CAPÍTULO 21

1900 Words
Meus dias tem se tornado monótono, e triste. Ela não atende minhas ligações, não tem ido trabalhar e eu estou frustrado e ainda com medo do meu futuro, pois não sei o que meus pais estão pensando sobre o casamento com Gia. Eu prefiro morrer à casar com ela. Prefiro ser banido da família como Elliot foi à ter que me sujeitar à ser marido dela ou qualquer mulher. Bufo, porque à pressão da família de Gia já se fez presente. Seu pai apareceu na nossa casa exigindo que à filha dele tivesse um marido, e que nesse caso fosse eu. Tinha que honra as tradições e casar com à esposa do meu irmão escorraçado. Sair do jantar puto. Eu não quero isso. Tenho certeza que se isso acontecer, eu posso dar adeus à qualquer chance de resgatar meu casamento. Ana sempre foi clara em dizer que não aceitaria me dividir com outra mulher, e eu concordo com ela, mesmo sendo um costume do nosso país, eu jamais queria outra mulher no nosso meio. Passo às mãos no rosto cansado. Tenho vindo para o mercado trabalhar, Na verdade afundar à minha cabeça no trabalho para não ficar pensando muito na minha vida miserável. Eu não sei mais como falar com ela. Não sei mais como vou fazer para falar com ela. Olho para o computador à minha frente e tenho uma ideia de mandar um e-mail para ela. Talvez ela leia e veja o quanto estou arrependido e o quanto à amo. Apesar de todo m*l que fiz à ela, eu à amo mais que tudo. Começo à escrever o E-mail demonstrando à ela o que sinto e que neste momento estou arrependido de tudo que fiz à ela. Que se pudesse voltar no tempo eu não teria escolhido à minha família, mas sim ela. Teria colocado ela em primeiro lugar, porém eu não posso voltar no tempo. Agora eu teria que erguer à cabeça e tentar consertar à burrada que fiz. Porém não sabia como, pois estava afastado dela e isso estava me matando. Estava me deixando triste e desesperado de perdê-la para sempre, e era uma coisa que eu não queria. Não quero ver minha vida sem ela, não quero pensar que tudo acabou. Mesmo que ela não queira falar comigo, eu mandaria um e-mail todos os dias para ela ter certeza que eu à amo e nunca vou esquecer da mesma. Fecho meus olhos sentindo toda dor de estarmos tão afastados. Eu à amo, quero ficar com ela. Do nada escuto um rompante na minha porta. - Você ficou louco? Pedi à pessoa, porém ela tira o boné e se revela. Elliot? o que faz aqui? Indaguei com raiva e surpreso, por ele ter conseguido passar pela segurança da loja. - Que pergunta i****a Christian. Eu estou atrás de você tem tempo e você nada. Está me ignorando, não quer falar comigo, porém eu preciso de você e você me ajudará. Gargalho dele. - Nunca mais eu vou te ajudar, então sugiro que você saia daqui, antes que papai chegue. Ele me dar um sorriso de canto. - Papai não vem à loja à anos, portanto não tenho com que me preocupar. Isso era verdade, mas não dava o direito dele entrar aqui assim. - Eu não quero saber Elliot, só quero que você vá embora. - Eu não vou. Preciso de dinheiro para tirar um novo passaporte com meu nome de bastardo. Preciso de dinheiro para poder me sustentar, e você vai me dar. - Não te darei nada. Eu não tenho obrigação disso. Ele sorrir e me olha com raiva. - Está se sentindo né? Está gostando de ser o filhinho único? O adorado, que pode tudo? Ele fala zombando e eu não estou entendo onde ele quer chegar com isso. Você sempre quis meu lugar não é? Estava louco para ser o primogênito. - É o que você acha? Indaguei olhando firme para ele. - Eu tenho certeza. Nossos pais sempre apoiou você. Quando você me disse que estava namorando uma estrangeira, eu achei que você fosse banido, fosse obrigado à casar com à mulher que eles escolheram assim como eu, mas não, o filho preferido conseguiu se casar com quem queria, e eu, o primogênito fui obrigado à casar com uma mulher que te amava. Franzo à testa. Não se faça de bobo. Você sabe que Gia sempre foi louca por você. Quantas vezes eu transei com aquela maldita, e ela chamando por você. Minha vontade era de devolvê-la. Minha vontade era de jogá-la na rua por me expor ao ridículo. - Você é louco. Indaguei me levantando. - Agora eu sou louco? Tenho uma mulher que ama meu irmão e agora sou louco. Vem me dizer que ela está triste por perder o marido? Vem me dizer que ela está chorando horrores pedindo por mim? Ele balança à cabeça em negação sorrindo. Não está, porque tenho certeza que com isso ela vai querer se casar com você, e pela nossa lei ela vai conseguir. - Não se depender de mim. Digo firme. - Claro, esqueci que você é o bonzão, o cara que consegue tudo do papai e da mamãe. Ele fala zombando. - Elliot, nem se Gia fosse à última mulher do mundo. Eu não vou me casar com ela, mesmo se nossos pais me obrigarem. - É mesmo? E vai fazer o que? Vai querer ficar na rua igual eu? Vai querer passar o que venho passando esses dias, sem nada para comer. Às pessoas te olhando feio, porque à nobre família Grey expulsou um indigno de casa? Não, você não vai querer passar por isso. Dou um meio sorriso