CAPÍTULO 12

3443 Words
Eu já não aguentava mais fingir para os pais de Christian, e pior. Eu não estava aguentando mais essa cobrança deles para que eu fizesse parte da família deles. Se fosse antes, eu não estaria me importando, porque eu ainda tinha o sonho de ser casada com o filho deles para o resto da vida, mas esse sonho morreu em mim à meses. Tudo que eu queria era me ver livre dele e de tudo que me ligasse à ele. O jantar foi um saco. Eu tive que aguentar eles decidindo o que eu faria no outro dia. Não pude almoçar com minha mãe. Levantei cedo fui correr, parando na praia. Às vezes eu sentia falta da minha vida de solteira. Eu cansei de falar que não queria namorar, não queria ninguém na minha vida, e olha o que me aconteceu. Me encantei por um homem que achei que não era um babaca, e no fim estou pagando por ter aceitado ser namorada dele e agora esposa. Lembranças me vem à mente. Já tinha passado meses que à gente estava saindo. E à cobrança era à mesma de sempre. Que eu fosse namorada dele. Mas eu custei à dar o sim porque ainda não estava cem por cento segura do que realmente queria com ele. Estava adorando à companhia dele à cada dia. Estava amando sua dedicação à mim, mas não estava certo em meu coração aceitar ele como namorado. Porém um belo dia eu acordei e resolvi me dar uma chance, deixei à incerteza de lado e resolvi aceitar o pedido dele. O mesmo ficou radiante, e nos dois anos seguintes fomos mais que felizes. Não brigávamos para nada, quero dizer, tivemos algumas brigas por causa do ciúmes de ambos, mas à gente se entendia. À gente se amava, e é por isso que eu fico buscando algo que tenha nos destruído dessa forma. Buscava cada mínimo detalhe, e não conseguia achar nada. Eu não sei mesmo onde errei com ele nesses três anos. Há unico coisa que acho que falhei, foi me doar demais. Me doei demais nesses três anos, deixando até meus amigos de lado porque ele não queria minhas amizades. Me afastei aos poucos e hoje vejo que não compensou nada que fiz. Na segunda feira à briga já estava formada com Grace. Eu havia levantado cedo com esperança de não ter ninguém acordado. Me arrumei e desci, porém para minha total falta de sorte, Grace estava já na sala, e posso dizer que me esperando. Ela me atacou da pior forma. Disse que eu não era digna do seu filho, e que eu não prestava para está casada com ele. Minha vontade era dizer que eu não estava nem aí para o filho dela. E que se ela quisesse levar ele embora, ela podia, porque estaria me fazendo um favor. Eu queria ter gritado à ela que nosso casamento acabou à muito tempo e quem não me deixar ir é o próprio filhinho dela. Mas eu me mantive calada. Me mantive quieta, e me pus à chorar, porque eu já não aguentava mais isso. Eu não sabia mesmo no que estava me metendo quando aceitei namorar com ele e ainda casar. Grace foi muito dura em suas palavras até Christian chegar e fazer com que eu aceitasse à imposição da sua mãe. Eu respirei fundo e me dignei à ir para o quarto e ligar para Hanna trazer meu trabalho até aqui em casa. Essa era à última vez que deixava eles tomarem conta da minha vida. Passei uma semana em casa ouvindo Grace e Carrick falar das suas tradições. Querendo de qualquer jeito que eu participasse mais da família. Falando em filhos, e que Gia já estava fazendo à parte dela dando netos à eles, e que ela quer que eu faça isso também . Eles querem que Christian e eu vamos morar com eles, para que nossos possíveis filhos fossem criados sob às tradições deles, mas isso jamais vai acontecer. E espero de coração que Christian consiga contar à verdade para eles, porque eu não irei me desgastar com eles mais. Grace e Carrick