Durante à semana levantava cedo para fazer meu trabalho. Já deixei tudo encaminhado com Leila, e assim pude ficar tranquila na construção do shopping.. Almocei algumas vezes com Mia e Ethan e até mesmo fui ver meus priminhos lindos. Eles eram muito fofos. Ficava pensando se minha situação com Christian não fosse essa, se estivéssemos bem, poderíamos pensar em aumentar à nossa família, porém nada disso é e será possível. E vejo também que se ele não me dar o divórcio, eu nunca poderei ser mãe. Suspiro.
Hoje era sábado e era hora de ir embora. Levantei cedo e arrumei minhas coisas. Ontem mamãe me ligou dizendo que tinha chegado da sua viagem, então iria para lá. Sair do quarto e já fui para à sala com minha mala.
- Estava te esperando para tomar café. Suspiro.
- Eu já vou embora para Seattle. Digo pegando na maçaneta da porta.
- Eu vou com você. Nosso avião já está à posto para quando à gente fosse embora. Reviro meus olhos e não digo nada saído.
- Haya, não. Você não vai sem mim. Ele fala me segurando.
- Me larga Christian. Eu vou sim. Já comprei à passagem.
- Vamos juntos para casa. Ele fala sério, e eu suspiro forte.
- Você não cansa? Não cansa de me humilhar mais ainda? Pedi com raiva.
- Meus pais estão na nossa casa.
- Há claro, eles ainda não sabem que você tem uma amante? Como? Não leem jornal? Indaguei com raiva.
- Por favor Haya.
- Para de me chamar de Haya. Droga
- Eu vou pegar as minhas coisas e já vamos.
- Estou te esperando no carro lá embaixo. Falo chamando o elevador. O segurança pega minha mala.
Fico no carro em silêncio esperando por ele. Merda. Agora tenho que ficar fingindo para os pais dele que está tudo bem sendo que não está. Eu tenho meses que não os vejo. Da última vez que ambos estiveram aqui eu estava em um projeto em Washington, onde m*l pude dar atenção para ambos. Chegava em casa tarde e saia cedo. Eles reclamaram muito de mim. Até ouvir eles dizerem para Christian que eu era uma mulher e às mulheres da família não trabalhavam e que eu entrei para família deles tinha que respeitar o costume deles. Nem morta. Ainda mais agora, que à minha distração é somente meu trabalho. Eu nem dei ouvidos e nunca darei. Amo o que faço, tenho minha carreira e não abro mão dela por nada.
- Podemos ir. Nem olho para ver que Christian entrou no carro. Eu não quero que meus pais vejam que não estamos bem. Sorrio e olho para ele.
- Porque? Me diz porque você não aproveita que eles estão e diz que você tem outra? Assim nós dois paramos com esse teatrinho de merda e você me deixa livre.
- Eu já disse que do meu lado você não sai. Você pode fazer o que você quiser, vamos continuar assim até você me dar uma chance de me redimir.
- E se eu resolver descer ao seu nível e fazer o mesmo que você está fazendo comigo? Ele puxa meu braço com raiva.
- Escuta bem Haya, você nunca terá outro na sua vida. Não ouse à me desafiar desse modo, porque eu seria capaz de te levar embora desse país te manter em Marrocos.
- Me larga que você está me machucando. Digo me soltando dele com raiva.
- Não ouse dizer isso novamente se não quer sofrer as consequências.
- Você não tem direitos sobre mim. Você não pode fazer o que você quiser comigo. Digo firme. Ele me dar um sorrisinho.
- Haya, Haya, você não sabe o que posso fazer com você que é minha esposa. Se precisar eu vou fazer valer as leis do meu país no seu país. Eu não teria problema nenhum em te tirar daqui.
- Contra minha vontade? Indaguei em desafio.
- Experimentar dizer para mim que vai arrumar outro homem que você vai ver o que eu farei. Viro minha cabeça para janela e deixo lágrimas rolarem. Eu me casei com à pior pessoa que eu poderia casar. Era sempre assim, nossas brigas eram intensas, ele não dava o braço à torcer e eu ficava mais chateada do que já estou.
Fomos o caminho todo em silêncio. Eu só queria chegar em casa e me trancar no meu quarto e dormir o resto do final de semana. Chegamos no aeroporto e já entrei no avião após sair do carro. Me sentei e coloquei o cinto.
- Mandei preparar o café para gente. Finjo não escutar e continuo olhando para fora. Porque não podemos deixar o passado e pensar no futuro? Ele é hipócrita demais. Vamos passar por cima de tudo e dar continuidade à nossa vida juntos. Jamais. Ele suspira. E mais uma vez o silêncio se faz presente. Fechei meus olhos. Nossa relação virou uma falsidade. À minha desconfiança estragou minha vida, estragou meu prazer nesse casamento. Eu o amo, amo muito ainda, e é isso que me deixa mais com raiva. Porque já era para tirá-lo do coração. Ele não merece está aqui na minha mente e no meu coração.
