Capítulo 6

1500 Words
Luana Cheguei hiper-mega-atrasada no restaurante, por sorte não dei de cara com o gerente gostoso e o chefe pedaço de mau caminho. É, eu sei... os dois são pé no saco, mas nem por isso posso negar a gostosura que são e eles são gostosos pra c*****o, principalmente o senhor m*l humor Wayne, a bundinha arredondada dele dar vontade de apertar. — Está atrasada gostosa. — Carl avisa com a cara inchada de sono, tenho certeza que ele e o amigo estenderam a noite depois de saírem do meu apartamento. — Shiii, fala baixo. — Peço olhando em volta à procura do tal de Nicolas. — Não esquece que o chefe só quer um motivo para me demitir. — O lembro. — E eu tenho um motivo para isso dona Luana? — Droga, por que o senhor molhador de calcinhas sempre aparece nas horas erradas? Parece um fantasma. E porque ele tem que ter essa voz forte e máscula? Me seguro para não me abanar e deixar transparecer o incômodo que sinto nas partes baixas só de ouvir a voz dele. — Não, senhor. — Respondo sem me virar para encara-lo. — Então você com certeza tem uma boa explicação para o seu atraso. — Ele retruca. Droga, Luana! Deixa de ser tarada e para de ficar imaginando ele sussurrar obscenidades no seu ouvido, respiro fundo e me viro. — Coisas de mulher, precisei ir à farmácia comprar comprimido para cólica. — Falo baixinho, fingindo constrangimento. Sempre usei essa desculpa com o porco velho, falar que estar naqueles dias sempre dar certo com os homens. Dou-lhe um olhar gentil, as vezes dar certo bancar a moça inocente. Ele me encara desconfiado, é claro que o senhor gostoso não cairia numa dessas ele não é o velho i****a chamado Carlos. — Estou de olho em você. — Avisa antes de deixar a área dos funcionários. Mostro a língua e cotoco assim que o senhor gostoso passa pela porta. Carl dar um beliscão no meu braço, lhe lanço um olhar mordaz, mas ele não liga. — Para de agir de maneira infantil, sabe que o chefe está certo... você chegou atrasada. — Meu colega me recorda de um fato óbvio. — Não chegaria se o horário de entrada não fosse tão cedo, eles exigem demais da gente por tão pouco. — Reclamo. — Entramos oito horas da manhã para organizar tudo para o almoço, ficamos tão atarefados que temos pouco tempo para fazer uma refeição decente e isso quando nos resta tempo para isso, depois do almoço temos que recomeçar tudo de novo para o jantar e só encerramos depois das dez. — Falo revoltada, eu sei que o chefe é gostoso e tal, mas porra... Ele está de implicância comigo desde que assumiu o restaurante e eu sei que o senhor molhador de calcinhas só quer um pé para me demitir depois que descobriu que supostamente sou amiga da irmã esquisita dele. — Nossa, com certeza está de TPM. — Carl observa se esgueirando para fora da sala com medo do meu humor. Ponho meu uniforme e sigo para o meu posto, se bem que lavar a louça não era tão horrível como lavar os banheiros, mesmo em um restaurante de renome, onde somente pessoas de "classe” frequentam ainda é um martírio fazer a limpeza, só de lembrar a última vez que fiz isso me dá reboliço no estômago. Assim, o dia correu como qualquer outro na rotina de um restaurante, sufoco e corrido. Os chefes estavam estressados devido ao grande movimento e aos poucos funcionários. Ao menos parecia que era pouco quando se estava no sufoco. — O que vai fazer hoje? — Maria, uma colega de trabalho pergunta no findar do expediente. — Não tenho ideia, talvez um barzinho ou uma festa, vou dar uma olhada nos eventos de hoje. — Respondo guardando a última leva de pratos. — Está rolando uma social na casa do meu namorado, você quer ir? — Minha colega pergunta. — Claro. — Respondo dando um sorriso levado. Eu sei, tenho que parar com essas farras loucas, mas para eu fazer isso é quase impossível. Odeio rotina, odeio ficar em casa ociosa olhando para o teto ou vendo TV, prefiro gastar meu tempo livre com festas e sexo casual, por mais que meu psicólogo diga para fazer o contrário, que eu tenho que procurar outras opções para esquecer as merdas do passado. Minha irmã nunca aprovou minha atitude e como prova disso tirou tudo de mim, me