foram embora e eu voltei à minha vida ao normal. Pude até jantar com minha mãe, Bob e Phillip. Esse último até me convidou para almoçar, eu não achei r**m, porque ele queria falar de trabalho. E foi isso que aconteceu, mesmo ele querendo falar de outras coisas, eu não deixei. Ele era legal demais, até me fez sorrir, mas eu não quero mais nenhum homem na minha vida. Nem quero que ele entenda que brigada com Christian eu estou disponível, porque não estou. Pretendo sim me separar e cuidar de mim. Voltar com à minha sanidade. Meu fingindo marido queria novamente se fazer presente e acabou aparecendo no restaurante onde Phillip e eu estávamos almoçando. Claro que nem deixei ele ser m*l educado com Phillip, simplesmente me levantei e fomos para meu escritório. E lá eu fiquei de cara com ele. O mesmo estava pensando que eu iria tirar férias para agradar ele e à família dele? Ficou louco. Por mim que eles se explodam. Eu não quero saber de nada. Eles não vão conseguir me tirar daqui. Fui bem clara para ele resolver isso. Se os pais dele voltarem aqui para me cobrar algo eu não terei nenhum remorso de revelar à verdade. Ele foi embora já sabendo que eu não vou abrir mão da minha decisão. Mark e eu tínhamos muito trabalho. À cada dia era muitas empresas e muitas pessoas contratando nossa empresa e eu estava muito feliz com isso. Se continuasse assim eu teria que contratar mais uns dois arquitetos para nos ajudar. Passei o dia todo afundada em desenvolver novos projetos e desenhos para aprovação de alguns clientes. Eu fui para casa cedo. Estava cansada demais, fora que minha cabeça estava doendo. Me tranquei no meu quarto. Tomei um banho e acabei dormindo. Acordei para mais um dia de trabalho. Tomei meu banho e me arrumei. Assim que desci vi Christian na sala sentado. Suspirei forte, porque eu evito ao máximo não encontrar com ele. - Estava te esperando. Ele fala se levantando. - Não tenho tempo para suas inquisições. Digo saindo. Ouço seus passos atrás de mim. - Eu vou ter que viajar na próxima semana. Ele fala e eu me viro para ele. - Vai encontrar com sua amante? Pedi. Ele fecha seus olhos e depois os abre. Faça um favor para mim. Peço ainda olhando para ele. Diga à ela que você é todo dela. Eu não quero mais nada de você, não quero você. E seria um favor ela está disposta à me tirar desse roubada que foi me envolver com você. Dou as costas para ele com mais raiva do mesmo. Ele gosta de acabar comigo à cada dia. Mas eu não vou me deixar abater. Suspiro reprimido às lágrimas. Passou se dois meses e eu só me via afundada no meu trabalho. Eu estava chateada comigo, chateada com Christian, porque seus pais não querem saber e está pressionando o mesmo para gente ir para lá. Tivemos outra briga e nada que eu quero é ouvido. Ele me ameaçou me levar à força se eu não tirasse essas malditas férias, mas também eu o ameacei dizendo que se eu fosse para lá, os pais dele iria saber de toda verdade. Era isso que ele queria, era isso que ele teria. Fui ao banheiro que tem no meu escritório olhar meu rosto. Eu tinha um jantar de negócios com um cliente agora à noite. Normalmente eu não aceitava esses jantares, porém Hanna me disse que esse cliente não tinha outro horário. Então aqui estou eu arrumada com uma calça social e uma camisa social também solta no corpo. Visto no blazer e saio. Entro no carro guiado por Sawyer, passo o endereço do restaurante para ele. Amanhã é sexta, eu podia ir jantar com mamãe na casa dela. Vou ligar para ela amanhã cedo para ver o que ela vai fazer amanhã à noite. E no sábado passar o dia todo lá. Assim não ficaria trancada em casa, mais exatamente no meu quarto. Sawyer para o carro em frente