Em Seattle fomos direto para casa. Durante o voo ele tentou conversar, mas eu não queria nem ouvir à voz dele. Assim que chegamos em casa, sair do carro depois que um dos seguranças abriu à porta. Christian agarrou meu braço me fazendo olhar para ele.
- Por favor, não quero que eles percebam à nossa situação.
- Você quer o que? Quer que eu sorria? Me mostre feliz? Não farei. Não vou fingir nada para livrar à sua pele dos seus pais ou para quem quer que seja.
- Eu não quero que você me livre de nada. Você não sabe o quanto lamento pela nossa situação. Não sabe o quanto me dói vê-la tão triste comigo. Eu me culpo todos os dias pelo que fiz à você e por ter estragado nosso casamento, porém meus pais não precisam saber disso. Eles não tem ideia do que eu fiz, e não sei o que aconteceria se eles soubessem, portanto estou te pedindo para não falar nada. Respiro fundo.
- Eu teria vergonha mesmo de ter que revelar aos meus pais que agir como um cafajeste. Eu não falarei nada. Não é minha obrigação. Que você resolva com seus pais. Digo me virando para subir. Assim que cheguei na sala Grace e Carrick estavam na sala sentados tomando o chá de sempre.
- Que bom que vocês chegaram. Achei que iriam chegar depois do almoço. Grace fala se levantando. Salaam Aleikum. Ela fala me abraçando.
- Com vocês estão? Indaguei
- Ótimos. Viemos porque estávamos com saudades. Carrick fala me dando um beijo na testa. Filho. Ele abraça seu filho. Salaam Aleikum.
- Salaam Aleikum. Christian diz.
- Vocês dois parecem abatidos? Está tudo bem? Grace questiona olhando para mim e Christian.
- Estamos sim mãe. Só estamos cansados da viagem.
- Que bom. Dar tempo de vocês descansarem antes do almoço. Ótimo. Essa é à brecha para eu subir e não ter que encarar eles.
- Eu vou subir para tomar um banho e descansar. Digo. Fiquem à vontade. Peguei minha mala e subir para meu quarto. Tranquei à porta e me joguei na cama. Queria somente dormir ou até mesmo ir para casa da minha mãe, apesar de me sentir sufocada aqui e na casa da minha mãe. Ela sempre joga na minha cara esse casamento de merda.
Meu apto eu vende assim que casei com Christian. Ele me perturbou tanto antes de nos casarmos que eu aceitei vender, e assim que voltei de lua de mel eu vende. Hoje estou encurralada. Se eu comprar outro ele é capaz de não me deixar mais em paz. Ele transformaria minha vida em um inferno, mais que já faz.
- Ana, que isso? Que monte de flores são essas? Hanna chega na minha sala gritando. Estava sorrindo lendo um dos muitos cartões que tinha nas flores.
- Christian. Digo simplesmente sorrindo.
- O cara está realmente encantado por você. Sorrio mais. O nosso jantar no sábado foi muito bom. Eu só não aceitei namorar com ele. Ainda era muito cedo para isso. À gente m*l se conhece e hoje, em plena segunda feira ele está aqui me pedindo de novo para namorar . Em todos os cartões tem escrito namora comigo na língua dele e na minha. Mas eu não quero entrar de cabeça assim. Temos que nos conhecer mais.
- Agora eu acho que vou ter que colocar essas flores nas outras salas do escritório. Ele encheu minha sala de flores
- Não vou ligar de ter uma na minha mesa. São tão lindas e cheirosas. Assinto sorrindo.
- Pode levar então, porque não posso ter esse monte de vasos de flores aqui. Ele exagerou. Um apto soa e olho para meu telefone. Era uma mensagem dele. Me sento sorrindo.
" Eu não vou desistir do meu sim Shieae Alshams. Passa o tempo que passar eu quero você para mim".
Lembranças que me deixam mais triste. Eu tinha mesmo que parar de pensar na minha vida antes de me casar. Às vezes parando de pensar nos momentos bons poderia me trazer menos sofrimento. Talvez eu deixasse de amá-lo de vez. Me levanto para tomar um banho. À tarde iria ver à minha mãe. Já tinha um mês que não nos víamos, e ela estava com saudades. Ela desde o dia que soube o que Christian estava fazendo, não vem à essa casa, então, eu toda vez vou na casa dela.
Assim que sair do banheiro, escutei uma batida na minha porta. Estava de roupão, e fui atender. Abrir à porta dando de cara com Christian.
- O almoço está pronto. Ele fala e eu assinto fechando à porta. Vou até o closet e visto um vestido longo e calço uma sandália baixa. Faço um coque bagunçado no meus cabelos e desço. Todos já estão à mesa.
- Anastásia, tem certeza que você está bem? Está magra demais. Até pálida. Grace questiona me olhando.
- Estou ótima sogra, melhor impossível. Falo para benefício do meu marido traidor.
