capítulo 7

2201 Words
Logan Keli vestia o sutiã enquanto eu ainda estava deitado, criando coragem para levantar e encarar, mas um dia no restaurante e a noite no Tropicália. — Deixei meu número em cima do criado-mudo. — Ela avisa. — Não é necessário, sei onde te encontrar quando precisar. — Falo em tom frio. — Claro que sabe. — Ela fala antes de sair do meu quarto. São seis da manhã, Kate não acorda antes das 9:00 e eu, sempre que trago uma mulher para o apartamento tenho que manda-la embora antes do nascer do dia. Minha irmã é pura demais para se deparar com prostitutas ou mulheres fáceis que peguei na noite, esse é um dos motivos que não quero a amizade dela com minha funcionária, as histórias que escuto da copeira são absurdas e tenho quase certeza que são contos da carochinha pois quem em sã consciência ficaria com uma mulher como ela, gorda, desbocada e inferior? Luana não tem nada a ensinar a minha irmã. Por isso não vou permitir que essa amizade vá adiante. Às 7:00 h levanto, pois, o restaurante foi reservado para um café da manhã para empresários alemães e um deles está interessado em investir no negocio. Já passava das 8:00 h quando cheguei e fui abordado logo de cara pelo meu melhor amigo e gerente. — A tradutora deu no pé e agora? — Ele pergunta em pânico. — Porque ela fez isso? — Pergunto. — Ela me pegou comendo a Cecília na minha sala e nós havíamos passado a noite juntos. — Nicolas responde com a cara mais deslavada. — i****a, eu falei para não se envolver com a Melissa, ela é um grude e também falei para não ser responsabilizar pelo tradutor sendo que nosso trabalho é apenas cuidar do ambiente e fornecer a comida. — Falo furioso. — Os Barnes vão comer nosso fígado se não conseguirmos alguém que fale alemão até às 9:00. — Nicolas está realmente agitado. Os Barnes como ele chama, é sua família e quando ele diz comer o fígado, quer dizer que o seu pai vai fazer isso. — Você inventou de fazer essa negociação aqui, se responsabilizou em contratar uma intérprete para isso e agora... — passo a mão pelo cabelo — por não conseguir ficar com o seu pênis dentro da calça, estamos nessa crise... então Nicolas, precisamos de um tradutor até às 9:00 h. — Aviso, o deixando se virar com o problema que ele nos colocou. Temos sorte de o secretário dos alemães não ter chegado, sem dúvida o homem vai ser um problema já que nem eu e nem o i****a do Nick falamos seu idioma e nem um dos meus funcionários. A família do Nicolas poderia fazer negócios com os ingleses ou franceses, ao menos sou fluente nos dois idiomas. — Logan? — Nicolas chama ao abrir a porta do meu escritório. — Sim. — Respondo ao voltar minha atenção para ele. — Por acaso, viu um alemão com jeitão nerd andando por aí? — Nick pergunta. — Ele é loiro, olhos azuis, alto, muito alto na verdade e não entende nada do nosso idioma, deixei ele na cozinha enquanto falava com você e antes que diga qualquer coisa, usei o áudio do tradutor online para dizer para ele me esperar lá que eu voltava logo. — O paspalho está todo enrolado. — Perdeu o secretário do Franz Liszt? — Pergunto descrente. Ele assente. — Como conseguiu esse feito? — Torno a perguntar. — Me ajuda a procurar o homem? — Pede envergonhado. Por isso ele não vingou na empresa da família, Nicolas é muito mole e enrolado. Fomos para a cozinha e ninguém sabia para onde o gringo foi, apesar do estado de emergência que estamos não pude deixar de notar que faltava uma de minhas funcionárias, Luana Souza com certeza tirou o pior dia para chegar atrasada de novo, definitivamente ela está pedindo para ser demitida. — É um gringo lindo de gostoso? — Um rapaz, acho que de nome Carl pergunta. — Ele é gringo. — Respondo frio. — Ele estava meio perdido então o levei para a sala dos funcionários, acho que ainda está lá. — O garoto informa. Nicolas e eu seguimos para a sala dos funcionários, porém, o homem não estava, não havia ninguém na sala. Ótimo, ao invés de está à procura de um intérprete, estamos em busca do alemão perdido. Bufo. — Que barulho é