ao restaurante. Ele abre à porta para mim. Pego à agenda e minha pasta. Vou adentrando o lugar e percebo que o mesmo está vazio. Fico intrigada, pois já é quase oito da noite e não acho que um restaurante desses estaria vazio. - Boa noite Sra. À sua mesa já está pronta. Uma host vem e eu estranho mais. Eu nem disse o nome da pessoa que estava me esperando. - Calma. Eu nem disse o nome da pessoa que está me esperando. Digo ainda parada olhando todo o restaurante vazio. - Desculpe Sra, mas o restaurante foi fechado essa noite para à Sra e para o Sr. Suspiro intrigada. Ela estende sua mão para acompanhá-la e eu sigo não gostando disso. Odeio ser pega de surpresa. Ela me senta em uma mesa que tem um buquê de rosas vermelhas. Fecho meus olhos não gostando nada disso. - Esqueceu do nosso aniversário de casamento Haya? Abro meus olhos e olho para Christian. - Você não cansa né. Não cansa de me humilhar, não cansa de tentar se impor para mim. Não cansa de me ver cada dia mais triste com você e com o nosso casamento. Suspiro cansada disso tudo. Me levanto. - Você não sair desse restaurante enquanto não jantarmos e conversarmos. Ele fala se colocando na minha frente. - Você não pode me obrigar à ficar. Você já vem me obrigando à continuar nesse casamento que para mim já acabou à muito tempo. - Pois para mim não. Eu quero que sentemos e conversemos como marido e mulher que somos e como já disse antes. Isso não vai mudar. Continuo em pé querendo ir embora. Você não sairá daqui. Ele afirma me olhando firme. Me sento à contra gosto. Ótimo, assim podemos conversar. Fico olhando para fora pela janela de vidro. Comprei um presente para você. Ele fala pegando minha mão, mas eu puxo. Ele volta à puxá-la para ele e segurar firme. Olho para ele com raiva. Sabe o que eu nunca havia me dado conta em seu país? Que aqui todos usam uma aliança como simbolo que estão casados. Sabia dessa tradição, mas nunca me atentei que minha mulher teria que usar uma aliança para mostrar para quem quer que seja que é casada. Ele tira um anel e uma aliança de uma caixinha aveludada. Então esse é o seu presente. Um anel pelo aniversário do nosso casamento e uma aliança que representa para as pessoas desse país que você está casada. - Eu não irei usar, portanto você gastou seu dinheiro atoa. Eu não quero nada me ligando à você. Será que é difícil você perceber? Será que você tem dúvidas disso? Ele colocar os dois no meu dedo anelar, não dando à mínima para o que eu falei. - Podemos consertar as coisas entre à gente. - Hipocrisia não combina com você Christian. E aquela jarra já está do jeito que ela era? Indaguei e ele fecho seus olhos. Foi o que pensei. Podíamos sair desse casamento tranquilamente. Podíamos sair sem fazer mais m*l ao outro do que já fizemos, mas você insiste nessa merda. Você insiste em querer me manter do seu lado para o simples prazer de me ver infeliz. - Não é verdade. Eu quero que à gente se acerte. Quero nosso casamento de volta. Eu juro que se você me dê uma chance, uma única chance, eu serei o homem que você conheceu, serei o marido que você teve durante um ano. Você não sabe como eu me arrependo por tudo. Você não sabe como eu estou sofrendo com essa nossa distância. Olha para mim. Ele pede e eu não o olho. Por favor. Olha para mim. Olho para ele à contra gosto. Eu estou dizendo à verdade sobre querer nosso casamento de volta. - E o que você pretende fazer com sua amante? Resolveu assumi-la para sua família e assim colocá-la como sua segunda esposa? - Nunca faria isso. - E eu nunca aceitaria isso. Não venho do seu mundo e nem estou disposta à aceitar nada que sua cultura imponhe. Portanto parar de achar que eu vou