raiva dessa pensamento. Olha cara, eu preciso ir. Vou ficar aqui até meu casamento e depois viajo para Dubai.
- Vai levar sua esposa para Dubai?
- Vou. Os costumes de lá são quase iguais os daqui e ainda meu trabalho é lá.
- Entende. Espero que você seja feliz.
- Eu também. Mas também, posso solicitar outro casamento caso à primeira esposa não seja do meu agrado.
- Não case pensando nisso. Você pode se apaixonar por ela.
- Aí é outro caso, serei fiel à ela para o resto da vida, não tendo esposa, mas caso não me agrade. Lamento, mas teremos sim uma segunda esposa, terceira. Gargalho dele.
- Só você mesmo.
- Deixa eu ir. Aguarde meu convite. Ele aperta minha mão e vai embora. Tomara que dê certo.
Volto minha atenção para os papéis em minha frente. Fico pedido ali até dar à hora de embora. Mas antes recebi as mercadorias para serem organizadas na loja amanhã. Vou para casa pensativo. Se eu ligar para Carla e ela tiver mais ainda contra mim? Era à única chance de saber como Ana está. Mesmo meu pai me dizendo que ela está bem e que ela precisa de tempo, eu não posso ficar tranquilo. Ainda mais pelo que José falou. Pode ter algum i****a em cima dela para dar consolá-la. Para fazer por ela o que eu não fiz. Fazê-la se sentir em primeiro lugar, se sentir única. Droga.
Chego em casa e minha mãe estava na sala. Achei que ela estava no hospital com Gia e seu novo neto. Ela me olha triste.
- O que houve mamãe? Achei que você estaria no hospital com Gia e seu neto. Falo e ela bufa.
- Neta. Mais uma neta para mim e seu pai. Ela fala frustrada.
- Que pena mãe.
- Deixei ela com à mãe da mesma. Seu pai está super chateado. Não vamos ter um neto nunca? Nossa família é conhecida pelas mulheres, nem um neto que possa dar continuidade à nossa descendência?
- Fica calma mãe. Ala quis assim. Não vamos contra à vontade dele.
- Eu sei filho, mas é decepcionante. Nenhum neto até agora em três gestações? Não merecemos isso. Ela fala saindo da sala. Eu lamento, porque nossas famílias prezam muito um herdeiro menino. E se minha mãe está assim, imagina meu pai.