CAPÍTULO 14

2671 Words
Eu ainda estava olhando para ela sem entender o que ela queria comigo. Não era possível que de todas as humilhações que Christian já estava me fazendo passar, eu teria que passar por essa. Ele não tem nem um pingo de respeito por mim. Respiro fundo. - Bom dia! Meu nome é Katherine Kavanagh, me recomendaram o seus serviços. - Recomendaram meus serviços? Indaguei ainda sem entender o que à amante do meu marido quer comigo. - Sim. Você não é Anastásia? - Sim Anastásia Grey. Digo e ela me olha estranho. Claro deve ter associado o sobrenome do cachorro maldito que está com ela. Algum problema? Pedi olhando para ela. - Não. É só porque esse sobrenome não é muito visto. Deve ser porque ele é único. Penso comigo. - Então? Eu não estava com paciência para ela. Queria que à mesma me falasse logo o que quer comigo. Tenho até medo que ela venha me cobrar que eu saísse da vida do maldito do meu marido. - Posso me sentar? Ela pede tirando seu casaco e revelando uma barriga avançada. Meus olhos enchem de lágrimas. Ele não poderia ter feito isso comigo. Eu dei várias oportunidade para ele e eu saímos bem dessa situação porém, ele ainda quer acabar mais comigo. Respiro fundo. Você está bem? Ela pede olhando para mim e eu ainda estava paralisada com à barriga dela. - Você está de quantos meses? Indaguei triste. Ela abre um maior sorriso. - De cinco meses. É um menino. Eu gostaria de ser forte, de encarar isso como o fim de tudo, mas eu não consigo. Deixo as lágrimas caírem. Ele acabou comigo, e eu o que posso fazer diante disso. Você realmente está bem? Limpo minhas lágrimas de levantando. - Sim. Suspiro forte. - Então eu estou me mudando para Seattle, e quero uma casa bem ampla, arejada. Queria que essa casa fosse desenhada e feita o mais rápido possível. Meu coração só podia ficar pequeno com essa informação. Então ela estava se mudando para ficar mais perto dele? Suspiro triste com à constatação que nosso casamento foi à pior escolha da minha vida. - Entende. E você vai morar sozinha? Família? Ela sorri amplamente. - Eu tenho um namorado em Marrocos. Na verdade, ele está para se divorciar e vai morar comigo aqui, e também nosso filho. Fico chocada olhando ela alisar à barriga dela. Ele não pode ter feito isso comigo. Quero dizer, ele não tem nenhum pingo de respeito por mim mesmo. Não se importa com nada. Mais lágrimas escorrem meu rosto. Você realmente está bem? Olho para à loira à minha frente. - Não, eu não estou bem. Prefiro que à gente converse em outro momento. Digo me levantando e pegando minha bolsa. Ela fica me olhando sem entender. Hanna. Chamo minha secretária. Hanna aparece e me olha preocupada. - Você está bem? - Não, não estou me sentindo bem, mas quero que você agende novamente um horário para à Srta Kavanagh. Digo e à loira pega seu casaco e se veste me olhando sem entender. Será que ela não sabe que eu sou à outra, à esposa que está sendo enganada da pior forma. E pior sabe que ele está fazendo ela de boba também, porque ele não me dar o divórcio. Ele mentiu para ela dizendo que iria se divorciar. Para mim não tem divórcio, mas para ela tem? Essa situação não pode continuar assim. - Pra quando? Limpo ainda minhas lágrimas. - Converse com ela e veja o dia melhor para ela. Falo e à Loira sorriu amável para mim. É muito para minha cabeça. - Eu vou ficar em Seattle até o final de semana, tenho todo tempo que você quiser. Pode marcar que eu venho. Eu só não quero deixar de confirmar seu excelente trabalho. Isso é uma ironia amarga. Bem amarga. - Ok. Hanna, agende com ela e você me liga mais tarde para eu ficar à par do dia. Falo saindo limpando meus olhos. Eu estava atordoada. Não sabia o que fazer diante de toda essa situação. Já era demais ter que conviver com à dor de ser traída, e agora mais essa. Um filho. Um menino que tanto Grace e Carrick sonham. Sawyer me ver e já vem para meu lado. - À Sra está bem? Ele indaga abrindo à porta para mim. - Só me leve para casa da minha mãe. Digo entrando no carro. Eu não sou m*l educado. Sempre tratei os seguranças bem, mas hoje minha cabeça não está das melhores. Eu só queria ter um buraco para me enfiar e ninguém me encontrar nunca mais. Ele conseguiu me ferir mais ainda e da pior forma. Chego na casa da minha mãe chorando mais. Sei que não deveria ter vindo aqui, porque ela sempre vai jogar meu erro na minha cara, mas também, ela sempre foi meu apoio, sempre esteve comigo, apesar de não concordar com minhas decisões, ela é meu apoio. Entro com minha chave. - Mamãe? Grito angustiada. Mãe. - Oi meu amor. Ela vem da cozinha sorrindo, mas seu sorriso morreu ao ver meu rosto. O que foi Ana? O que foi aquele i*****l