- Você pode está grávida. Grace diz com uma esperança na voz. Elevo minhas sobrancelhas.
- Não estou. Digo simplesmente.
- E vocês não acham que está na hora? Elliot e Gia já estão com dois filhos, indo para o terceiro.
- Gia está grávida? Indaguei lembrando da minha cunhada. Ela só pensa em ter vários filhos do meu cunhado. Conversar com ela é um saco, porque só podemos conversar sobre filhos e à maternidade que fez bem à ela.
- Sim. Está grávida do terceiro Grey e você nada. Acredito que já chegou à hora de vocês não?
- Não. Digo e sinto os olhares deles sobre mim.
- Porque não? Carrick questiona meio irritado pela minha resposta. Vejo ele olha para Christian.
- Ana tem alguns projetos de trabalho pai, então resolvemos que ela terminaria os projetos dela primeiro para depois pensarmos em filhos. Sorrio da mentira dele.
- E quanto tempo vai durar isso? Grace indaga e eu suspiro.
- Não sabemos. Christian continua.
- Christian você entende à responsabilidade sua e do seu irmão para nossa província né? Você está casado à quase dois anos e nada de um filho. Não viemos aqui somente por saudades de vocês, mas também falar do que somos cobrados como família prestigiada no nosso país. Você já se casou fora das nossas tradições. Carrick fala olhando para mim, mas eu nem me abalo. Se quiser pode levar o filho deles de volta. Veio morar em um país que não é o seu, e agora não pensam em ter filhos. O que está havendo com você? Como minha comida como se nada fosse comigo.
- Já disse o que está acontecendo pai. Talvez se ele me deixar livre à amante possa lhe dar filhos. Só o pensamento faz meu coração doer.
- Não acho que isso seja o problema. Grace fala olhando para mim. Por acaso você é seca? Olho para ela sem entender.
- Seca? Indaguei sem saber o que ela quis dizer.
- Sim seca. Você não pode ter filhos. Ela afirma e eu dou de ombros.
- Devo ser. Digo como forma de afronta.
- Haya. Christian me repreende.
- O que? Foi sua mãe que disse que eu sou seca. Grace me olha com raiva.
- Você foi ao médico para saber? Carrick indaga nervoso.
- Não.
- Então temos esperança que você possa dar um herdeiro à nossa família. Carrick continua e eu não digo nada.
- Eu vou ao médico aqui com você. Grace fala e eu sorrio.
- Como é que é? Pedi sem paciência.
- Isso mesmo que você ouviu. No nosso país é normal às sogras irem ao médico com às noras para saber se elas são secas.
- O problema sogra que eu não vou à médico nenhum, como meu marido disse concordamos em não termos filhos agora.
- Isso não pode ser um acordo entre vocês, não envolve só vocês. Nós deveríamos ter sido consultados. Onde eu fui me meter. Quando você casa com um muçulmano casa também com à família dele. Não era nem para vocês terem vindo morar aqui. Você não era para está trabalhando. Às mulheres da nossa família e que entram na nossa família tem que cuidar da casa e do marido. Tem que dar filhos à eles. Grace se exalta.
- Lamento sogra, eu cresci em um ambiente que minha mãe trabalhava. Meu pai morreu antes mesmo de eu nascer, então minha mãe teve que me sustentar. Teve que trabalhar para aumentar sua fortuna e para que eu pudesse ter uma carreira um dia. E cá estou eu. Essa foi à educação que recebi.
- Porém você se casou com meu filho. Deveria ter se adequado aos nossos costumes. Carrick fala.
- Pai, por favor. O Sr mesmo disse que tudo tem hora, e não é hora de termos um filho.
- Besteira. Gia já estava grávida com cinco meses de casada com seu irmão, agora você tem quase dois anos e nada? Sua mulher deve ser seca.
- Mas porque eu que devo ser seca? O problema pode ser do meu marido. Todos eles me olham revoltados, e Christian fecha seus olhos suspirando forte.
- Você está jogando à culpa no seu marido? No meu filho? Grace pede se levantando com raiva. Christian, você ouviu isso? Essa mulher está colocando à culpa em você? Como ousa? Se você não for ao médico comigo vamos te devolver para sua mãe. Olho para ela elevando minhas sobrancelhas. Me levanto.
- Faça como quiser. Eu não irei à lugar nenhum. Quero dizer, vou sim. Estou indo agora para casa da minha mãe. Ela chegou de viagem e eu quero vê-la. Vou andando. Há, marido, caso à decisão for unânime em me devolver, pode mandar as minhas coisas para casa da minha mãe, ela terá o maior prazer em me receber de volta. Digo sorrindo e Christian fica com uma cara de raiva. Escuto Grace ainda falando que Christian não poderia admitir isso. Que ele era meu marido e tinha agir com pulso firme comigo. Coitada. Ela não sabe que para mim ele pode me devolver à hora que quiser, eu não irei achar r**m. Esse casamento já deixou de existir à muito tempo.