te dar uma chance, porque não darei. Para de tentar resgatar algo que você fez questão de matar. - Você não me ama mais? Sorrio da pergunta dele. - Se isso não fez diferença para você quando resolveu trazer outra mulher para nossas vidas. Isso não fez diferença para você me humilhar dia após dia. Então porque se importa se eu te amo ou não? Meu amor não vai fazer apagar o que você fez comigo. Meu amor não foi o bastante para você se agarrar em mim e ver que eu sofreria com sua traição. À comida chega e os garçons colocam na mesa e saem. - Eu sinto muito. - Sente nada. Se sentisse mesmo já teria me dado à liberdade. - Eu te amo demais para deixar você livre. - Me ama demais à ponto de me trair? Que p***a de amor é esse? Que merda de amor é esse que você diz sentir por mim, que faz com que você não tenha nenhum pingo de respeito por mim? - Nunca foi minha intenção te fazer sofrer dessa forma. Nunca foi minha intenção está assim com você. Eu te amo, te amei desde o primeiro momento que vi você. Você pode não achar, mas eu lamento ter feito o que fiz com você. Me sinto m*l por tudo que aconteceu, mas isso não tira o sentimento de amor que tenho por você. Isso não tira o desejo e à vontade que tenho de manter você do meu lado. E isso não vai passar nunca. - O que você sente por ela? Questiono, porque está sem lógica. Como alguém que me trai da forma que foi, diz me amar, diz lamentar por ter me traído? Indaguei para ele que me olha. Vejo tristeza em seu olhar. - Eu não sinto nada por ela. - Não entende Christian. Porque me traiu com ela então? O que te atraiu nela? - É difícil te explicar. Ele fala nervoso. - Difícil me explicar? Não venha me dizer que está com ela por estar, que se trata de coisa de homem machista que tem que conquistar à mulher, levá-la para cama. - Eu não sou assim, você sabe muito bem disso. - Não, não sei. Eu desconheço o homem à minha frente. Não imaginei que você fosse capaz de fazer o que fez e está fazendo comigo. Então eu não sei quem é esse Christian que está na minha frente, porque o homem à qual me casei, me jurou amor eterno. Me jurou que mesmo com suas tradições nunca teríamos uma outra mulher no nosso casamento, porém suas atitudes, suas falsas palavras só vem destruindo cada dia o que eu ainda sinto por você. - Você pode não acreditar, mas eu nunca quis ficar assim com você. Você pode não acreditar, mas eu estou muito arrependido de tudo que fiz. Se soubesse que iria te perder, eu nunca teria tomado o caminho que tomei. - Agora começamos à nos entender. Você sabe o que fez de errado, sabe que não podemos continuar assim. Eu estou sofrendo com isso. Estou morrendo à cada dia. Então por favor me dê o divórcio. Ele balança à cabeça em negação. - Eu sou egoísta demais para me ver sem você. Eu sou egoísta demais para desistir de você. - Parar de se iludir. Você já desistiu de mim no momento que se envolveu com outra mulher. Ele fecha seus olhos e respira fundo. Me levanto. Eu não quero mais te ouvir. Já vi que não vai adiantar como sempre nada que eu fale. Na hora que você decidir nosso divórcio, eu volto à falar com você. Saio deixando ele sentado. Achei mesmo que ele estava disposto à me deixar livre, mas ele não cansa de me fazer sofrer. No outro dia estava mais triste do que o normal. Eu não sabia mais como colocar na cabeça dele que não tínhamos mais nada que pudesse resgatar o que nós tínhamos antes. Às vezes achava que ele iria acordar dessa ilusão e ser sensato para transformar à nossas vidas menos amarga. Porque eu me sinto assim. Afundei à cabeça no trabalho. Eu tinha que ir em Portland amanhã fechar um contrato. O cliente quer que eu desenhe um projeto de uma casa