fez com você? Ela me abraça. - Ele acabou comigo de vez mãe. Ele engravidou à amante. - O que? Ela fica chocada e me solta. Eu disse que ele não prestava. Cafajeste de merda. Você vai pegar suas coisas agora na casa dele, quero dizer. Não precisa pegar nada. Você não precisa de nenhuma roupa ou objeto pessoal daquela casa. Ela suspira e eu me sento chorando. Ela vem até à mim e me abraça. - Eu sinto muito meu amor. Faria qualquer coisa para você não está passando por isso. - Me dói muito mãe. Tentamos uma conversar e ele não quer o divórcio. - Ele sabe que você sabe do bebê? - Não. Uma ironia do destino. À mulher foi no meu escritório me contratar para fazer uma casa para ela aqui em Seattle. - Como é que é? - Eu devo ter jogado pedra na cruz mãe, porque meu casamento é uma merda. Meu marido preferiu me trair e agora à amante vem esfregar na minha cara que ambos estão felizes e terão um filho. Eu devo ser à pior pessoa do mundo por está passando por isso tudo. - Não é minha linda. Aquele homem não soube te valorizar. Não soube ver o quanto você é importante e especial. Não se rebaixe para ele Ana. Parar de sofrer por ele, porque ele não merece. - Eu sei que não merece mãe, mais isso dói. Eu tinha uma vida bonita antes dele. Nunca pensei que me apaixonaria tanto por ele, à ponto de me deixar me humilhar dessa forma. - Vem cá. Deita aqui. Ela fala me puxando para o sofá. Deito minha cabeça no colo dela e ela começa alisar meus cabelos. Nunca quis que você sofresse dessa forma. Promete ao seu pai que eu seria sua força e fortaleza. Promete à ele que esses olhos seriam só de brilho e agora vejo que eu não fiz o certo. - Você não tem culpa das minhas decisões mamãe. Eu só queria entender o porque ele fez isso comigo. - Porque ele não presta. É um merda de homem. Infeliz. Ela suspira forte. Não vamos falar mais dele. Sobe para seu quarto e descansar. Renove suas forças amor. Você vai precisar muito para bater de frente com ele e colocá-lo em seu lugar. E se tiver que ir à Marrocos brigar pela sua liberdade, nós vamos juntas. Vamos acabar com essa palhaçada de vez. Me levanto limpando meu rosto. Eu preciso mesmo dormir e acordar desse pesadelo. Vou para meu antigo quarto e me deito. Minha mãe fica em silêncio alisando meus cabelos. Era bom esse silêncio. Era bom ficar com ela, tê-la por perto. Fecho meus olhos e imagens de Christian com à Loira vem à minha mente. Meus olhos começam à escorrer lágrimas. Sinto minha mãe limpar às mesmas. - Não chora minha menina. Tudo vai ficar bem. Você vai se livrar desse homem maldito. Meu coração está tão apertado. Eu não queria que nada disso tivesse acontecido. Ele poderia ter sido sincero comigo. Poderia ter dito que não me amava mais. Mesmo triste, eu iria entender e cada um iria para seu canto. Mas não, ele quis pisar em mim dia após dia. Sou tomada pelo sono. Acordei e já estava noite. Olhei assustada para o quarto e vi que realmente eu precisava dormir. Eu estou esgotada, cansada, infeliz. Preciso tomar rédeas da minha vida novamente e se Christian achar que dessa vez ele vai me impedir, ele não vai. Acabou aqui. Demorei tempo demais e nem sei porque, pois no meu coração esse casamento já tinha acabado, por mais que o ame muito, esse casamento já era. Me levanto e vou ao banheiro lavar meu rosto. Me vejo no espelho e estou acabada. Essa não sou eu. Meus olhos e sorriso tinha vida. Eu tinha uma vida, e agora me vejo catando cacos que nem são meus. Suspiro fundo. Isso acabou hoje. Desço e minha mãe está na sala lendo uma revista. - Mamãe, eu vou embora. Ela me olha parecendo não entender. - Porque? Não fique se humilhando mais filha. Chega de chorar por ele. - Não vou mãe. Isso acabou aqui, porém para eu dar um fim nisso, eu tenho que enfrentar o problema de frente. - O que você vai fazer? Sorrio do meu pensamento. - Quero à Sra em um jantar lá em casa. Falo pegando minha bolsa. - Você sabe que eu não gosto de pisar naquela casa. Não me sinto bem compartilhando o mesmo ambiente que aquele ser. - Faça isso por mim mãe. Prometo que será à última vez que você vai pisar lá, e quando à Sra vir embora, eu também virei. Ela me olha com meio sorriso. Vamos aproveitar que meus sogros estão aí. Quero só ver se consigo ou não me livrar dessa maldito. Digo e ela me abraça. - É assim que se fala. Seja forte. E eu estarei lá te dando apoio e força para encerrar essa etapa da sua vida. - Obrigada mãe. Deixa eu ir fazer o teatro de boa esposa e ao nora até sexta. Digo e dou um beijo e um abraço apertado nela. - Se cuida. Qualquer coisa estou aqui. Ela me leva até à porta. Há, seu segurança já bateu aqui umas quinhentas vezes, falando que o canalha