para ele. - Elliot, diferente de você, eu tenho fortuna própria. O filhinho de papai aqui, como você acabou de denominar, não precisa de um centavo do papai. Então se ele me deserdar, fazer o que fez com você, eu vou continuar vivendo minha vida. Vou continuar proporcionando à minha esposa uma vida cheia de regalias e conforto, portanto eu não tenho medo do que possa me acontecer se eu for escorraçado. - Não me interessa mais nada. Eu só quero dinheiro para sair desse país e poder reconstruir à minha vida com Kate. - Até nisso você mentiu para ela? Falo lembrando que ele não pode deixar o país, ele está exilado aqui. - Não te interessa minha vida. Me dê dinheiro logo. Me sento despreocupado. - Eu não farei. Não quero ser preso por te ajudar à sair do país. Você sabe que você está exilado aqui e não pode sair. Digo e ele me olha com raiva - Você não vai fazer isso comigo. Ele fala vindo para meu lado e me pegando pela camisa. Você tem por obrigação me ajudar, e se não fizer eu acabarei com você. Suspiro forte e dou um soco no abdômen dele. Ele cai de dor. Seu miserável. - Miserável eu? Não seu porco imundo. Você é o miserável aqui. Eu te ajudei, ferrei com minha vida por sua causa. Estou preso aqui por sua causa, mas você não agradeci isso né. Você só queria me ver no inferno. Ele começa à rir, à dar gargalhada e eu fico estático. Ele está louco. - Eu queria ver você na lama seu i****a. Queria você aqui no meu lugar. Franzo à testa. - Porque isso? Grito não entendendo nada. - Como disse, nossos pais faziam tudo para você. Eu não te ajudei com papai quando você me disse sobre à estrangeira, porque queria que você se ferrasse com um casamento arranjado que nem o meu. Eu queria que você fosse deserdado, queria que papai te condenasse por querer assumir uma mulher fora das nossas tradições, mas ele não fez. E quando eu comecei à me envolver com Kate, e te chamei para me ajudar, queria que você se ferrasse ainda mais. Se não fosse à burra de Kate confirmar para nossos pais sobre eu e ela, deixaria sua mulherzinha e nossos pais pensando que era você que tinha assumido um caso fora das nossas tradições. Vou para cima dele com tudo. Começo à socar à cara dele. - Seu maldito, quem é você? Que monstro é você? Sempre fiz as coisas por você, sem me importar à quem estava ferindo. Eu ferir à quem mais amo por você, por querer que você tivesse à mesma felicidade que eu. Por querer que você tivesse com Kate o mesmo que eu tinha com Ana. Porém, vi que você não merece nem Kate. Ela é mais uma vítima sua. E por mim você se afundará aqui. Eu não vou te ajudar. - Se você não me ajudar, eu vou arruinar você. - Fique à vontade i****a. Falo pegando ele pega camisa. Você já conseguiu isso. Não é à toa que estou aqui olhando para sua cara de merda. Falo jogando ele para fora da minha sala. Não me procure mais, porque se você entrar aqui ou até mesmo aparecer na minha frente chamarei à polícia para você. Bato à porta com força. Droga, Droga, Droga. Grito com raiva. Não é possível, tudo por nada. Ahhhhh. Grito com mais ódio ainda. Como pude me deixar levar por ele? Como não percebi como ele era? meu pai tinha razão em dizer que Ana deveria ter sido colocada em primeiro lugar. Ele tinha razão em dizer que nada adiantou eu esconder tudo deles e de Ana. Minha vida estava na lama, e tudo porque fui i*****l demais por confiar e acreditar no cara que se dizia meu irmão. Sangue do meu sangue. Maldito, porco imundo. Falo batendo a mão na mesa. Passo às mãos no rosto mais agoniado ainda. Se eu não recuperar Ana e nosso casamento, eu vou me condenar para o resto da vida. Passo o resto do dia chateado com tudo que ouvir. Quase não conseguir trabalhar. Eu só pensava nas palavras de Elliot. Só pensava que ele queria me arruinar, só queria acabar de vez comigo e conseguiu, mas eu vou lutar, farei o possível e o impossível para ter Ana de volta. Pego minhas coisas e vou para casa. Queria somente afundar no meu quarto e pensar em como ter Ana de volta. Fui andando até em casa e quando cheguei já ouvir à voz de Gia. Fechei meus olhos pensando sobre o que Elliot falou. " Gia sempre gostou de você". Balanço à cabeça em negação. Se isso é verdade, lamento para ela, mas à mesma não terá nada comigo. Antes, eu mesmo sumo daqui. Entro e ela está falando com meu pai. - Sogro, eu preciso de uma posição. Se Christian não casar comigo, eu vou aos tribunais com meus pais. E não pense que é uma retaliação, ou até mesmo uma chantagem da minha parte, mas é um direito meu ter um marido. - Tudo bem Gia, vamos fazer o seguinte. Você vai ganhar meu neto, depois que você ganhar meu neto, vamos sentar você, sua sogra, Christian e eu para conversarmos sobre isso. Fecho meus olhos sentindo que isso vai contra mim. Ele vai querer que eu case com ela, mas eu não vou nem fudendo. Passo pela sala indo direto para o quarto. Gia me ver e sorrir à toa. Nem ligo para à mesma. Ela e Elliot não vão conseguir ferrar ainda mais comigo.
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