interditando judicialmente declarando que sou incapaz de gerir meus bens, a interferência de Luísa na minha vida fez com que me afastasse dela e da sua família. Sim, preciso relaxar essa noite e amanhã vou ter que me virar nos trinta para não chegar atrasada no trampo. A casa do José estava abarrotada de pessoas estranhas quando chegamos, alguns colegas do restaurante também foram aventurar-se na social no meio da semana, logo de cara me servir de vodca pura e comecei a dançar o pagode que começou a tocar, a noite pode não ter sexo, mas bebedeira, ah, isso com certeza... Não me recordo da hora que cheguei em casa, mas sei que acordei antes mesmo do despertador tocar. Entrei no banheiro e tomei um banho demorado, sentir um embrulho no estômago e corri para o vaso onde despejei toda a bebida que ingerir no decorrer da noite. Pronto, a ressaca estava completa, agora que vomitei a enxaqueca entrou sem bater à porta, droga... — Você está péssima, quando vai parar de agir como adolescente e passar a agir como a adulta que é? — Beth pergunta sentada no balcão, enquanto faz seu desjejum. — E quando vai cair no real que aquele i****a só quer te comer e nada mais? — Retruco irritada. Adoro minha amiga, que tem sido minha irmã ficando ao meu lado e me apoiando estando errada ou não, mas no geral sempre estou errada e ferrada, com exceção de Caio, eu estou certa com relação a esse cafajeste. — Caio me ama. — Ela fala em sua defesa. — E... É o único que frequenta a minha cama. Dou uma gargalhada debochada, minha amiga tão ingênua. — Mas tenho certeza que não é a única que frequenta a cama dele. — Alfineto. Beth fica ereta, sei que peguei pesado, mas minha amiga tem que abrir os olhos e parar de ser trouxa para aquele porco sem vergonha que vive metendo chifre nela. — Transou com alguém ontem? — Minha amiga irmã pergunta ignorando meu comentário m*****o. — Não lembro. — Confesso num suspiro. Esse era o m*l de beber muito e ainda puxar um baseado com a galera, a amnésia é um dos sintomas da ressaca. — Tim me ligou. — A escuto dizer enquanto encho uma caneca com café preto. Fico em silêncio, quando o marido da minha irmã liga é porque lá vêm bronca. — Não fiz nada ilegal pelo que me lembro. — Falo em minha defesa. A última vez que fui presa foi há três anos por atentado ao pudor, fui pega transando com dois caras na praia, convidei os policiais para se juntarem a nossa orgia mais eles entenderam como desacato e eu fiquei ainda mais ferrada. — Parece que alguém faltou a terapia ontem à tarde. — Elizabeth me olha como se eu fosse uma criminosa pega no flagra. O problema foi que eu esqueci dessa p***a e agora estou muito lascada pois Tim vai comer meu fígado cru. — Droga, sabia que tinha esquecido de algo. — Falo alto, furiosa comigo mesma por ter dado esse vacilo. — Vou ligar para a secretária do velho remarcando para amanhã à tarde, não acredito que vou ter que trabalhar na minha folga. — Falo mandando mensagem para a Cíntia. — Eu te deixei um bilhete lembrando da terapia. — Antes que Elizabeth comece seu discurso de responsabilidade e coisa e tal. Largo minha caneca com o café que m*l toquei, pego minha bolsa e saio. Amo minha amiga mais não preciso que ela seja minha consciência 24 horas por dia, estou de ressaca, com sono e não lembro de p***a nenhuma da noite passada, se transei com alguém espero ao menos ter usado camisinha... Cheguei no horário no restaurante ou melhor, dez minutos mais cedo que o habitual, aproveitei para digitar uma mensagem para Tim explicando o motivo de ter quebrado nosso acordo, distraída, só me dei conta de que não prestava atenção por onde andava quando esbarrei em uma muralha de músculos, que tinha um leve aroma de café e loção pós barba. — Deveria prestar atenção por onde anda Luana ao invés de ficar com a cara enterrada no celular. — Pronto, o que ele tem de gostoso, o d***o tem de chato. — Desculpa, senhor. Não foi minha intenção atravessar seu caminho. — Passo por ele fingindo que nada aconteceu, estou com um leve pressentimento de que não vou demorar muito nesse emprego.
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