estava na linha. Reviro meus olhos. - Deixa eu ir. Te amo. - Também meu amor. Nos despedimos e eu entrei dentro do carro que já estava aberto. - O Sr Grey já ligou várias vezes Sra. Não digo nada em relação à isso. - Só me leve para casa Sawyer. Digo apoiando à cabeça no encosto. Saímos da casa da minha mãe e eu fui pensando em o que vou fazer. Dessa vez eu tinha que sair desse martírio. Em casa, assim que pus os pés na sala fui recepcionada pelas pessoas que mais amo no mundo. Que me deixam triste à cada dia. E que ficaram felizes em saber que o herdeiro estava à caminho. - Haya, quer me fazer o favor de me dizer porque não atendeu à nenhuma das ligações? Sawyer me disse que você não estava bem. O que houve? Tão falso, tão preocupado. - Nada. Digo. Eu vou subir para tomar um banho. - Eu quero falar com você à sós Anastásia. Carrick pede e eu fico sem entender. Até Christian está olhando para ele sem entender. - O que está havendo pai? Christian questiona receoso. - Não se meta. Eu quero falar com ela à sós. Vamos até o escritório Anastásia. Respiro fundo e vou. Entramos no escritório e ele fecha à porta. Sente-se aqui. Ele fala apontando para o sofá. Me sento e ele senta me olhando. Agora Nur Manziliun, fala para mim o que está havendo com você. - Nada sogro. Queria falar à verdade, mas eu prefiro trazer os fatos para caso ambos não acreditem em mim. - Não venha com essa. Você e Gia são à luz da minha casa, porém uma das luzes, está apagada à muito tempo. Não vejo essa luz brilhar, não vejo um sorriso no seu rosto mais. Então te pergunto de novo, o que você tem? O que à luz da minha casa tem? Ele me indagou tão amável. Anastásia, se o problema for meu filho, me fale. Podemos dar um jeito. Eu estou aqui para você. Como se isso fosse verdade. - Eu quero me separar. Digo e ele se levanta em choque. - Separar? Na nossa tradição não existe isso, você sabe? - Sim, sei, e é por isso que estou aqui, me mantendo sob os olhos do seu filho. Me mantendo infeliz à cada dia. - Porque você quer se separar? O que Christian te vez? - Porque eu percebi que não o amo. Minto para ver se ele acredita. Ele também não me ama. - Não acredito. Tem que ter maneiras de consertar isso. No começo vocês dois eram tão apaixonados. Via nos olhos de vocês e hoje estão tristes. Ele também está triste. Ele disse que vocês brigaram por ciúmes. Sorrio fraco. E pela sua cara não foi isso. Temos que arrumar um jeito de consertar isso. - Desculpe sogro, mas eu não estou afim de consertar nada. Eu quero minha vida de volta. Eu me desiludir muito com seu filho e espero de coração que o Sr e à minha sogra entendam. - Eu tinha suspeita que vocês não estavam bem, mas não à ponto de se separarem. Mas eu quero firma um compromisso com você. - Sogro não. - Me deixe falar. Respiro fundo e ele pega na minha mão. Eu vou conversar com ele. Prometo fazer com que vocês voltem como antes. Balanço à cabeça em negação. - Sogro, me desculpe mais uma vez. O Sr não está me entendo. Eu não quero que nada seja como antes. Eu quero o fim de tudo. Quero voltar à viver, voltar à sorrir. Tem um ano que eu não sei o que é isso. Digo me levantando e chorando. - O que ele fez com você Nur Manziliun? Carrick pede me olhando com pena. - Não importa o que ele fez. Eu só quero me ver livre deste compromisso que não faz mais sentido na minha cabeça e nem no meu coração. Estou tão quebrada por dentro que se Carrick se convencer que eu preciso realmente de sair fora desse casamento, eu não faço mais nada. Deixo o jantar de lado. Por mim que Christian se resolva com o pai e a mãe. - Eu vou conversar com ele, e tentar entender o que ele fez com você para que ambos estejam iguais inimigos. Já vi que não vai dar em nada. - Sogro, faça como quiser, mas eu já expressei minha vontade. Seu filho consertando ou não, apesar que não há conserto para o que ele fez, eu não quero mais me ver casada com ele. - Vamos ver. Ele fala e eu dou de ombros. - Posso ir tomar um banho? Indaguei já sabendo que minha conversa foi em vão. - Pode, mas assim que eu conversar com ele, falaremos o quatro juntos. Vamos trazer uma solução para isso, que não seja uma separação, mesmo porque não há isso no meu país. Você casou sob à nossa lei. Como me arrependo. Então levar isso ao um tribunal de lá, dependendo do motivo, você e meu filho não se divorciam nunca. Eu não terei outra maneira de fazer isso então. Somente assinto e saio do escritório. Passo pela sala e vejo Christian andando de um lado ao outro. Deve está preocupado em eu ter revelado seu caso para seu pai, mas isso será feito na sexta feira à noite. Com à amante aqui.
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