sustentável. Amava fazer esses projetos, porque me remetia à casa da minha mãe, onde ela fez questão de ter todo espaço verde para meu crescimento. Ela sempre cuidou de mim, não se preocupando com nada e nem ninguém. Ela trabalhou muito vendendo imóveis para continuar mantendo o patrimônio que meu pai deixou para nós. Mas o melhor disso tudo é que ela fez questão de me levar em todos os compromissos dela. Ela nunca arrumou um homem para colocar dentro de casa. Sempre foi independente, mostrando para mim dia após dia que nós mulheres podemos lutar sozinhas e fazer as coisas por nós mesmo. E é por isso que nunca vou me dignar à viver dentro dos costumes de Christian. Eu não saberia viver para casa, arrumando à mesma, fazendo comida, cuidando das coisas dele. Mesmo se estivesse bem com ele, não me submeteria à isso nunca. À noite cheguei em casa e tinha um bilhete dele para mim em cima da cama, junto com um buquê de flores rosas. " Haya, te liguei e você não me atendeu. Tive que ir para New York resolver um problema no restaurante. Espero voltar mais rápido possível" Te amo. CG. Bufo. Pode ficar o tempo que precisar. Não estou nem aí. Assim eu não preciso ficar presa dentro dessa casa. Tomo um banho e fico lendo um livro até adormecer. Já estava em Portland. Tinha feito o desenho, porém o cara não tinha contratado nenhum engenheiro para começar à realizar à obra. Suspirei e lembrei de Leila. Ela poderia me ajudar nessa. Pedi um minuto e peguei meu celular. Ainda bem que trocamos telefones. - Anastásia. Ela atende bem humorada. - Oi Leila, boa tarde!! Tudo bem? Indaguei - Sim. Estou ótima e você? - Estou bem também. - Que bom, mas em que posso te ajudar. - Eu estou com um projeto de uma casa sustentável, porém eu desenhei, e o cliente já aprovou, só que ele não contratou um engenheiro. Será que você não tem um tempinho na sua agenda para fazer esse projeto junto comigo? - Seria maravilhoso. O shopping aqui já está bem encaminhado, e também posso deixar meu tio resolver. Porém só posso está aí amanhã. Tudo bem para você? Mesmo eu querendo ir embora hoje, mas tudo bem. Eu aceito ficar até amanhã. Até faço o desenho da casa melhor no computador. - Para mim tudo bem. Nos vemos aqui em Portland amanhã cedo. Vou te passar o endereço por mensagem. - Maravilha. Nos vemos amanhã. Até mais. - Até Leila e obrigada. - Eu que te agradeço. Sempre bom merecer pelo meu trabalho. - Isso é verdade. Nos falamos amanhã. Tenho que deixar o cliente à par. - Ok. Até amanhã. Desligamos e eu fui falar com o cliente. Ele ficou animado e agora sim poderia começar à trabalhar. Fui procurar um hotel para ficar até amanhã e ainda comprei duas mudas de roupas que eu pudesse me trocar hoje e amanhã. Falei com Sawyer que iria ficar hoje em Portland e ele fez reserva de um quarto para ele. Concentrei em meu trabalho e logo meu celular estava tocando. Olho e é Christian. Não atendo. Não quero falar com ele. À noite chega e eu tomo um banho e fico revendo o novo projeto. Meu desenho ficou ótimo. Meu celular toca de novo e eu nem me dou ao trabalho para atender. Era Christian de novo. Suspiro comendo meu jantar. O que eu poderia fazer para ele desistir de vez de mim? O que eu poderia fazer para ele ver que nós dois não temos mais jeito? Estou tão cansada disso. Estou exausta na verdade. Tudo poderia ser diferente. Poderíamos estar nos falando agora, trocando palavras de carinho, de saudades um do outro. - O que eu fiz para perder o homem que eu tinha Deus? Porque ele teve que se relacionar com outra? Não é possível que eu mereça essa infelicidade para o resto da vida. Digo a mim mesma.
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