esse? — Nick pergunta voltando para o corredor e parando em frente ao depósito de produtos de limpeza. Ele abre a porta e a cena que nos deparamos foi bem carregada de constrangimento e vergonha alheia. Luana sorriu diante da vergonha de estar com o secretário gringo atracado nela. Ela está vermelha e suada, o vestido levantado até a cintura e um dos s***s enormes para fora, o homem ficou parado. — Entschuldigung, wir wurden erwischt. — Ela fala sem desviar os olhos de nós. — Unser witz ist vorbei. Não sei o que dizer diante da cena, não é só constrangedora, droga. É excitante. Ela está numa situação nada favorável e mesmo assim... balanço a cabeça, jogando esses pensamentos indesejados para longe. Olho para a Luana e furioso, digo: — Na minha sala, AGORA. — Ordeno antes de fechar a porta e seguir para o andar superior. — Cara! — Nicolas exclama depois de ficar em silêncio por um tempo. — Ele conseguiu uma rapidinha sem falar português e eu que não dava nada para aquele nerd... — Meu amigo da uma pausa assim que entramos no meu escritório. — Vai demiti-la, não é? Esse é motivo que precisava para fazer isso sem a Kate ficar no seu pé. — Nick realmente não entendeu a situação. Minha funcionária trepando com um dos subordinados do homem que pretende investir uma fortuna no restaurante e se tornar um dos acionistas das empresas Barnes não importa no momento. Não quando ela fala alemão e pelo pouco que ouvir, fluentemente. — Não vou demiti-la, ainda. — Respondo à pergunta dele. — No momento, Luana é a solução dos nossos problemas. — Concluo no exato momento que ela bate na porta e entra sem esperar a autorização. Olho para Nicolas e ele entende o recado, nos deixando sozinhos em seguida. Aponto para a cadeira a minha frente em sinal para que sente. Luana me olha desconfiada, tenho certeza que já espera pelo pior, isso se ela se importa com o emprego coisa que duvido muito já que estava trepando com um desconhecido no armário de produtos de limpeza. Ainda não entendo o que aquele homem viu nela, ela é gorda. — Acredito que não vai rolar uma carta de recomendação, não é? — Ela pergunta com a maior cara de p*u, essa mulher com certeza é única. — Não! — Respondo. — O que falou para o gringo tarado? — Pergunto curioso. — Que fomos pegos e que a brincadeira havia acabado, Sr. Wayne... — ela morde o lábio inferior em sinal de nervosismo. — Eu sinto muito, sou doida de pedra, mas até eu sei que passei dos limites, posso ir agora? — Pergunta ansiosa. — Não. — Respondo. — É fluente em alemão? — Pergunto para tirar a dúvida. — Se não fosse não teria ido parar naquele armário. — Percebo um leve tom de sarcasmo na sua resposta. — Sem sarcasmos. — Peço. — Estou disposto a esquecer o ocorrido, se você for nossa tradutora no café da manhã com os empresários alemães e realmente, não posso dizer que estou feliz que seja justo você... — paro de falar, a aparência desgrenhada dela faz meus pensamentos se misturarem a outros nada convenientes no momento. Disperso-os e continuo. — A pessoa que preciso no momento e por sorte, está vestida apropriadamente. – Ela veste um vestido cinza liso, de manga curta, o comprimento chega até as coxas, decote U, o all star não é apropriado para um evento de negócios, mas não posso negar que fica muito bom nela, a garota sabe se vestir, estou surpreso pois o vestido cai perfeitamente nas curvas avantajadas e até disfarça o excesso de peso. Ela só precisa de um tempo para se recompor e arrumar o cabelo, os cachos estão uma bagunça. Luana olha para a roupa e parece não gostar do que acabei de falar. — Isso aqui nem em sonho é apropriado para esse evento, os alemães são muito cautelosos e exigentes quando se trata do dinheiro deles, acredite... mais isso não é da minha conta. — Ela fala e então levanta. — Claro que é, vai manter seu emprego. — A lembro. — Eu consigo outro. — Fala dando de ombros. — Com licença. — Se quer me fazer implorar, não vai rolar... prefiro perder o negócio. — Falo me recostando na cadeira. Ela me olha como se eu tivesse acabado de falar besteira. — Estou me lixando se vai implorar ou não, se não gosta de mim é problema seu... só cansei de acordar cedo e ter que arrumar uma desculpa todos os dias e sinceramente, se eu fizer o que me pede, o que vou ganhar com isso? Aumento, mudar meu horário de entrada das 8:00 para 12:00 h? Duvido que vá fazer isso, tchauzinho. — Luana fica de costas para mim e marcha até a porta. — Uma promoção. — Falo me corroendo por dentro. — Minha assistente, o salário é o dobro e você não vai trabalhar nos fins de semana, o horário é das 10:00 às 20:00 h e tem direito a duas horas de almoço e como fala alemão, com certeza vai ter muita participação nessa negociação no qual você pode levar um bônus por seu desempenho. Essa é minha oferta... a única. — Uma oferta que fiz a contragosto. Geralmente minhas assistentes vestem 38 e são muito boas em satisfazer meus caprichos. Ela fica parada tempo o suficiente para ouvir minha proposta, mas não disse uma única palavra, maldito Nicolas por não manter o zíper da calça fechada. — Como eu disse... não é da minha conta. — Luana fala e sai do meu escritório, me deixando sozinho, em cólera. Nunca ninguém havia conseguido me tirar do sério... Até agora. Levanto de maneira abrupta e vou atrás do encosto que entrou na minha vida desde o dia que comprei esse restaurante. — Luana? — Chamo autoritário, ela para e se volta para mim. — O que foi agora? — Pergunta irritada. — O que tem de errado com a minha proposta? — Pergunto sem esconder o quanto estou ofendido. Ofereci um cargo no qual sou muito criterioso e ela rejeita sem dar uma justificativa plausível. — Nada, só não quero ter que olhar para você todos os dias, muito menos ser vítima do seu m*l humor constante ou do seu discurso sobre me afastar da sua irmã pura e recatada que eu só conversei duas vezes... Tchauzinho... Opa — ela fala a última palavra no momento que pego seu braço roliço. — Só por isso? — Minha paciência estava no limite. — Não é o bastante? — Ela pergunta. — Pensei que homens como você preferissem mulheres magrelas que podem comer quando querem. Porém, tudo o que tinha que fazer era pedir por favor Luana, seja minha tradutora, por favor... — fala com os olhos focados nos meus. — Como ouviu, não era para implorar. Era só pedir... POR FAVOR. Essa mulher não é normal. Engulo em seco, eu nunca peço por favor, estou acostumado com todos sempre fazendo o que eu quero. Com muita dificuldade, pensando no pouco tempo que temos até os alemães chegar. — Por favor. — Peço entre dentes. — Pode me ajudar sendo minha tradutora com os alemães? — Isso foi um golpe no meu orgulho. — Claro, contanto que o café da manhã não vire almoço. Tenho um compromisso a tarde. — Ela concorda todos sorrisos. — Tudo bem, espero que tudo esteja resolvido antes disso. — Concordo tentando controlar a voz com o abuso da mulher. A verdade, Luana foi espetacular... O cinismo e o sarcasmo foram deixados de lado e ela foi uma lady, quando apareceu para fazer o trabalho. Estava com o cabelo preso num coque e não sei da onde conseguiu um blazer e um salto que por sinal duvidei que conseguisse se equilibrar com aquele peso todo mais me enganei, ela estava elegante e até mais do que Nicolas e eu, parecia outra pessoa. Refinada, elegante, eloquente... ela traduziu tudo com perfeição para ambos os lados, com carisma, doçura e alegria... antes do meio dia, já havíamos fechado um acordo vantajoso para a família Barnes e eu havia conseguido um sócio no qual sair com total liberdade para gerir o negócio, contanto que permanecesse lucrativo. Luana não aceitou ser minha assistente e provavelmente vai voltar a ser copeira. É difícil admitir que eu estava errado, ela soube encantar os investidores sem ser vulgar e isso foi uma surpresa, seu comportamento correto foi uma grande surpresa. Bom, amanhã é outro dia e sim, definitivamente Luana é competente e está no emprego errado. Com certeza irei convencê-la a aceitar o cargo como minha assistente.
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